PCE: inflação ao consumidor em linha com o esperado

O núcleo do PCE ainda está em +3,06% em 12 meses, o que demanda cautela do Fed em novos cortes de juros

Christopher Gomes Galvão 13/03/2026 16:15 2 min Atualizado em: 15/03/2026 16:32
PCE: inflação ao consumidor em linha com o esperado

O índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE), considerado a principal medida de inflação pelo Federal Reserve (Fed), apresentou avanço de +0,28% em janeiro, acima das expectativas de +0,0%, após +0,36% no mês anterior. Em 12 meses, o PCE acumula alta de +2,83%.

O núcleo do PCE, leitura mais importante por excluir itens mais voláteis (alimentos e energia), apresentou alta de +0,36%, em linha com o esperado, repetindo o resultado do mês anterior. Em 12 meses, o núcleo acumula alta de +3,06%.

Fonte: Bloomberg
Fonte: Bloomberg

No mês, a inflação de serviços acelerou de +0,36% para +0,37%, o maior resultado desde fevereiro de 2025 (+0,50%).

Fonte: Bloomberg

A pressão de serviços veio especialmente pelo setor de saúde, que acelerou de +0,02% para +0,60%, o maior resultado desde janeiro de 2024 (+0,61%).

Apesar de demandar acompanhamento — até por ter um dos maiores pesos no cálculo do índice, ao lado do setor de habitação —, saúde tem apresentado maior volatilidade.

Fonte: Bloomberg

Já o setor de habitação desacelerou de +0,30% para +0,22%. Apesar de alguns períodos de pressão, como em dezembro, os preços de habitação tendem a continuar desacelerando, pois temos observado números mais contidos na inflação de aluguéis em outros dados.

Fonte: Bloomberg

A inflação de bens voltou a desacelerar após maiores pressões em janeiro, com bens duráveis passando de +0,55% para +0,41% e bens não duráveis de +0,32% para +0,19%.

Apesar dos dados um pouco mais altos em bens neste início de ano, a inflação desse segmento não mostra preocupações.

Fonte: Bloomberg
Fonte: Bloomberg

O que isso muda para o Fed?

Vimos, portanto, um dado sem grandes surpresas. Seguimos com a leitura de uma inflação desacelerando gradualmente.

No entanto, o patamar atual do núcleo em +3% no acumulado em 12 meses reflete a necessidade de cautela do Federal Reserve em novos cortes de juros, especialmente considerando os possíveis impactos da alta do petróleo no curto prazo.

Ainda assim, o Fed deve cortar juros ao longo do segundo semestre, com 1 ou 2 cortes de 0,25 p.p.

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