Fleury e Porto podem salvar a Oncoclínicas? Entenda a nova empresa
Fleury, Porto e Oncoclínicas avançam na criação de uma nova empresa de saúde, em meio à reestruturação financeira da ONCO3
Fleury (FLRY3), Porto Seguro (PSSA3) e Oncoclínicas (ONCO3) avançam nas negociações para a criação de uma nova empresa no setor de saúde. A movimentação ocorre em meio a desafios financeiros enfrentados pela Oncoclínicas e pode representar uma reestruturação relevante no segmento.
Fleury, Porto e Oncoclínicas negociam criação de nova empresa
O Fleury informou ao mercado que aderiu ao termo de compromisso não vinculante inicialmente firmado entre Oncoclínicas e Porto Seguro. O documento estabelece as diretrizes para uma potencial operação conjunta entre as companhias.
As participações societárias ainda devem ser definidas entre as partes.

Fleury e Porto investirão R$ 500 milhões na NewCo
De acordo com o fato relevante, Fleury e Porto Seguro devem investir, em conjunto, R$ 500 milhões na nova empresa, por meio de uma holding. As duas companhias serão as únicas acionistas dessa estrutura e passarão a deter o controle da NewCo.
A Oncoclínicas, por sua vez, aportará na nova empresa seus ativos e operações ligados às clínicas oncológicas (mais de 140 unidades). Além disso, também serão incluídos endividamentos e passivos, limitados a um valor máximo de R$ 2,5 bilhões.
Apesar do avanço nas negociações, o acordo assinado tem caráter preliminar. O chamado “term sheet” não é vinculante, o que significa que a operação ainda depende de etapas adicionais para ser concluída.
Por que a Oncoclínicas busca uma reestruturação?

A movimentação ocorre em um cenário de pressão financeira sobre a Oncoclínicas, o que motivou a busca por alternativas estratégicas.
Apesar de ser líder no segmento no Brasil, com quase 30% das clínicas privadas de oncologia do país, a empresa vem enfrentando grandes desafios operacionais e financeiros recentemente, principalmente por conta da baixa conversão de caixa operacional, das pressões adicionais de suas operações não core, do alto capex de expansão e de sua elevada alavancagem financeira (ainda em 3x Dívida líquida/Ebitda, mesmo após o aumento de capital recente).

O que a nova empresa pode representar para o setor de saúde?
A possível criação da nova empresa pode ajudar na reorganização das operações e no fortalecimento do negócio no longo prazo. A Porto Seguro e o Bradesco (maior acionista do Fleury) são as maiores fontes pagadoras da Oncoclínicas e enxergam a continuidade da empresa como algo de grande relevância.
Vale a pena investir em Oncoclínicas?
Apesar das iniciativas em curso e da potencial criação de uma nova companhia, preferimos aguardar por mais visibilidade de uma evolução concreta e recomendamos evitar as ações da Oncoclínicas (ONCO3) por ora.

