Queda do bitcoin: por que pode ser um bom momento para investir
Entenda por que o bitcoin caiu tanto desde outubro de 2025, quais sinais de escassez surgem no mercado e se vale a pena investir agora
Não é novidade que o cenário do bitcoin vem sendo ruim nos últimos meses. Desde outubro de 2025, uma sequência de eventos negativos afetou o mercado cripto, da guerra comercial entre Estados Unidos e China aos conflitos entre Irã e Estados Unidos, além de vendas por parte de grandes players do setor. Mas, junto a esse cenário de pessimismo, surgem sinais que podem indicar uma oportunidade para quem pensa no longo prazo.
Confira a seguir os motivos da queda e por que este pode ser um bom momento para observar o bitcoin com mais atenção.
Sumário
- Por que o bitcoin caiu tanto entre 2025 e 2026?
- A maior queda do bitcoin em valor absoluto
- Medo extremo e desinteresse pelas criptomoedas
- Inteligência artificial, ETFs e a fuga dos investidores
- Por que este pode ser um bom momento para olhar o bitcoin
- Oferta, demanda e escassez de bitcoin
- Reservas dos mineradores e bitcoins nas corretoras
- Quanto o bitcoin ainda pode cair
- Vale a pena comprar bitcoin em 2026?
- Diversificação: o caminho para atravessar a queda do bitcoin
Por que o bitcoin caiu tanto entre 2025 e 2026?
A queda do bitcoin começou com a taxação imposta por Trump à China, considerada a primeira faísca de um período turbulento para o mercado cripto.
Depois vieram os conflitos entre Irã e Estados Unidos, que ainda persistem e colocaram um freio no otimismo que existia no início do ano.
Mais recentemente, notícias como a venda de bitcoins por parte da Strategy, empresa que antes defendia publicamente a retenção do ativo, e da BlackRock reforçaram o clima de desconfiança entre os investidores.
A maior queda do bitcoin em valor absoluto
Partindo da máxima histórica de 126 mil dólares, registrada em outubro, o bitcoin já acumula uma queda de cerca de 50%.
Em termos percentuais, esse recuo não é o maior da história do ativo, que já chegou a cair entre 70% e 80% em outros ciclos. Porém, em valores absolutos, esta é considerada a maior queda de todos os tempos: mais de 1,4 trilhão de dólares saíram do mercado cripto desde outubro, um número superior à soma de todas as outras quedas já registradas.
Medo extremo e desinteresse pelas criptomoedas
O índice de medo e ganância, um dos termômetros mais observados pelo mercado, vem oscilando entre medo e medo extremo praticamente todos os dias deste ano.
As métricas de interesse social também mostram o mesmo movimento: redes como Twitter, Instagram, YouTube e Reddit registram mínimas históricas de menções ao bitcoin, enquanto canais de criptomoedas no YouTube perdem inscritos e têm dificuldade para atrair novos públicos.
Inteligência artificial, ETFs e a fuga dos investidores
Parte desse desinteresse está relacionada à concorrência com outra tecnologia em alta: a inteligência artificial.
Ações ligadas ao setor, direta ou indiretamente, vêm subindo de forma consistente, e o mercado já se prepara para dois grandes IPOs nos Estados Unidos, da Anthropic e da OpenAI, o que deve atrair ainda mais fluxo especulativo para esse segmento.
Ao mesmo tempo, a expectativa de que os ETFs de bitcoin reduziriam a volatilidade do ativo não se confirmou: as saídas recentes de recursos dos fundos ajudaram a intensificar a queda, em vez de conter, afastando tanto investidores de varejo quanto institucionais.
Por que este pode ser um bom momento para olhar o bitcoin
Apesar do cenário negativo, o fato de o bitcoin estar fora do radar da maioria dos investidores pode ser justamente um ponto a favor.
Historicamente, ativos pouco observados e com fundamentos preservados tendem a estar subvalorizados, o que costuma ser positivo para quem pensa no longo prazo.
Oferta, demanda e escassez de bitcoin
O valor do bitcoin responde principalmente a dois fatores: oferta e demanda. Hoje, mais de 94% de todos os bitcoins que existirão já foram emitidos, e os 6% restantes só serão liberados até o ano de 2140, o que torna o efeito da inflação do ativo cada vez menor.
Por isso, o dado mais relevante passa a ser a oferta circulante, ou seja, quantos bitcoins realmente estão em movimentação no mercado. Dos cerca de 20 milhões de bitcoins já minerados, 17,8 milhões estão parados há mais de seis meses em carteiras, sem qualquer movimentação, um número que está na máxima histórica.
Isso indica que a quantidade de bitcoin disponível para negociação está na mínima histórica, mesmo com a emissão de novas unidades.
Reservas dos mineradores e bitcoins nas corretoras
As reservas de bitcoin em posse dos mineradores também estão próximas da mínima histórica. Embora pareça um sinal negativo à primeira vista, essa tendência costuma ser positiva no longo prazo: mineradores são vendedores compulsórios, já que precisam converter parte dos bitcoins recebidos em moeda local para cobrir custos de energia e infraestrutura.
Quanto menos bitcoin fica retido nas mãos dos mineradores, mais unidades migram para holders de longo prazo, ETFs e empresas.
Outro indicador relevante é o saldo de bitcoins nas corretoras, também nas mínimas históricas, o que sugere menor disposição dos investidores para vender no curto prazo.
Quanto o bitcoin ainda pode cair
Um dos indicadores usados para avaliar o potencial de queda é o MVRV, que compara o valor de mercado atual do bitcoin ao preço médio pago pelos investidores.
Atualmente, esse indicador está em 1,2. Em ocasiões anteriores em que o MVRV chegou a esse patamar, a maior queda registrada a partir daí foi de 44%.
Isso não significa que o movimento vá se repetir, já que cada ciclo tem características próprias, mas serve como referência histórica para avaliar o risco de novas quedas.
Vale a pena comprar bitcoin em 2026?
A resposta depende do perfil de cada investidor. Quem ainda não tem bitcoin e considera o preço atual atrativo pode começar a montar posição aos poucos, sempre respeitando um limite máximo de 5% da carteira total de investimentos alocado no ativo, começando com aportes pequenos, entre 0,5% e 1%, e aumentando gradualmente até o fim do ano.
Quem já tem bitcoin e está com preço médio acima da faixa atual, entre US$ 60 mil e US$ 65 mil, pode aproveitar o momento para reduzir esse preço médio, sempre com foco no longo prazo.
Já quem tem bitcoin com preço médio abaixo dos US$ 55 mil ou US$ 60 mil pode preferir aguardar uma possível correção adicional antes de reforçar a posição, reavaliando a estratégia caso o preço se aproxime do seu próprio custo médio.
Diversificação: o caminho para atravessar a queda do bitcoin
A queda do bitcoin trouxe volatilidade ao mercado, mas o momento pode ser interessante para compras estratégicas, principalmente para quem tem uma visão de longo prazo. Ainda assim, a diversificação continua sendo uma das melhores estratégias para buscar ganhos sólidos no mundo cripto.
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