Ibovespa fecha em queda e fica abaixo dos 197 mil pontos
Ibovespa fecha em queda de -0,46% após perder fôlego de rali;dólar segue abaixo de R$ 5
Com a retomada dos temores relacionados aos conflitos no Oriente Médio, o petróleo voltou a subir, bem como os juros futuros por aqui. Dessa forma, mesmo com a alta das ações das petroleiras, a Bolsa brasileira voltou a operar em baixa, com o Ibovespa caindo -0,46%, aos 196.818,59 pontos (-919,02 pontos).
No dia, o destaque negativo foi a baixa de -8,86% das ações do Assaí (ASAI3), enquanto o destaque positivo ficou por conta da alta de +4,19% dos papéis da Petrobras (PETR3).
Nos EUA, as Bolsas americanas fecharam o pregão desta quinta-feira mais uma vez no campo positivo, com o S&P 500 subindo +0,26% e o Nasdaq em alta ainda maior, de +0,36%.
No mercado de câmbio, ainda que de forma leve, o dólar voltou a subir ante ao real, cotado aos R$ 4,99 (+0,01%).
Fechamento de mercado (16/04/2026)
| Indicador | Valor | Variação |
| Ibovespa | 196.818,59 | -0,46% |
| S&P 500 | 7.041,28 | +0,26% |
| Nasdaq | 24.102,70 | +0,36% |
| Dólar | R$ 4,99 | +0,01% |
Fonte: Bloomberg
Atualizações de mercado
Ibovespa cai abaixo dos 197 mil pontos
Em meio a dúvidas sobre o desfecho da guerra no Oriente Médio, o petróleo e os juros futuros voltaram a subir na sessão desta quinta-feira, 16, pressionando a Bolsa brasileira. Perto das 14h, o IBOV cedia -0,42%, aos 196.912 pontos.
BC decreta liquidação extrajudicial da cooperativa Creditag
O Banco Central decretou nesta quinta-feira, 16, a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros do Centro-Oeste (Creditag). Trata-se de uma cooperativa de pequeno porte, enquadrada no segmento S5, que representava apenas 0,0000226% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional em dezembro de 2025.
Segundo o BC, a medida foi motivada pelo “grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição”, com risco anormal para credores quirografários. Em outras palavras: a estrutura já não era capaz de sustentar suas obrigações.

Lavvi (LAVV3) divulga a prévia operacional do 1T26
A Lavvi (LAVV3) divulgou sua prévia operacional do 1T26. No período, a companhia não teve lançamentos reconhecidos, tendo em vista que o projeto Jardim da Hípica (maior lançamento de sua história, com VGV potencial de R$ 2,5 bi) foi realizado após o fechamento do trimestre.
Dessa forma, as vendas totais foram de R$ 336 milhões, baixa de -14% na comparação anual. Já as vendas líquidas (sem permutas e comissões) totalizaram R$ 325 milhões (-11%), sendo R$ 250 milhões no %Lavvi (queda de -3% e 77% das vendas líquidas totais). Foram vendidas 550 unidades (-10%), sendo 91 da marca Lavvi (-67%) e 459 da Novvo (+37%).
Brava Energia (BRAV3) divulga certificação de reservas 2026
A Brava (BRAV3) divulgou sua certificação de reservas de 2026, com as reservas provadas (1P) totalizando 459 milhões de barris, redução líquida de -20 milhões de barris em relação ao ano passado, refletindo a produção de 2025 e uma pequena adição líquida nas reservas.
Já o capex total necessário para entregar tal produção (vida útil de 18 anos para as reservas provadas) foi reduzido de US$ 2,9 bilhões para US$ 2,2 bilhões, tendo em vista os US$ 504 milhões investidos em 2025 e uma revisão para baixo na necessidade futura de investimentos.
Minha Casa, Minha Vida recebe aporte de R$ 20 bilhões para destravar contratações na faixa 3
O governo anunciou um novo aporte de R$ 20 bilhões no Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para ampliar o funding das contratações na Faixa 3 do programa.
Os recursos virão novamente do Fundo Social do Pré-Sal e, com isso, o orçamento para habitação deve alcançar R$ 200 bilhões em 2026. Recentemente, o governo ventilou a possibilidade de utilizar recursos do FGTS (principal fonte de funding do programa) para reduzir o endividamento da população, e o uso do Fundo Social como alternativa no MCMV deixa claro o quanto o segmento de habitação é prioritário.
Vale lembrar que a meta inicial do governo era entregar 2 milhões de moradias no MCMV no atual mandato, posteriormente ampliada para 3 milhões de unidades. Para 2026, a meta é de 850 mil moradias.
Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 365 milhões em JCP
O conselho de administração da Telefônica Brasil aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no montante bruto de R$ 365 milhões, o equivalente a R$ 0,11421 por ação. Terão direito os acionistas com composição na empresa até o dia 27 de abril. Após esta data, as ações serão consideradas “ex -juros”.
Marcopolo (POMO4) pagará JCP; veja valores
A Marcopolo pagará R$ 0,085 por ação em juros sobre capital próprio. O pagamento será realizado a partir do dia 8 de maio, com base na posição acionária do dia 24 de abril.
Lavvi (LAVV3) divulga prévia do 1T26
As vendas líquidas da incorporadora Lavvi somaram um valor geral de vendas (VGV) de R$ 249,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, montante 3% inferior ao registrado em igual período do ano anterior.
IBC-Br sobe 0,60% em fevereiro, acima do esperado
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, avançou 0,60% em fevereiro, enquanto o mercado esperava crescimento de 0,54%. O resultado de janeiro foi revisado, com alta de 0,78% sendo ajustada para 0,86%.
Abertura de mercado (16/04/2026)
Com o otimismo em relação ao possível fim dos conflitos no Oriente Médio e o petróleo se mantendo na faixa dos US$ 96, bem abaixo da máxima de US$ 119, as bolsas americanas renovaram suas máximas históricas no pregão de ontem. Seus contratos futuros seguem em alta nesta quinta-feira, enquanto os futuros do Ibovespa acompanham esse movimento.
Mercado futuro
| Indicador | Valor | Variação |
| Ibovespa futuro | 202.250 pts | +0,10% |
| S&P 500 Futuro | 7.070 pts | +0,14% |
| Nasdaq 100 Futuro | 26.425 pts | +0,23% |
| Dólar | R$ 4,99 | +0,01% |
Fonte: Bloomberg
Indicadores econômicos
No Brasil, destaque para o IBC-Br de fevereiro, às 9h.
Nos EUA, saem os pedidos de seguro-desemprego da semana às 9h30.

