Schulz (SHUL4): lucro recua 22% no 1T26; ação segue atrativa?
Confira o resultado da Schulz no 1T26, com queda no Ebitda, lucro menor, caixa líquido positivo e perspectivas para SHUL4
A Schulz (SHUL4) registrou receita líquida de R$ 448 milhões no 1T26, queda de -9% na comparação anual, enquanto o Ebitda foi de R$ 63 milhões, 26% menor. Já o lucro líquido foi de R$ 56 milhões, baixa de -22% em relação ao 1T25.

Destaques operacionais e financeiros
Em Compressores, o mercado interno apresentou estabilidade na comparação anual, mesmo em um momento mais restritivo para o mercado doméstico.
Nos EUA, a Schulz reportou recuo de -7% a/a (em dólar) nas vendas do trimestre, refletindo os menores volumes. Esses volumes, por sua vez, foram pressionados pela necessidade de aumento dos preços para compensar as tarifas impostas.
Na unidade Automotiva, principal linha de receita da Schulz, o ambiente segue complexo.
No trimestre, o segmento de caminhões continuou apresentando resultados fracos, em função da retração de cerca de -22% da produção e do emplacamento de veículos pesados e semipesados (dados da ANFAVEA).
Diante dessa dinâmica, as vendas da companhia acompanharam o recuo observado no mercado.
Na linha de máquinas agrícolas, o período foi de desaceleração das vendas. Já na linha de construção, o trimestre apresentou vendas estáveis.
Assim, no 1T26, a Schulz reportou recuo de -14% nas vendas para máquinas agrícolas e de construção, ainda refletindo um ambiente desafiador por conta da restrição de crédito (juros), dos estoques elevados, da margem dos produtores agrícolas e do câmbio desfavorável.
Diante da persistência do cenário desfavorável, principalmente para a divisão Automotiva, a Schulz reportou receita líquida de R$ 448 milhões (-9% a/a).
A pressão na margem bruta e a estabilidade das despesas totais contribuíram para um Ebitda de R$ 63 milhões, queda de -26% a/a.
Contudo, com o maior resultado financeiro positivo somado à linha positiva de IR/CSLL, o lucro líquido da Schulz alcançou R$ 56 milhões, recuo de -22% a/a.
O destaque positivo, que possibilita à Schulz atravessar ciclos desfavoráveis, é sua estrutura de capital bastante confortável.
No 1T26, a companhia reportou caixa líquido (mais caixa do que dívida) de R$ 135 milhões.
Já o fluxo de caixa livre foi positivo, totalizando R$ 7,5 milhões no 1T26, revertendo a queima de caixa de R$ 4 milhões reportada no 1T25.
Por fim, apesar do cenário desfavorável, a Schulz entregou ROE de 18,2% (-0,5 p.p.), sustentando seu elevado nível de rentabilidade.

Perspectivas futuras da Schulz (SHUL4)
Após um ciclo bastante positivo entre 2020 e 2023, a Schulz enfrenta um cenário desfavorável nos últimos dois anos.
Mesmo assim, a empresa conseguiu manter um bom patamar de lucratividade e rentabilidade.
Para 2026, a Schulz ainda deve enfrentar um cenário adverso, muito parecido com o que acompanhamos ao longo do ano passado.
Entretanto, no longo prazo, a companhia continua bem posicionada para aproveitar uma virada de ciclo do mercado automotivo.
Vale a pena investir na Schulz (SHUL4)?
Assim, negociando a 6,5x lucros e valendo apenas R$ 1,8 bilhão em valor de mercado, mantemos nossa posição em SHUL4 na série O Investidor de Valor.
Quem é a Schulz (SHUL4)?
Fundada em 1963, a Schulz é a maior fabricante de compressores de ar da América Latina. A divisão de Compressores responde por cerca de 30% da receita total. Contudo, a sua principal divisão é a Automotiva, na qual atua como referência entre os fornecedores, produzindo peças para caminhões, máquinas e equipamentos agrícolas e de construção.
Qual o dividend yield da Schulz (SHUL4)?
Considerando as distribuições realizadas nos últimos 12 meses, o dividend yield atual da Schulz encontra-se em 12,7%.
Publicamos análises todos os dias para te ajudar a investir melhor — marcar como favorita aumenta as chances dos nossos conteúdos chegarem até você.

