Marcopolo (POMO4) vence Caminho da Escola e mercado vê valorização
Marcopolo vence leilão, arrematando 97% do total licitado, correspondente a 7.210 unidades de um total de 7.470 ônibus escolares
O programa Caminho da Escola voltou ao centro das atenções após a nova licitação de 2026, que teve a Marcopolo (POMO3) como grande destaque. A iniciativa do governo federal, voltada à renovação da frota escolar no Brasil, ganhou ainda mais relevância ao movimentar bilhões e gerar impacto direto na indústria automotiva.
Marcopolo lidera licitação do programa Caminho da Escola 2026
A Marcopolo foi a principal vencedora da licitação de 2026, conquistando cerca de 7,2 mil dos 7,5 mil ônibus ofertados, o que representa aproximadamente 97% do total. O resultado superou com folga a expectativa do mercado, que projetava uma participação próxima de 50%.
Do total, 620 unidades ficaram com a própria Marcopolo (chassi e carroceria), enquanto 6,6 mil unidades foram destinadas à Volkswagen, em parceria com a Marcopolo, que será responsável pela produção das carrocerias.

Impacto financeiro do programa para a Marcopolo
O preço médio de cada ônibus ficou em torno de R$ 530 mil, cerca de +15% acima do programa anterior. Considerando que a Marcopolo irá capturar 50% desse valor nas unidades em parceria com a Volkswagen e que a entrega ocorrerá ao longo dos próximos 24 meses, o programa deverá representar cerca de 10% da receita dos próximos dois anos.
Importância do programa Caminho da Escola para o setor
Além do impacto direto na Marcopolo, o programa Caminho da Escola movimenta toda a cadeia industrial, incluindo montadoras, fornecedores e o setor de autopeças.
A iniciativa também funciona como um estímulo à indústria nacional, ao garantir demanda consistente mesmo em períodos de desaceleração econômica.
O que esperar após a licitação
Apesar do resultado positivo, a aprovação final ainda depende de validação, que costuma ocorrer cerca de 30 dias após a conclusão do leilão.
Se confirmada, a licitação deve fortalecer a posição da Marcopolo no mercado e ampliar sua visibilidade de receita nos próximos trimestres, em um ambiente ainda desafiador para o consumo e investimentos no Brasil.

