IBC-Br hoje e acumulado

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, avançou 0,7% em novembro, enquanto o mercado esperava uma alta de 0,4%. O resultado marca uma reaceleração relevante após leituras mais fracas nos meses anteriores.

No acumulado de 12 meses até novembro, o índice aponta crescimento de 2,4% (ante 2,5% de outubro e 3,0% de setembro), ou de 1,7% quando excluída a agropecuária — abaixo dos 1,8% de outubro e dos 2,3% de setembro.

Na abertura por setores, observamos: agropecuária -0,3%, indústria +0,8%, serviços +0,6% e impostos sobre a produção +1,1%. O IBC-Br sem a agropecuária, que busca isolar o efeito do setor, apresentou avanço de 0,7% no período.

Economia resiliente, mas ritmo começa a ceder

O IBC-Br de novembro apresentou crescimento acima do esperado na leitura mensal, reforçando a leitura de uma economia ainda resiliente.

Por outro lado, ao analisarmos para períodos mais longos, a leitura segue compatível com uma desaceleração gradual. O indicador em 12 meses mostra que a atividade continua em nível elevado, porém com perda de ritmo em relação aos meses anteriores.

A economia permanece resiliente no curto prazo, mas segue em um processo de desaceleração gradual e saudável. 

Esse quadro levanta questionamentos sobre a viabilidade de cortes de juros no curtíssimo prazo e ajuda a justificar a postura mais cautelosa e a comunicação firme do Banco Central em relação à política monetária.

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