Receita da Intelbras (INTB3) cai -9% no 4T25, mas lucro sobe +8%
Desemprenho da Intelbras no 4T25 foi impulsionado por um melhor resultado financeiro no período; veja os detalhes
A Intelbras (INTB3) registrou uma receita líquida de R$ 1,17 bilhão no 4T25, queda de -9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda totalizou R$ 162 milhões, baixa de -2%, enquanto o lucro líquido foi de R$ 138 milhões, crescimento de +8%.


Destaques financeiros do 4T25
A Intelbras registrou uma receita líquida de R$ 1,17 bilhão no 4T25, queda de -9% na comparação anual, em função das baixas de -12% na receita de tecnologia da informação e comunicação e -37% em energia. A receita de segurança (mais representativa) subiu +3%.


Os custos dos produtos vendidos caíram mais do que a receita (-11,5%), resultando em uma menor queda para o lucro bruto, que atingiu R$ 359 milhões (-4%), com expansão de +1,7 p.p. na margem bruta, que foi de 30,7% no trimestre.
As despesas operacionais (vendas, administrativas e gerais) caindo -4% contribuíram para que o Ebitda tivesse queda ainda menor, de -2%, ficando em R$ 162 milhões.
Já o aumento na receita financeira (+53%) e queda na despesa financeira (-12,5%), além dos ganhos com instrumentos de hedge compensando a variação cambial líquida negativa, levaram a um crescimento de +8% no lucro líquido, que foi de R$ 138 milhões.
A Intelbras ainda elevou sua posição de caixa para R$ 1,1 bilhão no final de 2025 (vs. R$ 888 milhões no final de 2024), com forte contribuição para a atividade operacional e menores investimentos ao longo do ano.

Dessa forma, com uma dívida bruta de R$ 872 milhões, a companhia fechou o último ano com um caixa líquido (mais caixa do que dívida) de quase R$ 200 milhões.
Por fim, a empresa ainda registrou um ROIC (retorno sobre capital investido) de 15,1%, o que representa uma baixa de -3 p.p. em relação ao final do ano anterior.
O que esperar para 2026?
No consolidado de 2025, a Intelbras registrou baixas de -6% em sua receita líquida, -16% em seu Ebitda e -8,5% em seu lucro líquido.
Para 2026, o cenário tende a permanecer desafiador do ponto de vista de receita, ainda refletindo o ambiente macroeconômico e os efeitos de curto prazo dos ajustes e decisões tomadas em linhas específicas do portfólio.
Ao mesmo tempo, a expectativa é de que, ao longo do primeiro semestre, grande parte desses ajustes esteja concluída, permitindo que os ganhos de eficiência e a maior disciplina de execução se traduzam em melhor desempenho operacional e em evolução de ROIC.
Vale a pena comprar INTB3?
Apesar das altas recentes, os papéis da Intelbras (INTB3) negociam a múltiplos atrativos, com um Preço/Lucro de 9x e um EV/Ebitda de 8x (ambos abaixo da média da Bolsa).
No momento, porém, não temos recomendação ativa de compra para INTB3 nas carteiras da Nord Investimentos.
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