CPFL lucra R$ 1,9 bi no 1T26, alta de +18%
A distribuidora de energia segue como uma excelente opção para investidores focados em recebimento de dividendos
A CPFL (CPFE3) registrou uma receita líquida de R$ 10,1 bilhões no 1T26, alta de +7% na comparação anual, enquanto o Ebitda foi de R$ 3,9 bilhões, se mantendo estável. Já o lucro líquido foi de R$ 1,9 bilhão, crescimento de +18% em relação ao 1T25.

Destaques operacionais e financeiros
A CPFL reportou uma receita operacional líquida de R$ 10,1 bilhões no 1T26, um aumento de +7% na comparação anual. Esse crescimento é atribuído ao segmento de distribuição (+8%) e de geração (+3%), que foi parcialmente compensado pelo segmento de transmissão (-10%).
Os custos com energia elétrica subiram +13%, refletindo a alta em leilões, contratos bilaterais e curto prazo. Enquanto os custos com PMSO (pessoal, material, serviço de terceiros e outros), previdência e PDD tiveram leve alta de +2%.
Assim, além dos maiores impactos de custos com construção de infraestrutura, o Ebitda totalizou R$ 3,9 bilhões (estável). Com a queda de -16% no resultado financeiro (negativo), além da menor alíquota efetiva de imposto de renda, o lucro líquido da CPFL subiu +18%, totalizando R$ 1,9 bilhão no trimestre.
A companhia investiu um total de R$ 1,3 bilhão no 1T26, leve aumento de +2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Deste montante, aproximadamente 86% foi direcionado para o segmento de distribuição, que é o mais relevante para a sua receita.
Por fim, a dívida bruta da CPFL foi de R$ 36,4 bilhões (+18%) e sua posição de caixa subiu para R$ 5,8 bilhões (+34%). Assim, a dívida líquida (dívida bruta - caixa) atingiu R$ 30,6 bilhões (+15%) e sua alavancagem (dívida líquida/Ebitda) ficou em 2,3x (vs. 2x no 1T25).

Perspectivas futuras da CPFL (CPFE3)
Após passar por reestruturação operacional e financeira em anos anteriores, a CPFL vem investindo em seus principais segmentos para trazer mais solidez e previsibilidade para os seus resultados, mas sem deixar de lado seus bons pagamentos de dividendos.
Recentemente foi aprovado o seu novo plano de investimentos 2026-2030, que prevê a destinação de R$ 31 bilhões para seus negócios, com destaque para distribuição (R$ 25 bilhões) e geração (4,5 bilhões).
Ou seja, a companhia tem tudo para continuar crescendo de forma sustentável, além de manter a continuidade na distribuição de proventos.
Vale a pena investir na CPFL (CPFE3)?
A CPFL está bem posicionada em um setor previsível e resiliente, com diversificação estratégica em diversos segmentos no mercado de energia elétrica, sendo uma boa opção para os investidores focados em recebimento de dividendos.
Ainda, negociando a apenas 9x lucros e 6x Ebitda, recomendamos compra para CPFE3.
Quem é a CPFL (CPFE3)?
A CPFL possui 110 anos de atuação no setor energético brasileiro e conta com um portfólio diversificado. É controlada pela maior empresa de energia do mundo, a State Grid, estatal chinesa fundada em 2002 e especializada em investimento, construção e operação de redes elétricas, fornecendo energia para mais de 1,1 bilhão de pessoas (88% do território chinês). Ainda que estatal, a empresa possui elevados níveis de governança e o mesmo rating soberano da China.
Atualmente, cerca de 61% do Ebitda da CPFL provém de seu negócio de distribuição, seguido por 28% de geração, 8% de transmissão e o restante (cerca de apenas 3%) de comercialização e serviços.
Qual o dividend yield da CPFL (CPFE3)?
Considerando as distribuições realizadas nos últimos 12 meses, o dividend yield atual da CPFL encontra-se em 8,3%.
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