Ibovespa em fevereiro: estrangeiros impulsionam o índice
IBOV fecha fevereiro com alta de +4,1%. No mês, MRV lidera as altas, enquanto Raízen, as baixas
O Ibovespa encerrou o mês de fevereiro com alta de +4,1%, próximo aos 190 mil pontos. No período, o fluxo de capital estrangeiro superou R$ 15 bilhões na Bolsa brasileira, alcançando o maior nível para o mês desde 2022.
Desempenho dos principais índices em fevereiro
Mesmo com os juros futuros estáveis no mês, o Ibovespa encerrou com alta de +4,1%, enquanto o IDIV avançou +4,4% e o SMLL, +1,9%.

Das 85 ações que compõem o IBOV, 61 registraram alta no período, enquanto as outras 24 fecharam em baixa.
O principal destaque positivo do mês foi a MRV (MRVE3), com alta de +26,9%, enquanto a maior queda foi para as ações da Raízen (RAIZ4), que caíram -38,8%.
As 5 ações que mais subiram em fevereiro
Veja a lista das cinco maiores altas do mês.
| Empresa | Ticker | Var. (%) |
| MRV | MRVE3 | +26,9 |
| Suzano | SUZB3 | +17,6 |
| Direcional | DIRR3 | +17,0 |
| Telefônica Brasil | VIVT3 | +15,8 |
| Axia | AXIA6 | +15,7 |
Maiores altas do Ibovespa em fevereiro. Fonte: Bloomberg
1. MRV (MRVE3) +26,9%
No topo da lista das maiores altas de fevereiro estão as ações da MRV.
Além de fatores externos favoráveis, como a possível queda dos juros e o avanço do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), a construtora apresentou bons resultados em sua prévia operacional do 4T25. Soma-se a isso o plano de desinvestimento na Resia (EUA), que pode contribuir de forma relevante para a desalavancagem da companhia.
Nossa recomendação: compra.

2. Suzano (SUZB3) +17,6%
O bom desempenho das ações da Suzano veio após a divulgação de bons resultados no 4T25, com a reversão do prejuízo de R$ -6,7 bilhões no 4T24 para um lucro líquido de R$ 116 milhões no 4T25, além da divulgação de novos aumentos de preços da celulose.
Nossa recomendação: neutra.
3. Direcional (DIRR3) +17,0%
Após cair mais de -30% em relação às máximas históricas, as ações da Direcional passaram a apresentar um movimento de recuperação no último mês, mesmo diante de resultados mais fracos em sua prévia operacional do 4T25. O desempenho refletiu a retração no segmento do MCMV, parcialmente compensado pelo avanço no média renda, por meio da Riva.
Nossa recomendação: neutra.
4. Telefônica Brasil (VIVT3) +15,8%
A Telefônica Brasil reportou resultados acima do consenso de mercado no 4T25. A receita líquida alcançou R$ 15,6 bilhões, com crescimento de +7%, enquanto o Ebitda totalizou R$ 7 bilhões, alta de +8%. O lucro líquido foi de R$ 1,9 bilhão, avanço de +7% na comparação anual.
Além disso, a geração de caixa livre cresceu +112%, fortalecendo a capacidade da companhia de manter o programa de remuneração aos acionistas, que prevê a distribuição de, no mínimo, 100% do lucro líquido neste ano.
Nossa recomendação: neutra.
5. Axia (AXIA6) +15,7%
As ações da Axia seguem em trajetória positiva, refletindo o otimismo do mercado em relação aos seus resultados futuros, especialmente diante da perspectiva de melhores preços de venda de energia.
Nossa recomendação: neutra.
As 5 ações que mais caíram em fevereiro
Veja a lista das cinco maiores quedas do mês.
| Empresa | Ticker | Var. (%) |
| Raízen | RAIZ4 | -38,8 |
| Cogna | COGN3 | -23,1 |
| GPA | PCAR3 | -19,8 |
| Hapvida | HAPV3 | -19,3 |
| Minerva | BEEF3 | -15,7 |
Maiores baixas do Ibovespa em fevereiro. Fonte: Bloomberg
1. Raízen (RAIZ4) -38,8%
No topo da lista das maiores quedas do mês estão as ações da Raízen.
Os temores em torno da possibilidade de a companhia entrar em recuperação judicial impactaram de forma significativa o mês de fevereiro, diante do elevado nível de alavancagem e do momento desfavorável de sua commodity, fatores que pressionam o cenário atual.
Nossa recomendação: evitar.
2. Cogna (COGN3) -23,1%
As expectativas de resultados mais fracos no 4T25 levaram um grande banco a revisar sua recomendação de compra para neutra, o que acabou pressionando o preço dos papéis da companhia.
Nossa recomendação: neutra.
3. GPA (PCAR3) -19,8%
Diante da divulgação de uma nota explicativa informando a existência de incertezas relevantes quanto à continuidade operacional da varejista, as ações do Grupo Pão de Açúcar passaram a registrar forte queda.
Nossa recomendação: evitar.
4. Hapvida (HAPV3) -19,3%
Após desabarem -42% em apenas uma sessão, as ações da Hapvida seguem em trajetória de queda, enquanto o mercado continua questionando sua capacidade de recuperar os resultados e superar a pressão competitiva.
Nossa recomendação: neutra.
5. Minerva (BEEF3) -15,7%
A Minerva foi mais uma ação a ser rebaixada de “compra” para “neutro” por alguns bancos, com perspectivas de resultados insatisfatórios no 4T25.
Nossa recomendação: neutra.

