TD3511, TD5011 e TD6011 e outro: conheça os novos ETFs de renda fixa na B3

Itaú Asset amplia portfólio com quatro novos ETFs de renda fixa na B3, incluindo prefixado e Tesouro IPCA+ com vencimentos longos

Christopher Gomes Galvão 04/03/2026 17:43 4 min
TD3511, TD5011 e TD6011 e outro: conheça os novos ETFs de renda fixa na B3

A Itaú Asset ampliou sua atuação na renda fixa com o lançamento de quatro novos ETFs na B3. Os produtos incluem uma opção prefixada com duration mais longa e três fundos ligados ao Tesouro IPCA+, com vencimentos definidos.

Avaliamos os ETFs de renda fixa da Itaú Asset e indicamos se são opções de investimento atrativas para sua carteira.

Como funciona o 5PRE11, novo ETF prefixado

O 5PRE11 é o ETF prefixado lançado pela gestora. O fundo investe em uma cesta de títulos públicos prefixados para compor uma carteira com duration média de cinco anos. A taxa de administração é de 0,25% ao ano.

O diferencial do 5PRE11 está no prazo mais longo. A Itaú Asset já oferece dois ETFs prefixados, o IRFM11 e o IDKA11, que trabalham com prazo médio entre dois e três anos, respectivamente. 

Quanto maior a duration da carteira, maior é a sensibilidade do fundo às variações dos juros de mercado. Em um cenário de aumento do risco fiscal, por exemplo, os juros futuros tendem a subir, à medida que os investidores passam a exigir um prêmio maior para financiar a dívida pública.

Quando os juros sobem, o preço do título cai. Quando caem, o preço do título sobe.

Assim, essa alta dos juros implica queda no preço dos títulos já emitidos, e, quanto maior for o prazo (e a duration), maior tende a ser a queda via marcação a mercado.

Por outro lado, o movimento também vale no sentido oposto. Em um cenário de melhora fiscal ou desaceleração da inflação, os juros futuros podem cair, e os títulos com maior duration tendem a se beneficiar mais intensamente desse movimento.

Caso você queira entender melhor o que é a marcação a mercado, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord, explica neste vídeo.

Assim, o 5PRE11 surge como uma opção para quem deseja se posicionar em juros com prazos mais longos.

TD3511, TD5011 e TD6011: exposição direta ao tesouro IPCA+

Além do prefixado, a Itaú Asset lançou três ETFs atrelados ao Tesouro IPCA+: TD3511, TD5011 e TD6011. Cada um deles acompanha títulos públicos com vencimento específico em 2035, 2050 e 2060, respectivamente.

Esses produtos permitem acesso aos papéis de longo prazo com as vantagens tributárias dos ETFs: 

  • 15% de imposto de renda fixo, uma vez que o prazo médio de repactuação da carteira será de um pouco mais de dois anos;
  • ausência de IOF e come-cotas;
  • reinvestimento automático do cupom e isento de imposto de renda.

Qual a diferença para outros ETFs de juro real?

Em juro real, o Itaú já conta com ETFs de IMA-B, como B5P211, IMAB11 e IB5M11. Nesses casos, os índices de referência mantêm a duration constante ao longo do tempo, por meio do rebalanceamento da carteira.

Já nos novos ETFs de Tesouro IPCA+, o vencimento do título vai se aproximando à medida que o tempo passa. Isso significa que a duration diminui naturalmente ao longo dos anos, reduzindo também a volatilidade do ativo conforme ele se aproxima do vencimento.

Antes de atingir os 720 dias do prazo médio de repactuação da carteira — requisito que assegura a vantagem tributária — os fundos passam a seguir o índice IMAB-5, cuja duration é de 2 anos. 

A taxa de administração dos três ETFs é de 0,20% ao ano.

Fonte: Itaú 

Para quem os novos ETFs da Itaú Asset são indicados

A proposta da Itaú Asset não é substituir as estratégias já existentes, mas ampliar o leque de combinações possíveis dentro do portfólio de renda fixa.

Assim, para aqueles que desejam se expor ao Tesouro IPCA+, há diferentes alternativas interessantes que podem se encaixar na sua carteira.

Vale ressaltar que o contexto atual é de um juro real elevado, próximo de 7,50% (juro real de 10 anos), patamar poucas vezes visto na última década. Assim, temos uma visão construtiva para alocação em juro real no momento, apesar de reconhecermos os riscos fiscais do país.

 Fonte: Bloomberg. Elaboração Nord Investimentos

Os juros prefixados também são uma boa alternativa, porém com maior risco quando comparados à alocação no Tesouro IPCA+.

Temos visto o mercado de ETFs em expansão no Brasil, sendo muito positivo para os investidores poderem construir carteiras mais completas.

Com os novos ETFs de renda fixa da Itaú Asset, a B3 passa a oferecer alternativas ainda mais segmentadas dentro do mercado de títulos públicos, atendendo tanto investidores que buscam previsibilidade quanto aqueles que desejam maior sensibilidade às mudanças no cenário econômico.

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