5 maiores erros do investidor de CDB em 2026
Entenda quais são os principais erros do investidor de CDB, como evitar prejuízos e investir com mais segurança em 2026
O CDB é um dos investimentos mais populares do Brasil e costuma ser visto como simples, seguro e conservador. No entanto, os acontecimentos recentes no sistema bancário mostraram que investir em CDB exige muito mais atenção do que parece. Em 2025 e 2026, casos envolvendo bancos médios e pequenos aumentaram a preocupação dos investidores e deixaram claro que erros básicos podem custar caro.
A seguir, veja os cinco maiores erros do investidor de CDB e como evitá-los.
Erro 1: não se atentar ao indexador
O primeiro e mais comum erro do investidor de CDB é ignorar o indexador do título. O indexador é a forma como o investimento rende e pode ser pré-fixado, pós-fixado ou IPCA+.
Muitos investidores escolhem CDBs sem analisar o cenário econômico, apenas diversificando “um pouco de cada”. Esse comportamento pode gerar prejuízos relevantes. Em momentos de juros baixos, por exemplo, travar um CDB pré-fixado por vários anos pode ser um erro grave caso as taxas subam posteriormente.
Quando os juros sobem, os CDBs pós-fixados tendem a render mais, pois acompanham a alta da taxa Selic. Já em cenários de inflação elevada, os títulos atrelados ao IPCA ajudam a proteger o poder de compra. Escolher corretamente o indexador é a decisão mais importante do investimento em CDB e pode ser a diferença entre ganhar ou perder dinheiro, mesmo investindo em bancos grandes.

Erro 2: não se atentar ao emissor
Outro erro recorrente é não avaliar o emissor do CDB. O emissor é o banco responsável por captar o seu dinheiro e devolvê-lo com juros no vencimento.
Nos últimos anos, diversos investidores enfrentaram problemas ao aplicar em bancos frágeis, acabando na fila do FGC. Uma taxa mais alta não compensa o risco de investir o patrimônio de uma vida inteira em instituições com problemas financeiros ou histórico duvidoso.
Avaliar a saúde do banco emissor é essencial para reduzir riscos, evitar dores de cabeça e garantir tranquilidade ao investidor.
Erro 3: confiar demais no FGC
Confiar cegamente no FGC é um dos maiores erros do investidor de CDB. O Fundo Garantidor de Créditos funciona como uma espécie de seguradora e não como uma garantia ilimitada e incondicional.
O FGC cobre até um determinado valor por CPF e por instituição, mas mantém apenas uma fração em caixa do total que garante. Em momentos de aumento da sinistralidade, quando muitos bancos entram em dificuldade ao mesmo tempo, o sistema pode ficar pressionado.
Por isso, o FGC não deve ser usado como justificativa para investir em bancos frágeis apenas por causa de taxas mais altas. O patrimônio acumulado ao longo da vida deve ser investido com responsabilidade, análise de risco e diversificação consciente.
Em momentos como esse, em que o risco vai além da taxa anunciada, olhar o CDB de forma isolada costuma levar a decisões ruins.
Se você quiser entender como esses títulos se encaixam — ou não — na sua estratégia patrimonial, vale agendar uma conversa com a equipe da Nord Wealth e analisar o cenário com mais profundidade.
Erro 4: travar investimentos por prazo longo demais
Investir em CDBs com prazos muito longos é outro erro comum. Muitos investidores travam recursos por quatro ou cinco anos, perdendo flexibilidade para ajustar a carteira conforme o cenário econômico muda.
Além da falta de liquidez, CDBs longos impedem o investidor de aproveitar oportunidades melhores no futuro ou de reagir rapidamente a mudanças no risco do emissor. Em geral, títulos de prazo fechado devem ser usados com cautela e, preferencialmente, com vencimentos mais curtos.
Abrir mão de liquidez só faz sentido quando existe uma oportunidade realmente excepcional, e não por pequenas diferenças de rentabilidade.
Erro 5: não conferir a taxa justa do CDB
O último grande erro do investidor de CDB é não conferir se a taxa oferecida é justa. Muitas vezes, bancos e corretoras oferecem taxas abaixo do que seria razoável para o risco assumido.
Antes de investir em um CDB pré-fixado ou IPCA+, é fundamental comparar a taxa oferecida com as taxas referenciais do mercado. Bancos, por assumirem mais risco do que o Tesouro Nacional, precisam pagar mais do que os títulos públicos equivalentes. Caso contrário, o investidor abre mão de rentabilidade sem perceber.
Conferir a taxa justa evita que o investidor pague spreads excessivos e garante decisões mais conscientes e alinhadas ao cenário econômico.
Para não errar na comparação de taxas, vale usar a planilha de conversão de ativos da Nord, que permite comparar CDBs, LCAs e outros títulos de renda fixa antes de investir.
Investir em CDB não é tão simples quanto parece. Evitar esses erros transforma o investidor comum em um investidor mais atento, responsável e sofisticado. Com informação, análise de cenário e disciplina, o CDB pode ser usado de forma inteligente dentro da carteira, sem riscos desnecessários.


