PetroReconcavo (RECV3) reduz produção no 1T26. Entenda
PetroReconcavo registra queda na produção e vendas no 1T26. Veja os dados de março e os impactos no resultado da petroleira
A produção da PetroReconcavo (RECV3) apresentou leve recuperação na comparação mensal, mas segue pressionada na base anual. A companhia divulgou seus dados operacionais de março de 2026 e o consolidado do primeiro trimestre de 2026 (1T26), reforçando um cenário de normalização ainda em andamento no setor de petróleo.

No mês de março, a produção atingiu 24,6 mil barris por dia, o que representa uma alta de +1% em relação ao mês anterior. No acumulado trimestral, a produção foi de 24,4 mil barris por dia, queda de -11% na comparação anual.
O avanço mensal foi impulsionado principalmente pelo desempenho operacional no Ativo Potiguar, com destaque para a entrada de produção de um novo poço em Boa Esperança, além de workovers bem-sucedidos nos campos de Brejinho e Juazeiro. Adicionalmente, houve um aumento de +5% na produção de gás natural e um crescimento de +4% no próprio Ativo Potiguar, fatores que contribuíram para a melhora pontual no período.
Apesar disso, no acumulado do primeiro trimestre de 2026 (1T26), a produção média foi de 24,4 mil barris por dia, representando uma queda de -11% na comparação anual. Esse desempenho reflete, sobretudo, os impactos das paradas programadas realizadas desde o segundo semestre de 2025, que ainda afetam a base produtiva da companhia.
No que diz respeito às vendas, a PetroReconcavo reportou a comercialização de 2,1 milhões de barris de óleo equivalente (óleo e gás) no trimestre, o que corresponde a uma queda de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mesmo com um ambiente parcialmente favorável, marcado por um preço médio do Brent +4% superior, a combinação entre a redução no volume vendido e a queda de -10% no dólar médio tende a pressionar negativamente os resultados da companhia no período.
Dessa forma, a produção da PetroReconcavo ainda se encontra em processo de estabilização após intervenções operacionais e paradas programadas, e sua evolução dependerá da normalização completa dos ativos, bem como de condições macroeconômicas mais favoráveis.


