Prévia da inflação: IPCA-15 sobe 0,25% em dezembro e fecha 2025 em 4,41%

IndicadorValor
O valor do IPCA-15 HOJE está em0,25%
O IPCA-15 em 12 meses está em4,41%

IPCA-15 Acumulado últimos 12 meses

DataVariação em %Variação no AnoAcumulado 12 meses
2025/Dezembro0,254,414,41
2025/Novembro0,24,154,50
2025/Outubro0,183,944,94
2025/Setembro0,483,765,32
2025/Agosto-0,143,264,95
2025/Julho0,333,405,30
2025/Junho0,263,065,27
2025/Maio0,362,805,40
2025/Abril0,432,435,49
2025/Março0,641,995,26
2025/Fevereiro1,231,344,96
2025/Janeiro0,110,114,50

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, apresentou alta de 0,25% em dezembro, em linha com a expectativa do mercado.

No acumulado em 12 meses, o indicador encerra 2025 com alta de 4,41%.

Dos nove grupos que compõem o índice, novamente sete registraram alta. O principal impacto de alta veio do grupo de Transportes, com avanço em passagem aérea, transporte por aplicativo e combustíveis. Já o principal impacto de queda foi o grupo de Artigos de Residência, que registrou o quarto recuo consecutivo, motivado por menores preços de eletrodomésticos e TVs.

A difusão, que mede o percentual de itens com aumento de preços, foi de 54,5%, permanecendo abaixo da média histórica para o mês.

Núcleos e serviços subjacentes

Os serviços subjacentes, que excluem itens voláteis e refletem melhor a tendência da inflação, aceleraram de 0,40% para 0,52%, um patamar próximo à média histórica do período. Em 12 meses, o grupo encerra 2025 em 6,0%.

A média dos núcleos de inflação também mostrou aceleração, de 0,28% para 0,38% no mês, mas ainda em patamar inferior às variações observadas no início do ano. Em 12 meses, encerra 2025 em 4,7%.

Prévia da inflação de dezembro reforça corte de juros em março

A inflação de dezembro carrega uma sazonalidade de alta, tanto no índice cheio quanto nos núcleos, movimento que também ficou evidente no IPCA-15 de dezembro de 2025.

O fato do IPCA-15 de 2025 ter terminado com núcleos ainda elevados em meio a expectativas ainda desancoradas, apesar de alguma melhora, ajuda a explicar a postura ainda dura do Banco Central, que sinalizou ainda estar desconfortável com a dinâmica inflacionária, mesmo diante de leituras mensais mais benignas.

Neste contexto, diminuiu a parcela do mercado refletida na curva de juros que ainda cogitava corte em janeiro, com a precificação atual apontando maior probabilidade de um corte de 0,25 p.p. em março.

🏅 Research #1 em independência no Brasil

Sua newsletter
de investimentos

Vá além das notícias com insights práticos para iniciar, expandir e proteger seu patrimônio.

✅ 100% Gratuita | ✅ Cancele a qualquer momento | ✅ Sem Spam