PCE: Inflação dos EUA mantém debate sobre alta de juros

Núcleo do PCE acumula +3,4% em 12 meses. Inflação cheia acumula +4,1%, acima da meta de 2%.

Christopher Gomes Galvão 25/06/2026 14:16 2 min Atualizado em: 25/06/2026 16:20
PCE: Inflação dos EUA mantém debate sobre alta de juros

De acordo com os dados do PCE, a inflação ao consumidor dos EUA subiu +0,45% em maio, em linha com as expectativas. Em 12 meses, acumula alta de +4,1%.

O núcleo do PCE, leitura mais importante por excluir itens mais voláteis (alimentos e energia), subiu +0,32%, também em linha com o esperado. Em 12 meses, o núcleo acumula alta de +3,4%.

Fonte: Bloomberg
Fonte: Bloomberg

No número cheio, os combustíveis seguem impactando o índice. A alta foi de +20,9% em março, +5,5% em abril e +6,5% em maio.

No núcleo, porém, que não considera os combustíveis, chamou atenção a alta dos serviços, que acelerou de +0,19% para +0,52%, o maior resultado desde janeiro de 2024 (+0,72%).

Fonte: Bloomberg

Por outro lado, o número foi pressionado pelos preços dos serviços de comunicação (dentro da categoria de outros serviços) e dos serviços financeiros, fatores mais transitórios.

Quando olhamos para a categoria mais resiliente dentro de serviços, o setor de habitação desacelerou após o forte resultado do mês anterior, de +0,53% para +0,31%.

Assim como foi mostrado no CPI (o outro indicador de inflação ao consumidor), a pressão sobre o setor de habitação no mês anterior parece ter sido algo mais pontual.

Apesar disso, o comportamento do segmento ainda merece acompanhamento.

Fonte: Bloomberg

Ou seja, a inflação de serviços foi mais pressionada por fatores temporários, e o qualitativo do PCE, como um todo, não mostrou grandes problemas.

O que isso muda para o Fed?

Mas o debate sobre alta de juros continua, em meio a um cenário de resiliência no mercado de trabalho e de inflação distante da meta de 2%, como o próprio núcleo do PCE mostrou, atualmente em 3,4% no acumulado em 12 meses.

Atualmente, o mercado precifica 85% de chance de alta de juros nos EUA até o final do ano, com o debate girando em torno de haver uma, duas ou até três altas.

O cenário de três altas é muito improvável, mas pelo menos uma alta parece bastante factível diante do cenário e da comunicação do Fed.

Fonte: CME Group. Elaboração: Nord Investimentos
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