Ibovespa perde os 180 mil pontos com salto do petróleo e maior aversão ao risco
Bolsa brasileira cai firme nesta quinta-feira, 12, em um pregão marcado por forte aversão ao risco com disparada de 9% do petróleo
Com mais um capítulo da guerra no Oriente Médio, uma nova (e polêmica) medida do governo brasileiro para conter alta dos combustíveis e juros futuros em forte alta no país, a Bolsa brasileira voltou a operar em forte baixa no pregão de hoje, com o Ibovespa caindo -2,55%, aos 179.284,49 pontos (-4.684,86 pontos abaixo da última sessão).
No dia, o principal destaque negativo foi a queda de -14,83% das ações da YDUQS (YDUQ3), enquanto o único destaque positivo ficou por conta da alta de +4,34% dos papéis da SLC Agrícola (SLCE3).
Nos EUA, as Bolsas americanas também fecharam o pregão desta quinta-feira, 12, em baixa expressiva, com o S&P 500 caindo -1,52% e o Nasdaq operando em movimento ainda mais negativo, de -1,78%.
No mercado de câmbio, o dólar voltou a subir ante ao real, cotado aos R$ 5,25 (+1,75%).
Fechamento de mercado (12/03/2026)
| Indicador | Valor | Variação |
| Ibovespa | 179.284,49 | -2,55% |
| S&P 500 | 6.672,62 | -1,52% |
| Nasdaq | 22.311,98 | -1,78% |
| Dólar | R$ 5,25 | +1,75% |
Fonte: Bloomberg
Atualizações de mercado
Governo do Brasil zera PIS/Cofins do diesel
A decisão do Governo do Brasil de zerar o PIS/Cofins do diesel faz parte de um pacote para reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre o custo de vida. A medida busca aliviar a pressão sobre setores que dependem diretamente do combustível, como transporte e logística, além de tentar conter reflexos nos preços de alimentos e outros produtos. Ao mesmo tempo, o governo também anunciou reforço na fiscalização para combater abusos e práticas especulativas no mercado.
Ibovespa perde os 180 mil pontos
Com o petróleo voltando para o patamar de US$ 100 o barril, impactado pela escalada da guerra no Oriente Médio, a Bolsa brasileira opera em queda firme nesta quinta-feira, 12. Perto das 13h44, o IBOV cedia -2,21%, aos 179.903 pontos.
Lucro da Vibra (VBBR3) avança 20,5% no 4T25, para R$ 615 mi
A Vibra (VBBR3) reportou resultados abaixo do consenso de mercado no 4T25, alcançando uma receita líquida de R$ 50,5 bilhões, representando um crescimento de +13,5%. O Ebitda ajustado foi de R$ 2,6 bilhões, alta de +100,5%, e o lucro líquido ajustado atingiu R$ 615 milhões, incremento de +20,5%, com todos os resultados comparados ao mesmo período do ano anterior. Confira nossa análise.

Lucro da Plano&Plano (PLPL3) avança +39% no 4T25
A Plano&Plano (PLPL3) registrou uma receita líquida de R$ 1,08 bilhão no 4T25, alta de +60% na comparação anual. Além disso, seu Ebitda foi de R$ 191 milhões, aumento de +51%, enquanto seu lucro líquido totalizou R$ 144 milhões, +39% superior ao do mesmo período de 2024.
Lavvi (LAVV3): resultados do 4T25 e perspectivas para 2026
A Lavvi (LAVV3) registrou uma receita líquida de R$ 530 milhões no 4T25, baixa de -6% na comparação anual. Além disso, seu Ebitda foi de R$ 139 milhões, queda de -21%, enquanto seu lucro líquido totalizou R$ 105 milhões, -13% inferior ao do mesmo período de 2024.
Prejuízo das Casas Bahia (BHIA3) cai 82,5% no 4T25
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) apresentou resultados mistos no 4T25, com receita de R$ 8,5 bilhões, alta de +6% na comparação anual. O Ebitda foi de R$ 826 milhões, crescimento de +29%. Ainda assim, reportou prejuízo ajustado de R$ -79 milhões, queda de 82,5% em relação ao prejuízo de R$ -452 milhões no 4T24. Acesse a análise completa.
Lucro líquido da Cogna (COGN3) cai 76% no quarto trimestre
A Cogna encerrou o quarto trimestre com um lucro líquido de R$ 220 milhões, o que representa uma queda de 76,2% quando comparado ao mesmo período de 2024. A teleconferência será realizada às 11h.
CSN Mineração (CMIN3) lucra R$ 1,19 bi no 4T25
A CSN Mineração registrou receita líquida ajustada, desconsiderando custos de frete e seguro marítimo, de R$ 4,11 bilhões no trimestre, crescimento de 5,2%. No mesmo intervalo, o Ebitda ajustado da companhia atingiu R$ 1,76 bilhão, queda de 12,6% na comparação anual, enquanto o lucro líquido foi de R$ 1,19 bilhão no período, queda de 40,8% na comparação anual.
CSN amplia prejuízo líquido no 4T25
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou receita líquida de R$ 11,403 bilhões no quarto trimestre, queda de 5,2% em relação ao mesmo período de 2024. O Ebitda ajustado foi de R$ 3,325 bilhões no trimestre encerrado em dezembro, recuo de 0,3% ante um ano. A companhia ainda ampliou o prejuízo líquido para R$ 721,2 milhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de mais de oito vezes (748%) em relação ao prejuízo líquido de R$ 84,9 milhões do quarto trimestre de 2024.
Yduqs registra prejuízo de R$ 49,5 milhões no 4T25
A Yduqs fechou o quarto trimestre com receita líquida de R$1,3 bilhão, alta de 3% no período, enquanto o Ebitda ajustado foi de R$459 milhões, o que representa um avanço de 16,1% sobre o quarto trimestre de 2024. A companhia ainda registrou um prejuízo líquido de R$ 49,5 milhões, revertendo o lucro de R$ 13,8 milhões apresentado um ano antes.
Azzas 2154 (AZZA3) lucra R$ 168 milhões no 4T25
A Azzas 2154 registrou lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões no quarto trimestre de 2025, baixa anual de 0,5%. O desempenho operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente foi de R$501 milhões, recuando 3,5% em relação ao ano anterior.
Em fevereiro, IPCA fica em 0,70%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro registrou alta de 0,70% nos preços, acima das apostas do mercado (+0,64%). O maior impacto veio do grupo Educação, em razão dos habituais reajustes praticados no início do ano letivo em cursos regulares, que resultaram em alta de 5,21%.
Em 12 meses, o índice avançou 3,81%, também superando as expectativas (+3,77%).
Abertura de mercado (12/03/2026)
Mesmo com o acirramento dos conflitos no Oriente Médio, o Ibovespa fechou a última sessão subindo +0,28%, sustentado pelas ações da Petrobras (PETR4), que refletiram a alta do petróleo no dia. Nesta quinta-feira, 12, o índice futuro da Bolsa brasileira abriu no negativo.
Nos EUA, as Bolsas fecharam de forma mista, com o S&P 500 caindo -0,08% e o Nasdaq subindo +0,08%. Hoje, os índices futuros americanos abriram em baixa.
Mercado futuro
| Indicador | Valor | Variação |
| Ibovespa futuro | 184.015 pts | -1,18% |
| S&P 500 Futuro | 6.743 pts | -0,54% |
| Nasdaq 100 Futuro | 24.856 pts | -0,51% |
| Dólar | R$ 5,17 | +0,25% |
Fonte: Bloomberg
Indicadores econômicos
No Brasil, o mercado aguarda a divulgação do IPCA de fevereiro às 9h.
Nos EUA, saem os pedidos iniciais de auxílio-desemprego e a balança comercial de janeiro, ambos às 9h30.

