Por que reduzir a exposição à Bolsa antes do segundo turno pode fazer sentido
Com o Ibovespa nas máximas e a eleição em empate técnico, entenda por que reduzir a exposição à Bolsa antes do segundo turno pode ser a decisão certa
Faz duas semanas que o rali da Bolsa vem sendo puxado pela leitura de que a eleição de 2026 ficou mais competitiva.
O Ibovespa chegou a fechar a 187.367 pontos na segunda-feira, alta de 1,20%, com o mercado mirando os 190 mil pontos. É perto da máxima histórica, embalado pela crise em torno do ministro Alexandre de Moraes e pela sensação de que o resultado das urnas pode trazer uma guinada na política econômica.
Pesquisas mostram Lula e Flávio Bolsonaro empatados
As pesquisas mais recentes mudaram o tamanho da aposta que esse rali representa. A pesquisa PoderData, feita entre 30 de agosto e 2 de setembro, mostra Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno, dentro da margem de erro.
Em um segundo turno simulado, o placar fica em 45% a 44% para Flávio, empate técnico. A Datafolha, com dados de 1º a 3 de setembro, mostra Lula um pouco mais à frente no primeiro turno, 38% a 32%, mas no segundo turno o resultado também empata tecnicamente, 46% a 44%.
Duas pesquisas diferentes, dois institutos diferentes, o mesmo recado: a eleição virou uma moeda no ar.

Por que apostar em eventos binários é arriscado
Eu evito, sempre que posso, montar posição relevante em cima de um evento binário. Bolsa subindo ou caindo com força depois do resultado das urnas é um cenário difícil de hedgear direito; o resultado vai a favor ou vai contra, sem meio-termo. Apostar patrimônio nisso é jogar cara ou coroa com o dinheiro que levou anos para construir.
Mais uma camada de incerteza: a crise entre Moraes e Mendonça
Tem outra camada de incerteza rodando ao mesmo tempo. O ministro Alexandre de Moraes declarou guerra a André Mendonça depois da divulgação de suas conversas com Daniel Vorcaro.
Isso mantém o STF no centro do noticiário político, em plena campanha, com desdobramentos que ninguém consegue precificar com segurança, porque dependem de decisões judiciais e institucionais, não de fundamento econômico.
Bolsa também é afetada por fatores externos (como o petróleo)
Ontem, para completar, a Bolsa devolveu parte dos ganhos da véspera, caindo 0,93%, fechando a 185.629 pontos, com o petróleo passando de US$ 100 o barril em meio à escalada de tensão no Oriente Médio.
Serve de lembrete de que o rali brasileiro não vive isolado; ele também está exposto a choques internos e externos.
O que fazer com a carteira antes da eleição
Juntando os pontos: Bolsa perto da máxima, eleição em empate técnico, crise institucional sem desfecho claro e petróleo disparando lá fora. Nenhum desses fatores isolados seria motivo suficiente para eu reduzir posição. Juntos, formam um quadro em que o risco de manter a exposição cheia até o resultado das urnas cresceu mais rápido do que o potencial de ganho adicional entre agora e lá.
Isso não tem relação com achar que a Bolsa brasileira vai cair, nem com achar que Flávio ou Lula seria melhor ou pior para o mercado. Tem a ver com reconhecer que, quando o resultado de um evento se aproxima de 50 a 50, o tamanho da posição deveria diminuir.
Aproveitar a força do rali dos últimos dias para realizar parte do lucro e reduzir a exposição antes do segundo turno da eleição é uma forma de continuar no jogo sem precisar acertar o resultado do cara ou coroa para proteger o patrimônio que já foi construído.
Depois do segundo turno, olhamos o Brasil que sobrou, as políticas prometidas, a equipe cotada para os ministérios, e aí sim voltamos a alocar com mais confiança.
Um raio-x da sua carteira antes do segundo turno
Se precisar de ajuda para mudar um pouco a cara da sua carteira, evitando posições que podem te deixar mais exposto(a), o time da Nord Wealth pode te ajudar: nós mapeamos sua carteira para entender onde ela está mais exposta à eleição e mostramos, com números, o que faz sentido ajustar antes do segundo turno. É uma primeira reunião sem custo e sem compromisso.
Não é sobre adivinhar quem vai ganhar a eleição. É sobre garantir que, seja qual for o resultado, o seu patrimônio já esteja protegido.
Publicamos análises todos os dias para te ajudar a investir melhor — marcar como favorita aumenta as chances dos nossos conteúdos chegarem até você.

