Prévia da inflação: IPCA-15 sobe 0,70% em setembro, superando a projeção do mercado

IndicadorValor
O valor do IPCA-15 HOJE está em0,70%
O IPCA-15 em 12 meses está em4,47%

IPCA-15 Acumulado últimos 12 meses

DataVariação em %Variação no AnoAcumulado 12 meses
2026/Setembro0,73,824,47
2026/Agosto-0,43,094,24
2026/Julho0,063,514,52
2026/Junho0,413,454,80
2026/Maio0,623,024,64
2026/Abril0,892,394,37
2026/Março0,441,493,89
2026/Fevereiro0,841,044,10
2026/Janeiro0,20,204,50
2025/Dezembro0,254,414,41
2025/Novembro0,24,154,50
2025/Outubro0,183,944,94

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro. O resultado veio depois da deflação de 0,40% registrada em agosto e superou a projeção do mercado, de +0,55%.

No acumulado em 12 meses, o indicador acelerou de 4,24% para 4,47%. O mercado esperava 4,32%.

Setores com maior impacto no IPCA-15

A alta teve como principal vetor o grupo de Habitação, que avançou 2,07% no mês. O movimento reflete o fim do Bônus de Itaipu, que interrompeu a deflação no preço de energia elétrica residencial e promoveu alta de 7,42%.

Transportes também subiu, com alta de 0,60%. O destaque foram as passagens aéreas (+9,82%), que no mês anterior haviam puxado o grupo para baixo.

Na mesma linha, Alimentação e Bebidas reverteu as quedas dos meses anteriores e avançou 0,40%. A alta veio do subgrupo alimentação no domicílio.

A difusão, que mede o percentual de itens com aumento de preços, avançou de 52,0% em agosto para 53,7% em agosto.  

Comportamento dos Serviços e Núcleos da Inflação

Entre os componentes mais rígidos, a inflação de serviços acelerou de forma importante, saindo de 0,13% para 0,61%, refletindo especialmente a dinâmica de preços observada em passagens aéreas.

Em 12 meses, a aceleração também foi relevante, de 5,33% para 6,05%. Com isso, o indicador se distanciou ainda mais do teto da meta.

Ao analisarmos a abertura que exclui restaurantes, empregado doméstico, passagem aérea e educação (itens mais voláteis), notamos que o aumento foi menos expressivo, de 0,36% para 0,45%. A diferença se explica justamente pela retirada das passagens aéreas.

Serviços subjacentes, desaceleraram na leitura mensal (0,28%), mas em 12 meses avançaram para 5,31% (ante 5,06% em julho).

Serviços intensivos em trabalho, diretamente ligados ao comportamento do mercado de trabalho, avançaram no mês (+0,57%) e em 12 meses (7,31%), sendo o componente mais pressionado.

fim, a média dos núcleos apresentou dinâmica semelhante, acelerando nas duas leituras.  

Leia mais: Entenda o que é o IPCA e como ele afeta seus investimento

Análise econômica e perspectivas para a inflação

O IPCA-15 de setembro interrompe a sequência positiva dos resultados anteriores. O índice saiu de uma deflação de 0,40% para uma alta de 0,70%. As expectativas apontavam para uma alta menos intensa, de 0,55%.

Ainda assim, o dado confirma uma dinâmica que vínhamos observando e reforça a nossa leitura. As quedas de preços refletiam movimentos favoráveis de itens voláteis ou fatores pontuais. No dado anterior, por exemplo, o Bônus de Itaipu beneficiou o índice. Com o fim do bônus, Habitação acelerou em setembro. O mesmo vale para alimentos e passagens aéreas.

Por isso, nossa atenção continua voltada aos componentes mais rígidos. Em 12 meses, eles seguem distantes do teto da meta e aceleraram no último mês.  

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