Brasil terá maior IVA do mundo? Entenda a Reforma Tributária
O Brasil caminha para ter o maior IVA do mundo. Veja o que muda com a Reforma Tributária e como proteger seu patrimônio agora mesmo
O Brasil sempre conviveu com um problema estrutural: instabilidade fiscal crônica. As regras mudam antes de amadurecer, os impostos se sobrepõem, a legislação é complexa e, na prática, imprevisível.
Planejar no longo prazo aqui nunca foi simples — e, nos últimos anos, ficou ainda mais difícil.
Enquanto isso, o brasileiro médio segue tocando a vida, focado no curto prazo, sem perceber que uma trolha tributária estrutural começou a ser colocada no lugar.
Não é um imposto pontual, nem uma mudança cosmética. É uma reorganização profunda da forma como o Estado arrecada — e cobra.
Nova estrutura: CBS, IBS e o IVA mais alto do mundo
A Reforma Tributária entra em 2026 como ano de testes. A proposta é substituir uma série de tributos por dois grandes impostos — CBS e IBS — que, juntos, formam um IVA.
No papel, a ideia é unificar, simplificar e dar racionalidade ao sistema. Na prática, a implementação será gradual, cheia de exceções, regimes específicos, transições longas e interpretações ainda abertas.
O dado que mais chama atenção é claro: o Brasil caminha para ter o maior IVA do mundo, algo em torno de 28%, nível semelhante ou superior ao de países desenvolvidos da Europa.
A diferença central é óbvia — e incômoda: esses países entregam serviços públicos robustos, infraestrutura eficiente, saúde e educação de qualidade. O Brasil, historicamente, não entrega.

A promessa era simplificar. O que começa a se desenhar é um sistema potencialmente mais complexo, com novas camadas regulatórias, maior insegurança jurídica e uma carga tributária elevada sem contrapartida clara.
Para agravar, há dúvidas reais se toda essa engenharia conseguirá arrecadar o que o governo projeta — o que mantém o problema fiscal estrutural em aberto.
Novo cenário exige blindagem patrimonial imediata
Sempre que a carga tributária muda de patamar, o imposto torna-se cada vez mais uma variável estrutural de decisão patrimonial.
Não dá mais para tratar tributação como algo separado da estratégia de investimentos, sucessão ou estrutura empresarial.

Diversificar e internacionalizar: agora é necessidade
O risco fiscal brasileiro deixou de ser conjuntural. Ele virou risco estrutural de portfólio. Manter o patrimônio excessivamente concentrado no Brasil significa assumir, ao mesmo tempo, risco regulatório, risco tributário e um risco cambial implícito — mesmo para quem acha que “não tem dólar”.
Carteiras bem internacionalizadas cumprem um papel que vai muito além de buscar retorno. Elas funcionam como hedge fiscal, hedge político e hedge institucional. Em outras palavras: reduzem a dependência de um único sistema tributário, de uma única moeda e de um único arcabouço regulatório.
Além da alocação internacional, nesse contexto, ativos indexados à inflação ganham ainda mais relevância. Em um ambiente de carga tributária elevada e deterioração fiscal contínua, a atuação do Banco Central via taxa de juros pode acabar perdendo eficiência, tornando os juros uma variável menos previsível.
Nesse sentido, os títulos IPCA+ agregam uma blindagem nessa situação, repassando, ao menos, o índice de preços.
O que fazer na prática:
- Avaliar o nível real de concentração do patrimônio no Brasil (ativos, renda, empresa etc.).
- Estruturar exposição internacional de forma consistente e recorrente, e não apenas pontual.
- Reforçar posições em ativos que protegem o poder de compra no longo prazo, especialmente em cenários de pressão fiscal.
ITCMD: antecipar pode evitar prejuízos maiores
A Reforma Tributária também joga luz sobre um tema que muitos evitam: a sucessão. O ITCMD caminha para um modelo mais estruturado, com alíquotas progressivas, maior coordenação entre os estados e uma tendência clara de alta estrutural ao longo do tempo.
Isso muda completamente a lógica de “deixar para depois”. Planejamento sucessório não é mais uma conversa distante — passa a ser uma decisão muito mais econômica. Ferramentas como doações em vida, doações com reserva de usufruto e antecipações patrimoniais bem estruturadas passam a fazer sentido não por pressa, mas por racionalidade.
A mensagem aqui é simples: não se trata de pagar menos imposto hoje. Trata-se de evitar pagar mais imposto amanhã, em um cenário no qual as regras tendem a ficar mais duras, não mais flexíveis.
O que fazer na prática:
- Mapear o patrimônio que estará sujeito ao ITCMD e o impacto potencial em diferentes cenários de alíquota.
- Avaliar doações em vida e doações com reserva de usufruto como instrumentos de organização e antecipação.
- Integrar sucessão, tributação e estrutura patrimonial em um único plano, evitando decisões isoladas.
Imóveis e holdings patrimoniais: o que antes funcionava pode não funcionar mais
O setor imobiliário também entra no radar da reforma. Mudanças propostas impactam a tributação de aluguéis e colocam em revisão regimes que antes eram tratados como estáveis. Isso obriga investidores e famílias patrimonializadas a revisitar estruturas que estavam “funcionando bem” no passado.
As holdings patrimoniais voltam ao centro da discussão — não como receita de bolo, nem como solução universal, mas como uma ferramenta que pode ganhar atratividade em determinados cenários, especialmente quando combinada com planejamento sucessório e organização patrimonial.
O ponto crítico é claro: cada caso é um caso. Decisões tomadas sem análise individual, sem advogado e contador de confiança, tendem a custar caro. O planejamento agora não é apenas criar novas estruturas, mas revisitar e ajustar estruturas existentes à nova realidade tributária.
O que fazer na prática:
- Revisitar a tributação atual dos imóveis e projetar impactos das novas regras.
- Avaliar se estruturas patrimoniais existentes ainda fazem sentido ou precisam de ajustes.
- Discutir, caso a caso, com advogados e contadores de confiança, antes de qualquer mudança estrutural.
2026: o ano para agir com muito método e pouco improviso
A Reforma Tributária não é um evento pontual. Ela inaugura um novo regime de jogo para quem constrói, preserva e transmite patrimônio no Brasil.
O erro mais comum será esperar clareza total para agir. Essa clareza raramente vem — e, quando vem, normalmente chega acompanhada de custo mais alto, menos alternativas e decisões tomadas sob pressão.
Em 2026, um patrimônio bem protegido será de quem:
- entendeu as mudanças antes da maioria;
- antecipou-se com estratégia;
- trabalhou com os profissionais certos, no momento certo.
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