Lucro da Telefônica (VIVT3) sobe para R$ 1,9 bilhão no 4T25
A dona da Vivo ainda anunciou um novo programa de recompra de ações, além de definir as datas de pagamento de proventos já anunciados
A Telefônica Brasil (VIVT3) reportou resultados acima do consenso de mercado no 4T25, com uma receita líquida de R$ 15,6 bilhões, um crescimento de +7%, um Ebitda de R$ 7 bilhões, +8% de alta e um lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, subindo +7%. Todos os resultados foram comparados com o mesmo período em relação ao ano anterior.

Forte geração de caixa
A operadora de telefonia apresentou uma receita líquida de R$ 15,6 bilhões no 4T25, aumento de +7% na comparação anual. No negócio móvel, a receita atingiu R$ 9,8 bilhões, alta de +7%, impulsionada pelo crescimento de +9% na receita de pós-pago, após aumento de +7% na base de clientes (atingiu 70,8 milhões) e reajustes anuais de preço.
A receita de aparelhos e eletrônicos foi de R$ 1,4 bilhão, uma alta de +14%.
Representando o restantes da receita total, a receita do negócio fixo foi de R$ 4,4 bilhões, crescimento de +5%. Os destaques ficaram por conta da receita de dados corporativos, TIC e serviços digitais (+10%) e de fibra óptica (+10%). Vale destacar que sua rede de fibra atingiu 31 milhões (+6%) de casas passadas, além de ter atingido 7,8 milhões de casas conectadas (+12%).
Com os custos totais subindo levemente abaixo da receita, o Ebitda da companhia cresceu +8%, totalizando R$ 7 bilhões, com margem de 42,9%. Mesmo com a linha de depreciação e amortização registrando alta de apenas +2%, o avanço de +94% no resultado financeiro negativo, influenciado por uma base comparativa atípica, pressionou o desempenho final. Assim, o lucro líquido subiu +7%, alcançando R$ 1,9 bilhão no 4T25.
No período, a Telefônica Brasil investiu R$ 2,4 bilhões (-4%), com os recursos direcionados principalmente para a expansão da rede 5G, além da ampliação da rede de fibra. Devido, em grande parte, ao menor desembolso com aluguéis e capex somados ao Ebitda mais elevado, o fluxo de caixa livre foi +112% maior.

Quais as perspectivas para a Telefônica Brasil em 2026?
Com um crescimento sustentável de suas operações e receitas, além das despesas e dos investimentos controlados, a Telefônica Brasil entregou um bom resultado no 4T25, fechando o ano com um payout (parte do lucro distribuído aos acionistas) de 103,4%.

Cabe destacar que a companhia tem a intenção de distribuir um valor igual ou superior a 100% de seu lucro líquido (payout) em forma de proventos em 2026. No ano, os valores distribuídos já somam R$ 7 bilhões.
Qual o dividend yield de VIVT3?
O dividend yield dos últimos 12 meses é de 3,9%.
Definição de data de pagamento de proventos
A Telefônica Brasil fixou a data de pagamento dos juros sobre capital próprio (JCP) que foram declarados no segundo, terceiro e quarto trimestres do exercício social de 2025, conforme tabela abaixo.

A companhia também anunciou a data de pagamento dos recursos decorrentes da redução de capital social a ser deliberada em Assembleia a ser realizada em 12 de março de 2026.

Novo programa de recompra de ações
A Telefônica Brasil também anunciou a criação de um novo programa de recompra de ações para os anos de 2026 e 2027. Poderão ser compradas até o máximo de 42.861.656 ações ordinárias, observado o limite de R$ 1 bilhão. O programa terá início no dia 23 de fevereiro de 2026 e término em 22 de fevereiro de 2027.
Vale a pena comprar Telefônica Brasil após o 4T25?
Com as altas recentes das ações da Telefônica Brasil (quase +70% nos últimos 12 meses), o rendimento de seus dividendos foi comprimido para níveis (bem) abaixo dos nossos parâmetros mínimos, atingindo um dividend yield atual abaixo de 4% (mesmo com uma política de distribuir 100% de seu lucro líquido em proventos).
Assim, encerramos a nossa posição em VIVT3 no Nord Dividendos.
Para investir nas ações da Telefônica Brasil é necessário ter uma conta em uma corretora de valores. A empresa é negociada na B3 sob o ticker VIVT3.

