Johnson & Johnson: resultados do 1T26 mostram aceleração no crescimento
Confira a análise dos resultados da Johnson & Johnson no 1T26, com crescimento de receitas, guidance elevado e perspectivas para 2026
A Johnson & Johnson (JNJB34) reportou resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) acima das expectativas do mercado em receita e levemente acima no lucro, mas ainda sem convencer totalmente os investidores.
Resultados da Johnson & Johnson no 1T26

A Johnson & Johnson reportou vendas de US$ 24,1 bilhões, alta de +9,9% na comparação anual. O lucro por ação (EPS ajustado) foi de US$ 2,70, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, embora tenha recuado -2,5% em relação ao 1T25, enquanto o lucro líquido ajustado foi de US$ 6,6 bilhões, queda de -1,4%.
O 1T26 foi uma demonstração de que a empresa deu os primeiros passos para cumprir seu compromisso de acelerar o crescimento em 2026.
Apesar das quedas no lucro, o crescimento de receitas e o guidance para o ano trazem algum alento aos investidores, mostrando que a gestão tem capacidade de entregar o que prometeu.
A JNJ elevou sua projeção para 2026, passando a esperar receitas entre US$ 100,3 bilhões e US$ 101,3 bilhões, com ponto médio de US$ 100,8 bilhões, e EPS ajustado entre US$ 11,45 e US$ 11,65, com ponto médio de US$ 11,55.
Destaques operacionais por segmento

Innovative Medicine lidera crescimento

Do ponto de vista operacional, o destaque do trimestre foi, mais uma vez, o segmento de Innovative Medicine (IM). As receitas dessa linha somaram US$ 15,4 bilhões, crescimento de +11,2%. Dentro de IM, o principal destaque foi o segmento de oncologia, com crescimento de +22,8% na comparação anual, alcançando US$ 6,9 bilhões em receitas.
Medicamentos como Darzalex, Carvykti e Tecvayli foram os principais responsáveis por esse desempenho. O setor de Neurociência também apresentou forte crescimento, de +32% na comparação anual.
Em contrapartida, Imunologia, segunda maior fatia de IM, registrou queda de -9%.
MedTech mantém crescimento sólido
Já no segmento de MedTech (MT), as receitas foram de US$ 8,6 bilhões, alta de +7,7% na comparação anual. Dentro desse segmento, o principal destaque foi a linha Cardiovascular, com crescimento de +13%.

Desempenho por geografia
Ao analisar as receitas por geografia, os Estados Unidos seguem como a principal parcela do faturamento. O crescimento no país foi de +8,3%, alcançando US$ 13,3 bilhões.
No restante do mundo, a Europa foi destaque, com crescimento de +14,5%, acima de Ásia-Pacífico/África (+8,5%) e do Ocidente ex-EUA (+10,8%).
Esse maior crescimento internacional foi positivo para os resultados, especialmente diante da desvalorização do dólar ao longo do ano. Por isso, os números reportados apresentam crescimento superior ao operacional.
Guidance da Johnson & Johnson para 2026

Para 2026, a mensagem da administração foi construtiva. A companhia elevou o guidance de receitas e de lucro ajustado, reforçando a expectativa de um ano de crescimento mais acelerado. No novo guidance, a projeção é de crescimento de receitas entre +6,5% e +7,5%, com média próxima de +7%. Já o lucro por ação deve crescer entre +6,1% e +8,1%, com média de +7,2%.
Do ponto de vista qualitativo, a administração destacou a expectativa de maior contribuição de novos lançamentos ao longo de 2026, além da aceleração de produtos recentemente lançados na linha de Innovative Medicine.
À medida que a companhia deve concentrar investimentos mais elevados no primeiro semestre, o crescimento tende a se intensificar no segundo semestre, acompanhado de melhora nas margens.
Perspectivas para a JNJ
Em paralelo aos investimentos, o pipeline segue robusto, com marcos relevantes esperados em 2026 tanto em Innovative Medicine quanto em MedTech, o que tende a sustentar um crescimento moderado nos próximos anos.
Vale a pena investir na Johnson & Johnson?
O 1T26 da Johnson & Johnson foi um trimestre positivo, com receitas acima do esperado e guidance elevado. Contudo, o crescimento da empresa segue inferior à média do mercado, reflexo do setor em que atua e do seu porte.
Mantemos nossa recomendação NEUTRO e não carregamos posição na companhia em nossas carteiras.

