Vale (VALE3): lucro proforma sobe +68% no 4T25. Vale a pena investir?

A mineradora brasileira voltou a entregar bons resultados, com crescimento em todas as suas principais linhas

Hugo Cabral 13/02/2026 11:00 3 min
Vale (VALE3): lucro proforma sobe +68% no 4T25. Vale a pena investir?

Como já era esperado pelo mercado (após análise dos dados divulgados em sua prévia operacional), a Vale (VALE3) divulgou bons resultados no 4T25, com crescimento em todas as suas principais linhas, mas com efeitos não recorrentes no balanço.

Principais destaques do resultado

 Destaques financeiros do 4T25. Fonte: Vale

A Vale registrou uma produção de minério de 90,4 milhões de toneladas (+6% vs. 4T24), com crescimento trimestral dos sistemas sul e sudeste compensando o menor desempenho do sistema norte no período.

A produção de pelotas foi menor (-9% no 4T25), tendo em vista que o insumo das plantas de pelotização foi redirecionado para as vendas de finos de minério. Ainda, houve crescimento nas produções de cobre (+6%) e de níquel (+2%).

As vendas de minério de ferro subiram +5%, com destaque para finos, também com alta de +5%. As vendas de cobre e níquel também tiveram expansão (+8% e +5%, respectivamente).

O preço realizado de finos teve alta de +3% (seguindo o movimento da commodity no período). Com queda de -8% no preço de pelotas, o prêmio total ficou em US$ 0,9/t no 4T25 (-80%). O preço do cobre subiu +20% e o do níquel caiu -7%.

Assim, com maiores vendas e preços, a receita líquida da Vale alcançou US$ 11,1 bilhões, alta de +9%.

Seu custo caixa C1 (custo das operações da mina ao porto) subiu +13%, para US$ 21,3 por tonelada. Ainda assim, com outros custos e despesas crescendo abaixo da receita, o Ebitda proforma (exclui itens não recorrentes) foi de US$ 4,8 bilhões, incremento de +17%. 

Mesmo com o impacto menor de juros de dívida, o prejuízo líquido foi de US$ -3,8 bilhões, frente a US$ -694 milhões no 4T24. Esse resultado foi fortemente impactado por um impairment (valor recuperável de um ativo) de US$ 3,5 bilhões, além de imposto diferido (será pago no futuro) de US$ 2,8 bilhões.

Quando desconsideramos impairments e respectivos efeitos de imposto de renda, o lucro líquido proforma da Vale foi de US$ 1,5 bilhão, alta de +68%.

A geração de fluxo de caixa livre foi de US$ 1,7 bilhão, +107% mais alta, devido a um desempenho mais forte do Ebitda e outros impactos positivos. A empresa fechou o trimestre com uma alavancagem (dívida líquida/Ebitda) ainda em patamares confortáveis, de apenas 0,7x (estável).

O que esperar de VALE3?

A Vale segue focada no aumento da produção e na redução de custos. Até 2030, a mineradora brasileira projeta uma produção de minério de ferro superior a 360 milhões de toneladas por ano, um crescimento de aproximadamente +10% em relação ao guidance de 2025. 

VALE3 é compra após o 4T25?

Neste momento, com suas ações negociadas a um EV/Ebitda projetado de 5,2x (+44% acima da média, que é de 3,6x), além do dividend yield (dividendo/preço) projetado de apenas 6%, temos recomendação de manter para VALE3.

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