Prévia da inflação: IPCA-15 sobe 0,32% em outubro, abaixo da projeção do mercado
| Indicador | Valor |
|---|---|
| O valor do IPCA-15 HOJE está em | 0,32% |
| O IPCA-15 em 12 meses está em | 4,62% |
IPCA-15 Acumulado últimos 12 meses
| Data | Variação em % | Variação no Ano | Acumulado 12 meses |
|---|---|---|---|
| 2026/Outubro | 0,32 | 4,15 | 4,62 |
| 2026/Setembro | 0,7 | 3,82 | 4,47 |
| 2026/Agosto | -0,4 | 3,09 | 4,24 |
| 2026/Julho | 0,06 | 3,51 | 4,52 |
| 2026/Junho | 0,41 | 3,45 | 4,80 |
| 2026/Maio | 0,62 | 3,02 | 4,64 |
| 2026/Abril | 0,89 | 2,39 | 4,37 |
| 2026/Março | 0,44 | 1,49 | 3,89 |
| 2026/Fevereiro | 0,84 | 1,04 | 4,10 |
| 2026/Janeiro | 0,2 | 0,20 | 4,50 |
| 2025/Dezembro | 0,25 | 4,41 | 4,41 |
| 2025/Novembro | 0,2 | 4,15 | 4,50 |
O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,32% em outubro. O resultado desacelerou em relação à alta de 0,70% de setembro e ficou abaixo da projeção do mercado, de +0,44%.
No acumulado em 12 meses, o indicador acelerou de 4,47% para 4,62% e voltou a ficar acima do teto da meta (4,50%). O mercado esperava 4,74%.
Setores com maior impacto no IPCA-15
Oito dos nove grupos pesquisados subiram no mês. A principal pressão veio de Alimentação e Bebidas, que avançou 0,88% e respondeu por 0,19 p.p. do índice. A alimentação no domicílio acelerou de 0,38% para 1,01%, puxada por tomate (+24,54%), cebola (+13,63%), batata-inglesa (+10,96%) e arroz (+5,80%). Juntos, esses quatro itens somaram 0,13 p.p., cerca de 40% do resultado do mês.
Na direção oposta, Habitação recuou 0,10%, após a alta de 2,07% em setembro. Com a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, a energia elétrica residencial passou de uma alta de 7,42% para queda de 0,89%.
Transportes ficou praticamente estável (+0,05%). As passagens aéreas, que em setembro haviam subido 9,82%, caíram 9,24% e foram o principal impacto negativo do índice (-0,08 p.p.). A queda compensou a alta dos combustíveis (+1,20%), com destaque para óleo diesel (+3,70%), etanol (+2,73%) e gasolina (+0,92%).
Em Despesas pessoais (+0,55%), os destaques foram cinema, teatro e concertos (+4,30%), pacote turístico (+2,18%) e empregado doméstico (+0,62%).
A difusão, que mede o percentual de itens com aumento de preços, avançou de 53,7% em setembro para 58,9% em outubro.
Comportamento dos Serviços e Núcleos da Inflação
Entre os componentes mais rígidos, a inflação de Serviços desacelerou para 0,22%, refletindo a queda das passagens aéreas. Sem esse item, porém, o movimento foi o oposto: os serviços aceleraram de 0,39% para 0,45% no mês e, em 12 meses, de 5,3% para 5,5%.
Os serviços subjacentes também aceleraram, de 0,28% para 0,45%. Parte do movimento reflete a alta de cinema, teatro e concertos, que reverteu os descontos temporários de setembro. Em 12 meses, o indicador avançou de 5,3% para 5,5% e se distanciou ainda mais do teto da meta.
Os serviços intensivos em trabalho, diretamente ligados ao comportamento do mercado de trabalho, desaceleraram levemente na margem, para 0,55%. Em 12 meses, porém, avançaram para 7,43% e seguem como o componente mais pressionado.
Por fim, a média dos núcleos desacelerou na margem, de 0,34% para 0,32%. Em 12 meses, porém, passou de 4,4% para 4,5% e encostou no teto da meta.
Leia mais: Entenda o que é o IPCA e como ele afeta seus investimento
Análise econômica e perspectivas para a inflação
O IPCA-15 de outubro desacelerou de 0,70% para 0,32% e ficou abaixo das projeções do mercado. A composição, porém, não acompanhou o número cheio.
Assim como em setembro, o índice foi definido por itens voláteis e fatores pontuais, agora no sentido inverso. Dos 0,38 p.p. de desaceleração, cerca de 0,29 p.p. vieram dos preços administrados, que passaram de 1,28% para 0,15% com a bandeira verde na energia. A surpresa em relação ao consenso também tem explicação: a queda abrupta das passagens aéreas. Sem ela, o IPCA-15 teria subido cerca de 0,40%, perto da expectativa de 0,44%.
Por isso, nossa atenção continua voltada aos componentes mais rígidos, que seguem pressionados. Os serviços subjacentes aceleraram, os intensivos em trabalho continuam acima de 7% em 12 meses e a difusão subiu. O dado é a última leitura de inflação antes do Copom de 3 e 4 de novembro.
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