PIB dos EUA é revisado para 2,2% no 2º tri e reforça alta de juros

O PIB dos EUA foi revisado de 1,5% para 2,2% no 2º trimestre, puxado por consumo e data centers. Veja o que o dado muda nas apostas de juros do Fed

Christopher Gomes Galvão 30/09/2026 10:00 2 min Atualizado em: 30/09/2026 12:13
PIB dos EUA é revisado para 2,2% no 2º tri e reforça alta de juros

A terceira leitura do PIB anualizado dos EUA no 2° trimestre mostrou crescimento de +2,2%, uma revisão expressiva frente aos +1,5% da leitura anterior. 

O primeiro trimestre também foi revisado para cima, de +2,1% para +2,5%. Parte do movimento reflete a atualização anual das contas nacionais, incorporada nesta divulgação e que revisou os dados desde 2021.

A revisão foi puxada principalmente por investimentos, com alta nos estoques e no investimento fixo, este liderado por estruturas não residenciais, em especial data centers. O consumo também foi revisado para cima, tanto em serviços quanto em bens, com destaque para equipamentos de processamento de informação.

Gráfico de barras do BEA com as contribuições para o PIB dos EUA no 2º trimestre de 2026, comparando a primeira, a segunda e a terceira leitura. Na terceira leitura, o PIB cresceu 2,2% (contra 1,5% nas anteriores), com consumo contribuindo com cerca de 2,5 pontos, investimento com 0,8, exportações com 0,6, governo com -0,01 e importações com cerca de -1,6 ponto.
 

Assim, o principal impacto positivo para o resultado de +2,2% veio do consumo das famílias (cerca de +2,5 p.p.), seguido por investimentos (cerca de +0,8 p.p.) e exportações (cerca de +0,6 p.p.). Os gastos do governo ficaram praticamente neutros (-0,01 p.p.).

O setor externo voltou a pesar negativamente, com as importações subtraindo cerca de -1,6 p.p. do resultado.

O dado mais relevante, porém, está no núcleo da demanda: as vendas finais a compradores domésticos privados, que somam consumo e investimento fixo, cresceram +4,6%, forte aceleração frente aos +1,8% do primeiro trimestre.

O que o PIB muda para os juros nos EUA

Para o Fed, o dado reforça uma economia mais resiliente do que o esperado, com a inflação ainda pressionada no acumulado em 12 meses, fatores que sustentam as expectativas de mais altas de juros.

Atualmente, para as próximas três reuniões (outubro, dezembro e janeiro), o mercado precifica 35% de probabilidade para mais uma alta de 0,25 p.p., 45% de probabilidade para duas altas e 15% para três altas.

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