IBC-Br hoje e acumulado
O IBC-Br recuou 0,22% em julho. O índice, calculado pelo Banco Central, é considerado uma prévia do PIB. O mercado esperava retração de 0,20%. O resultado de junho também foi revisado para baixo, de -0,64% para -0,88%.
O que explica o recuo do IBC-Br em julho
Na abertura, quase todos os componentes contraíram. A exceção foi Serviços, que tem o maior peso no índice e ficou estável no mês.
A maior queda veio da Agropecuária, com recuo de 1,2%. O movimento era esperado, já que a colheita das principais culturas foi concluída.
A Indústria, segundo maior componente, caiu 0,4%. Na comparação anual, o índice ainda cresce. Em relação a julho do ano passado, o IBC-Br subiu 1,14%. É uma desaceleração frente a junho, cujo crescimento anual foi revisado para cima, de 2,35% para 2,40%.
Nessa base, todos os componentes avançaram. Os destaques foram a Agropecuária, com alta de 3,7%, e Serviços, com 1,3%.
O que mostra o acumulado em 12 meses
No acumulado em 12 meses, o índice avançou 1,5%, mesmo ritmo do mês anterior.
Direto ao ponto
Mais um mês de queda reforça a leitura de desaceleração gradual da atividade. O acumulado em 12 meses aponta na mesma direção. O índice vem arrefecendo desde meados de 2025, com alguma estabilidade nas últimas leituras.
Esse cenário, somado aos dados mais benignos de inflação nos últimos meses, sustenta a expectativa do mercado de mais um corte na reunião do Copom de hoje.
Ainda assim, entendemos que o arrefecimento precisa ficar mais evidente. O mercado de trabalho precisa colaborar e a inflação dos itens mais rígidos precisa ceder.
Seguiremos acompanhando os próximos dados e o desenrolar do El Niño. O fenômeno pode desacelerar a atividade pelo lado do agro. Ao mesmo tempo, pode gerar pressão altista nos preços de alimentos.
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