Quais ações vencem e quais perdem com a inteligência artificial?
Descubra quais ações tendem a se beneficiar e quais correm risco com o avanço da inteligência artificial no mercado americano
A inteligência artificial está redesenhando o mapa do mercado de ações americano. Enquanto algumas empresas ganham força com a tecnologia, outras veem seus modelos de negócio ameaçados — e entender essa divisão pode ser decisivo para quem investe no exterior.
Conversamos aqui na Nord sobre quais empresas tendem a se beneficiar e quais correm risco com o avanço da IA. A conclusão é que comprar o índice inteiro já não parece tão simples quanto antes.
O jeito como americanos investem no S&P 500 mudou
O S&P 500 concentra muitas empresas ligadas à tecnologia, e nem todas devem sair ganhando com a inteligência artificial. Esse cenário favorece o chamado stock picking — a seleção criteriosa de ações — em vez de simplesmente comprar um ETF que carrega empresas boas e ruins no mesmo pacote.
Empresas que já foram destruídas pela inteligência artificial
Alguns modelos de negócio já sofreram impacto direto.
O Chegg, site americano que vendia acesso a respostas de exercícios escolares, perdeu mais de 98% do valor desde suas máximas. Com modelos de linguagem capazes de responder a qualquer questão gratuitamente, o serviço perdeu relevância.
A Teleperformance, empresa francesa especializada em terceirização de atendimento ao cliente, caiu cerca de 85% das máximas pelo mesmo motivo: agentes de IA hoje conseguem realizar cobranças, suporte e atendimento com qualidade próxima à humana.
Automação e o impacto da inteligência artificial em serviços e atendimento
O atendimento por telefone e WhatsApp já é dominado, em parte, por agentes de IA. Empresas que antes lucravam com mão de obra humana nesse setor enfrentam concorrência direta de soluções automatizadas, mais baratas e disponíveis 24 horas. Esse movimento pressiona margens e força uma revisão dos modelos de negócio tradicionais.
Adobe e Figma podem perder espaço com a inteligência artificial
A dupla Adobe e Figma está na lista das ameaçadas. A Adobe, dona do Photoshop e do Illustrator, chegou a tentar comprar a Figma por US$ 20 bilhões em 2022 — a operação não foi aprovada, e hoje a Figma vale cerca de US$ 9 bilhões.
Ambas atuam em áreas diretamente afetadas pela IA: edição de imagens e vídeo, no caso da Adobe, e criação de interfaces digitais, no caso da Figma. Ferramentas de IA já permitem editar vídeos, criar sites e desenhar aplicativos com simples comandos de texto.
A tendência não é o desaparecimento dessas companhias, mas o encolhimento: pequenas empresas e profissionais independentes devem migrar para soluções mais baratas.
Softwares de crédito financeiro ameaçados pela inteligência artificial
A Fair Isaac, dona do FICO Score — o sistema de pontuação de crédito amplamente usado por bancos americanos —, também enfrenta pressão.
Com IA, bancos conseguem analisar o perfil financeiro dos clientes de forma independente, sem necessidade de recorrer a serviços de terceiros. A vantagem competitiva da empresa, historicamente sólida, começa a dar sinais de deterioração.
A inteligência artificial pode substituir analistas financeiros?
O debate existe, mas a conclusão ainda é favorável aos profissionais especializados.
Uma pesquisa de Harvard indica que a IA torna profissionais experientes mais produtivos, mas não transforma iniciantes em especialistas. Quem sabe direcionar bem o uso da IA sai na frente — e o trabalho do analista continua sendo identificar valor onde os algoritmos não enxergam.
Duolingo pode desaparecer com tradutores e tutores de inteligência artificial
O aplicativo de aprendizado de idiomas é apontado como uma das empresas em risco. Fones de ouvido com tradução simultânea em tempo real já reduzem a necessidade de aprender um novo idioma. Além disso, tutores virtuais baseados em IA conseguem corrigir pronúncia, conversar e aplicar testes — replicando, e potencialmente superando, a experiência gamificada do Duolingo.
TSMC, Meta e Amazon: as grandes vencedoras da corrida da inteligência artificial
No campo dos vencedores, três empresas se destacam na nossa análise.
A TSMC é a escolha mais sólida: fabricante dos chips da Nvidia, Google, Amazon e Microsoft, ela está no centro da infraestrutura de IA. Não importa qual empresa vença a corrida — todas precisarão dos chips produzidos pela TSMC.
A Meta é uma beneficiada direta no seu negócio principal, a publicidade. O modelo de anúncios da empresa já funciona com lógica semelhante à de um modelo de linguagem: escolher o melhor conteúdo para exibir ao usuário a cada momento. Com IA, esse processo ficou mais eficiente e a empresa vem crescendo acima das expectativas.
A Amazon é uma vencedora em múltiplas frentes: publicidade, logística automatizada com robótica, seu marketplace e a AWS, maior provedora de serviços de nuvem do mundo — que ainda mantém parceria estratégica com a Anthropic.
Investir em inteligência artificial exige separar hype de resultado
A inteligência artificial continuará criando oportunidades, mas nem toda empresa ligada ao tema será vencedora. O mercado passou a cobrar mais retorno sobre os investimentos bilionários em data centers, chips e modelos de IA.
Para o investidor, o ponto central é identificar quais companhias usam a tecnologia para fortalecer seu negócio principal e quais podem ser substituídas por ela. No novo ciclo do S&P 500, escolher bem pode ser mais importante do que simplesmente comprar tudo.
Quer investir melhor no mercado americano?
No Nord Global, nosso time seleciona as melhores ações internacionais para você — com acompanhamento quinzenal para saber o que comprar, o que manter e o que evitar. A assinatura ainda inclui um canal exclusivo no Telegram com áudios, vídeos e alertas para que possa acompanhar o mercado de perto.
Se não for o que você esperava, a Nord oferece garantia incondicional de 30 dias: acesso completo e, caso queira sair, 100% do valor investido de volta.


