Educação financeira para filhos com FIIs e Banco Imobiliário
Ensine educação financeira aos filhos usando mesada com FIIs e lições do Banco Imobiliário. Veja como criar uma base sólida para o futuro!
Hoje já acordei feliz porque vou escrever sobre um tema que gosto muito: educação financeira. Quero trazer algumas reflexões sobre a educação dos filhos, focando na área financeira e, claro, nos Fundos Imobiliários!
Para quem tem filhos, o maior desejo é vê-los bem e felizes no futuro, não é mesmo?
O papel dos pais na educação financeira dos filhos
Não há pai que não queira o melhor para os seus filhos. Na área financeira, isso passa pelas profissões que os filhos vão escolher (e pelas quais os pais acabam influenciando essa escolha). Os pais tendem a querer ajudar os filhos na escolha das profissões que vão seguir. Normalmente, desejam que os filhos sigam carreiras que paguem bons salários.
Assim, Medicina, Direito e Engenharias sempre ocupam os primeiros lugares de concorrência nos vestibulares. Instintivamente queremos o maior “fluxo de caixa mensal” possível para os nossos filhos. E muitos deles, sabendo dos benefícios financeiros de profissões com altos salários, tendem a escolher profissões bem remuneradas.
Para alguns pais, a profissão que o filho vai escolher não importa tanto, desde que ele seja feliz. Ainda assim, é comum desejar que ele não passe por privações financeiras — algo que acredito ser quase unânime. Afinal, uma profissão que não permite sequer o básico para uma vida digna está mais próxima de um sacerdócio do que de uma profissão.
Em uma carreira profissional, não é apenas a entrada de caixa que importa. Fluxo de caixa é entrada e saída. Para ter uma vida tranquila, é preciso ter um fluxo positivo, ou seja, mais entradas do que saídas. E isso não é garantido apenas com o que se ganha, mas sim com o quanto se gasta. Afinal, todos conhecem alguém que ganha um ótimo salário e vive endividado.
Ter mais de uma fonte de renda também é um bom caminho a se trilhar. Não ficar dependente demais de apenas uma fonte é libertador.
Essas são lições financeiras importantes. E isso pode ser ensinado, sabia?
Desde muito cedo, ensino meus filhos sobre educação financeira, gastos, fluxo de caixa e profissões. E hoje vou falar da minha experiência com esse assunto e de uma ferramenta poderosa para ensinar os seus filhos: o Banco Imobiliário!

Banco Imobiliário: aprendizados que vão além do jogo
Acho que todo mundo (ou quase) já ouviu falar do jogo de tabuleiro Banco Imobiliário, conhecido mundialmente como Monopoly. É um dos jogos mais vendidos de todos os tempos.
O objetivo deve ser se tornar o jogador mais rico, por meio da compra, venda e aluguel de propriedades para acumular fortuna e dominar o mercado imobiliário no tabuleiro. Empolgante, não?
Banco Imobiliário fala, principalmente, do sólido setor imobiliário — o de maior capitalização de mercado do planeta.
Mas não apenas isso, claro: tem algumas companhias que também geram ótimos rendimentos, principalmente do setor de utilities — ou, em português, utilidades públicas (como empresas de água e luz, por exemplo, que são lucrativas e possuem fluxo de caixa mais estável). São negócios que também entregam uma ótima renda na vida real!
Desde cedo joguei Banco Imobiliário com os meus filhos. É o “jogo da vida financeira”. Nele, você aprende que ter propriedades que geram renda é o que te faz “vencedor”. Aprende também que fluxo de caixa positivo é importante para “terminar a rodada sem vender propriedades”. Muitas grandes e excelentes lições.
Sabia que, nesse jogo de tabuleiro, que parece “aleatório”, pois há o lançamento de dados, existem propriedades nas quais há maior probabilidade de você cair e ter que pagar aluguel? Ou seja, propriedades que são mais lucrativas? Mesmo contando com sorte, nem tudo é aleatório. A estratégia é importante!
Vejamos. Você possui dois dados para arremessar. Então, no início do jogo, a partir do ponto de partida, é impossível você tirar 1 na soma dos dados e cair na primeira casa, não é mesmo? Para que você tire 12 ou 2 nos dados, apenas uma combinação é possível. Já para tirar 6, existem mais possibilidades (5+1, 2+4, 3+3). E isso influencia muito!
O ativo a seis casas de distância é melhor do que o ativo na primeira casa do tabuleiro, por exemplo.
Você também pode ir “para a prisão” muitas vezes durante o jogo — ao tirar uma carta de revés. A partir da segunda casa após a prisão, as propriedades possuem maior probabilidade de você cair nelas e ter que pagar o aluguel.
Nos FIIs, também existem melhores propriedades; também é possível jogar com as “probabilidades a seu favor”. Estratégias bem pensadas geram valor. Bons imóveis, bem localizados e bem geridos são os melhores.
Assim, galpões de last mile, escritórios na região da Faria Lima e shoppings dominantes nas maiores capitais são algumas das escolhas óbvias.

Como a mesada pode ensinar a investir
Vamos fazer um parêntese no Banco Imobiliário e partir para outra ferramenta de educação financeira: a mesada.
A mesada é uma ferramenta poderosa para educar os filhos, ensinando autonomia, responsabilidade, planejamento e a importância de poupar. Colocar decisões financeiras nas mãos dos seus filhos, desde o início, faz com que eles tenham mais responsabilidade.
Sabendo disso, coloquei em prática uma estratégia de educação financeira para os meus filhos, envolvendo a mesada e o conhecimento prévio do jogo Banco Imobiliário.
Fiz o seguinte: dei cotas de FIIs para os meus filhos quando começaram a entender um pouco mais sobre dinheiro. Abri uma conta em uma corretora de valores, comprei os ativos e os deixei lá, em nome deles. Essas cotas geram o valor da mesada que eles recebem e a condição é jamais vendê-las, apenas utilizar essa renda.
Além disso, vou mostrando fotos dos imóveis dos quais eles são os “donos”, como se fossem as cartas de propriedades do Banco Imobiliário. Isso faz com que a ligação entre a teoria e a prática seja melhor assimilada.
Assim, eles aprendem a ter responsabilidade financeira e, de quebra, conhecem o poder de possuir ativos financeiros geradores de renda — e isso deu muitos frutos.
De jogador a investidor: a jornada real do meu filho
Meu filho, que jogava Banco Imobiliário comigo e recebia mesada dos rendimentos das cotas dos FIIs, ainda mantém suas cotas de FIIs e se formou em Economia. Foi uma escolha dele (tá bom, tenho que confessar: influenciei “um pouco” nessa escolha).
Após se formar, meu filho quis ir para São Paulo trabalhar no mercado financeiro. Nisso, acho que também posso ter influenciado. Agora, o mais intrigante: o tema do seu TCC foi sobre “Fundos Imobiliários”. Coincidência, não? Nisso, acho que não influenciei em nada!
É muita alegria para um pai ver o filho seguindo bons caminhos na vida.
Como pai, o que quero é que meus filhos sejam felizes com o que eles quiserem fazer; porém, que não passem por dificuldades financeiras. Esse, acho, é o desejo de todos os pais. Embora o dinheiro não seja tudo, ele ajuda a resolver boa parte dos problemas da vida adulta.
Fundos Imobiliários e as propriedades do mundo real
Assim como no Banco Imobiliário, onde cada propriedade adquirida o deixa mais perto da vitória, no mundo dos FIIs cada cota comprada é uma propriedade a mais no seu tabuleiro financeiro. A estratégia vencedora é a compra sistemática e consistente de cotas de bons fundos, bem geridos.
Mesmo pequenas quantias investidas mensalmente podem se transformar em um patrimônio significativo ao longo do tempo. No início, a renda pode parecer pequena, mas a consistência é a chave. Você está construindo sua base de propriedades, mês após mês.
Os dividendos que você recebe mensalmente podem ser reinvestidos na compra de mais cotas. Mais cotas significam mais propriedades, que, por sua vez, geram ainda mais dividendos. É renda que gera renda; juros compostos empurrando a bola de neve, que só cresce.
Ensine valor e liberdade com educação financeira
Ao ensinar isso aos seus filhos, você está entregando a eles muito mais do que cotas; está entregando a liberdade de escolha.
Eles aprendem que o dinheiro não é o fim, mas uma ferramenta que permite que eles sigam suas vocações com a tranquilidade de quem possui um "exército de tijolos" trabalhando por eles 24 horas por dia.

