Como organizar as finanças pessoais: confira 6 dicas infalíveis para 2026
Descubra como organizar suas finanças pessoais para 2026 com estratégias fáceis para reduzir gastos, poupar mais e planejar seus objetivos
Com a chegada do fim do ano, chegam também o 13º salário, bônus, PLR, entre outros. Ao mesmo tempo, há um conjunto de gastos que muitas vezes fogem do controle. Mas, para a maioria dos brasileiros, não é a renda que impede o planejamento — é a falta de estrutura.
Um dado do estudo Datafolha/Planejar mostra isso com clareza: 39% dos brasileiros gastaram mais do que ganharam no último ano, e 43% não possuem reserva de emergência — o que evidencia a urgência de um plano financeiro real.
Organizar as finanças pessoais não é sobre cortar tudo. É sobre entender sua vida, seus gastos e seus objetivos — e usar o dinheiro de forma inteligente para chegar onde você deseja. Continue no conteúdo e saiba mais!
Passo a passo de como organizar sua vida financeira
1. Controle seus gastos
Antes de planejar, você precisa fazer o que chamamos de fotografia financeira — um mergulho inicial para enxergar, em detalhe, quanto entra, quanto sai e, principalmente, para onde o seu dinheiro está indo.
Pode parecer básico, mas os dados mostram que muitos brasileiros vivem sem essa clareza:
- 41% sabem exatamente quanto gastam por mês;
- 52%, ou seja, a maioria, só têm “uma ideia aproximada”;
- 7% não sabem quanto gastam.
Esse desconhecimento explica por que tanta gente fecha o mês no vermelho.
Como fazer um controle prático
A primeira pergunta a se fazer é se você sabe exatamente o quanto ganha. Algumas pessoas — como trabalhadores que têm um salário fixo — recebem o mesmo valor todos os meses. Outras, como profissionais liberais, têm uma flutuação grande da renda.
Para quem tem a renda constante, essa tarefa é fácil, mas se não for o seu caso, é importantíssimo anotar todas as suas receitas em um intervalo (como um trimestre ou semestre) e então tirar a média (dividindo o total por 3 ou por 6).
Sabendo melhor o quanto recebe, o próximo passo é ver o quanto você guardou por mês (ou no trimestre/semestre). Se não guardou nada, por exemplo, o seu custo de vida será exatamente o mesmo que a sua renda.
Por exemplo: se ganha R$ 5.000 no mês e não poupou nada, seu custo de vida naquele mês foi de R$ 5.000. Se além de não guardar, você também precisou resgatar R$ 600 da sua reserva, é porque o seu custo de vida foi de R$ 5.600 (os R$ 5.000 de renda mais os R$ 600).
Mapear as receitas e valores poupados é bem mais fácil do que mapear as despesas. A maioria das pessoas terá uma ou duas entradas no mês, algumas até terão mais recebimentos, mas com certeza é bem menos do que a média de três a quatro despesas que alguém teria no dia (o que daria uns 80 a 100 registros no mês).
Claro que saber exatamente para onde está indo o seu dinheiro é algo extremamente valioso! Se você conseguir ter essa disciplina, faça! Mas sabemos que a maioria das pessoas não faria isso. Por esse motivo, incentivamos a, pelo menos, registrar todas as entradas e os valores poupados para saber o quanto está custando o seu padrão de vida.
Para aqueles que querem ter o controle total da vida financeira, seguem sugestões de como acompanhar isso:
- Use planilhas simples;
- Utilize apps para controle financeiro como Mobills, Minhas Economias e Orçamento Fácil;
- Ou, se preferir, um caderno — ainda é o método mais usado pelos brasileiros (45%). Mais importante do que a forma, é ter essa visão! Um papel ou caderno pode ser uma opção bem mais prática mesmo.
Dica bônus: liste também pequenos gastos recorrentes (Uber, iFood, assinaturas). Eles parecem pequenos, mas podem consumir mais de 15% do orçamento no mês. Isolados, eles parecem inofensivos — mas, quando somados, podem comprometer uma parte mais relevante do orçamento do que você imagina.
Outra dica importante: se você já tem mais familiaridade com o tema, vale mapear também as despesas sazonais — aquelas que aparecem ao longo do ano, como IPVA, material escolar ou seguros.
Esse mapeamento evita sustos e deixa seu planejamento muito mais realista.
2. Gerencie e reduza despesas sem sacrificar tudo
Com clareza sobre entradas e saídas, o passo seguinte é ajustar o que for excessivo.
Estime o custo das coisas usando seu tempo como moeda
Para cada pessoa do mundo, R$ 100 tem um valor diferente. Eu posso achar muito e você, pouco! Mas tem uma moeda que é universal e igual para todos os indivíduos: o tempo. Não importa quem você seja; todos temos 24h no nosso dia.
Um planejador jamais julga se gastar R$ 100 em um jantar é pouco ou muito. Se é um gasto bom ou não. Mas quando se sabe que aquele jantar custa duas horas de trabalho (ou 15 minutos) tudo fica muito mais fácil de julgar se é muito ou pouco.
Por isso, a Nord criou um conversor de horas. Nele, você informa quanto ganha por mês e quantas horas trabalha para ter essa renda — e o sistema calcula automaticamente o seu valor por hora.
Com esse número em mãos, fica muito mais fácil olhar para as despesas sob outra ótica: quanto da sua vida aquele gasto custa.
Ao longo dos anos, trabalhando com isso, vimos centenas de clientes mudarem o padrão de consumo quando perceberam que precisariam trabalhar seis horas da vida para poder bancar aquele jantar que iam pedir no delivery (assim como também já vimos muitos clientes decidindo que mesmo sendo muitas horas, aquele “mimo” vale a pena).
O ponto é ter clareza para escolher.
Renegocie serviços essenciais
Telefonia, internet, TV e seguros muitas vezes podem ser reduzidos com uma simples ligação.
E um bom momento para fazer isso é aproveitar datas em que as empresas costumam rever preços e lançar promoções — como o Dia do Consumidor (março) e a Black Friday (novembro).
Revisar seus contratos anualmente, próximo a esses períodos, aumenta suas chances de conseguir valores melhores e ajuda a organizar ainda mais o orçamento.
Revise assinaturas esquecidas
Avalie quais realmente usa — a soma mensal pode ser maior do que parece. Quando selecionar as assinaturas que ficarão, busque por combos ou promoções que podem abaixar o valor.

Organize o orçamento por categorias
Aqui vale usar modelos simples, para ter uma referência clara do que é saudável:
Regra 50/30/20
- 50% para despesas fixas (moradia, alimentação, transporte);
- 30% para despesas ajustáveis (lazer, compras, serviços);
- 20% para o futuro e objetivos (reserva, investimentos e liberdade financeira).
Regra 70/20/10
Indicada para quem tem uma renda menor ou está apertado.
- 70% para despesas fixas;
- 20% para despesas ajustáveis;
- 10% para o futuro e objetivos.
Essas proporções não precisam ser seguidas à risca; elas servem como bússola para te ajudar a entender onde ajustar sem abrir mão de tudo.
O objetivo não é viver apertado — é ganhar margem para reconstruir sua vida financeira.
O que são despesas fixas e ajustáveis

As despesas do dia a dia não têm o mesmo nível de flexibilidade. Algumas podem ser ajustadas rapidamente — como gastar mais ou menos no jantar ou reduzir um pedido de delivery.
Outras, porém, exigem mudanças maiores. Para pagar menos aluguel, por exemplo, seria necessário buscar outro imóvel, encerrar o contrato atual e realizar a mudança. Por isso, chamamos esse grupo de despesas fixas.
Nele entram: aluguel, dívidas já contratadas, escola, plano de saúde, medicações de uso contínuo e até as contas de casa, que podem variar mês a mês, mas têm caráter recorrente e pouco negociável.
Já os itens que podem ser controlados com mais facilidade são classificados como despesas ajustáveis — como mercado, alimentação, transporte, lazer, hobbies, presentes e outros gastos que dependem diretamente das escolhas do mês.
3. Renegocie e quite suas dívidas com estratégia
Se você termina o mês no negativo, antes de pensar em investir, precisa reorganizar suas dívidas. Elas não desaparecem com intenção — só com método. Aqui vai um passo a passo simples e direto:
Liste todas as dívidas
Anote: valor total, taxa de juros, parcelas mínimas e dias de atraso. Isso evita que você “esqueça” dívidas pequenas que também pesam.
Organize da mais cara para a mais barata
Dívidas caras: cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais.
Mais baratas: consignado, financiamentos e empréstimos com garantia.
A regra é clara: pague primeiro o que cresce mais rápido.
Renegocie as condições
Entre em contato com cada instituição e peça alternativas. Em geral, a empresa oferece:
- redução da taxa de juros;
- desconto para pagamento à vista;
- troca da dívida atual por uma mais barata.
Considere trocar dívida cara por barata
Às vezes, vale substituir uma dívida de 300% ao ano (cartão) por outra de 20% ao ano (consignado). É uma forma de reduzir o custo e conseguir pagar.
4. Defina metas financeiras reais e alcançáveis
Metas são o motor de qualquer planejamento e indispensáveis para quem quer organizar as finanças pessoais. Ainda assim, a maior parte das pessoas se perde nesse ponto.
O estudo aponta que 77% dos brasileiros acreditam ter planejamento, mas só 28% têm um plano estruturado.
Para evitar isso, vale usar a metodologia SMART, muito usada por planejadores financeiros — e aqui, na Nord Liberta. Uma boa meta precisa ser:
- S (Específica): qual é exatamente o objetivo?
- M (Mensurável): quanto custa?
- A (Atingível): cabe no seu orçamento real?
- R (Relevante): por que isso importa para você?
- T (Temporal): quando você quer alcançar?
Ex.: “Juntar R$ 20 mil até dezembro de 2026 para fazer uma viagem de 10 dias para a Itália.”
Metas específicas aumentam em até 10x a chance de realização.
5. Monte sua reserva de emergência
A reserva de emergência é o dinheiro que garante sua sobrevivência financeira quando algo inesperado acontece — perda de emprego, doença, conserto do carro, despesas urgentes.
E ela é ainda mais necessária quando consideramos o cenário do estudo: 43% dos brasileiros não têm reserva, e quase metade dos que têm dizem que ela dura menos de um ano.
Quanto guardar?
A forma mais simples e eficiente é calcular com base no seu custo de vida, não na renda.
Essenciais são os gastos que não podem ser cortados, como:
- aluguel/financiamento;
- alimentação;
- transporte;
- contas de casa;
- plano de saúde;
- escola (se houver).
Para descobrir sua reserva ideal, é necessário somar todos os gastos essenciais do mês e multiplicar por um período de segurança.
Se quiser facilitar esse cálculo, existe uma Calculadora de Reserva da Nord que faz essa conta automaticamente.
A recomendação é de:
- 3 meses: para quem tem renda estável;
- 6 meses: para quem tem renda variável;
- 12 meses: para autônomos, empreendedores ou famílias com dependentes.
Exemplo didático: se seus gastos essenciais são R$ 3.000/mês:
- 3 meses: R$ 9.000
- 6 meses: R$ 18.000
- 12 meses: R$ 36.000
Esse cálculo tira o “achismo” e mostra exatamente quanto você precisa.
Onde aplicar?
A reserva de emergência deve ficar em investimentos muito seguros, que permitam resgate rápido e não sofram grandes oscilações. Algumas opções de investimento nesse sentido são:
- Tesouro Selic;
- Fundos Tesouro Selic Simples (0% de taxa de administração);
- CDBs, LCIs e LCAs com liquidez diária.
Aqui, uma orientação importante: antes de aplicar, verifique a saúde financeira do banco emissor. Bancos muito pequenos podem oferecer taxas maiores, mas isso não significa mais segurança.
Além disso, no começo da sua jornada financeira, o foco deve estar na constância dos aportes para alcançar o valor de reserva ideal. A rentabilidade nesse tipo de investimento é secundária — o objetivo principal é liquidez e proteção.
6. Comece a investir (mesmo com pouco)
Só 15% dos brasileiros guardam dinheiro para investir. Isso explica por que tantos sentem que “o dinheiro evapora”.
Investir é proteger seu futuro e manter seu poder de compra. Com regularidade, aportes e tempo, os juros compostos fazem o trabalho.
Para iniciantes:
- Renda fixa pós-fixada (Selic);
- Fundos simples;
- Previdência privada bem escolhida;
- ETFs para diversificação inicial.
Se organizar sozinho parece difícil, você não está só.
O estudo Datafolha mostrou que 57% dos brasileiros não contam com ajuda nas finanças, e apenas 6% já falaram com um planejador financeiro. Mas, quando alguém especializado analisa sua vida, o plano deixa de ser abstrato — e se torna concreto, claro e personalizado.
É exatamente isso que o Nord Liberta faz: um planejamento que começa pela sua vida, e não pelas planilhas.
Se quiser entender:
- se está no caminho certo,
- quanto precisa guardar,
- como organizar sua renda,
- como transformar objetivos em planos reais.
Você pode marcar uma conversa inicial gratuita com um planejador da Nord. É o primeiro passo para 2026 ser o ano em que você assume o controle da sua vida financeira.
Perguntas frequentes sobre como organizar finanças pessoais
Por onde começar a organizar as finanças pessoais?
O primeiro passo é fazer a sua fotografia financeira — registrar tudo o que entra e tudo o que sai do seu bolso. Esse exercício mostra, de forma clara, como você consome o seu dinheiro.
A partir dessa visão, fica muito mais fácil realizar ajustes e alinhar seu estilo de vida à renda que você realmente tem. Apps, planilhas ou até um caderno podem ajudar nesse acompanhamento inicial de 30 dias.
O que fazer primeiro: quitar dívidas ou investir?
Se a dívida é cara (cartão, cheque especial, empréstimos pessoais), o melhor é quitar ou renegociar antes de investir. Dívidas com juros muito altos crescem mais rápido do que qualquer investimento pode render.
Como saber se estou no caminho certo financeiramente?
Se você consegue pagar suas contas, tem reserva formada, não depende de crédito caro, sabe suas metas e revisa seus números ao longo do ano, é um bom sinal. Se algum desses pontos falta, vale buscar orientação.

