Lucro da Direcional (DIRR3) sobe 27% no lucro líquido do 1T26, para R$ 200 mi
A Direcional (DIRR3) registrou forte crescimento no lucro e no Ebitda no 1T26. Veja resultados, perspectivas e análise da ação
A Direcional (DIRR3) registrou receita líquida de R$ 1,2 bilhão no 1T26, alta de +30% na comparação anual, enquanto o Ebitda foi de R$ 341 milhões, +46% maior. Já o lucro líquido foi de R$ 200 milhões, crescimento de +27% em relação ao 1T25.

Destaques operacionais e financeiros
No 1T26, os lançamentos alcançaram um VGV (100%) de R$ 1 bilhão, incremento de +12% a/a. No acumulado dos últimos 12 meses, o VGV lançado atingiu quase R$ 7 bilhões (+27% a/a).
Do lado das vendas, a Direcional reportou um VGV de R$ 1,6 bilhão, aumento de +19% a/a. Em 12 meses, as vendas líquidas acumularam R$ 6,4 bilhões (+19% a/a).

Os distratos, por sua vez, mais do que dobraram na comparação anual (+115% a/a). Esse salto foi resultado, principalmente, do fim de alguns cheques regionais (programas habitacionais estaduais e municipais).
O VSO (Vendas Sobre Oferta) encerrou o 1T26 em 24%, expansão de 1 p.p. na comparação anual e de 3 p.p. na trimestral, alcançando o maior patamar já registrado em um primeiro trimestre.
Esse desempenho reflete a demanda aquecida pelos empreendimentos da Direcional e da Riva.
A receita líquida alcançou R$ 1,2 bilhão no 1T26, alta de +30% a/a, atingindo o maior nível para um primeiro trimestre. Esse desempenho ocorreu pela combinação dos maiores lançamentos e da evolução do percentual do PoC (“Percentual de Obra Concluída”).
Do lado dos custos, o aumento foi de +26% a/a, crescimento inferior ao da receita, reforçando a disciplina e a eficiência operacional da construtora.
Desta forma, a Direcional reportou lucro bruto ajustado de R$ 499 milhões (+34% a/a), com margem bruta ajustada de 42,9% (+1,3 p.p.), uma das maiores do setor.
A disciplina também foi observada do lado das despesas, que apresentaram aumento de +33%.
Com isso, o Ebitda ajustado totalizou R$ 341 milhões (+46% a/a), com margem Ebitda de 29,3% (+3,1 p.p.).
Já o lucro líquido somou R$ 200 milhões, crescimento de +27% na comparação anual.
Do ponto de vista do endividamento, a Direcional encerrou o 1T26 com dívida líquida de R$ 613 milhões, alta de +15% na comparação trimestral.
Deste modo, o índice de alavancagem (dívida líquida/patrimônio líquido) ficou em 24% (vs. 23% no 4T25), mantendo um nível saudável.
A geração de caixa operacional alcançou R$ 35 milhões, 3,5x maior que o reportado no 1T25. Considerando efeitos não operacionais (amortização de cessão de recebíveis), a companhia reportou consumo de caixa de R$ 76 milhões.
Por fim, refletindo os avanços em eficiência e lucratividade, a Direcional entregou ROE de 38%, expansão de +9 p.p.

Perspectivas futuras da Direcional (DIRR3)
Além de entregar um trimestre de resultados robustos, a Direcional reforçou sua capacidade de continuar crescendo com consistência e disciplina.
A visibilidade dos resultados é sustentada, sobretudo, pelos números entregues nos últimos anos, que serão contabilizados ao longo dos próximos trimestres.
Neste sentido, a Direcional encerrou o trimestre com receita a apropriar de R$ 4 bilhões (+30% a/a) e margem a apropriar de 44%, reforçando sua capacidade de manter níveis elevados de rentabilidade.
Paralelamente, a rentabilidade vem sendo bastante questionada pelo mercado, inclusive refletindo nas ações do setor, devido à possibilidade de pressão inflacionária com o conflito no Oriente Médio.
Diante disso, a Direcional aproveitou a divulgação do resultado para reforçar, além de seu perfil conservador e do trabalho constante no controle de custos e ganhos de eficiência, sua capacidade de repasse de preços e a manutenção da carteira de recebíveis corrigida pela inflação.
Seja como for, o ambiente para a companhia continua muito favorável, principalmente após as recentes melhorias do programa Minha Casa, Minha Vida, que mais uma vez contribuem para o aumento do mercado endereçável da Direcional.
Paralelamente às perspectivas favoráveis, o grande foco da companhia está no aumento do VSO, buscando um patamar mais próximo de 25% ao longo dos próximos trimestres.
Ou seja, a Direcional não quer crescer a qualquer custo. O foco é crescer com rentabilidade, alcançando maiores níveis de VSO e margens e, consequentemente, acelerando sua geração de caixa.
Assim, para 2026, nossa expectativa é de crescimento de aproximadamente +25% da receita e +27% do lucro líquido.
Vale a pena investir na Direcional (DIRR3)?
Com base nas perspectivas de longo prazo para a Direcional, continuamos confiantes na capacidade de geração de valor para seus acionistas. Diante dessa assimetria, negociando a apenas 9x lucros, reforçamos nossa recomendação para DIRR3 na série O Investidor de Valor.
Quem é a Direcional (DIRR3)?
A Direcional possui mais de 40 anos de história e é uma das maiores construtoras do país, com presença em 8 estados. Focada no segmento residencial de baixa renda, desenvolvendo projetos de grande porte para atender todas as faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida, também atua em empreendimentos de médio/baixo padrão fora do programa através da marca Riva.
Qual o dividend yield da Direcional (DIRR3)?
Considerando as distribuições realizadas nos últimos 12 meses, o dividend yield atual da Direcional encontra-se em 16,9%.
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