O momento certo de mexer na sua carteira de investimento

Se você investe pensando na performance de 12 meses, certamente sua carteira anda de lado

Marilia Fontes 14/03/2024 09:41 8 min Atualizado em: 14/03/2024 11:10
O momento certo de mexer na sua carteira de investimento

Na próxima semana, nos dias 19 e 20 de março de 2024, teremos reunião do Copom  para discutir os rumos da taxa Selic. O mais esperado é que o Banco Central reduza a Selic de 11,25% para 10,75% ao ano. 

Esse valor anual representa uma taxa mensal de 0,85%, longe dos 1% ao mês que conseguimos antes, quando a Selic estava mais alta. 

O ciclo de queda da Selic gerou várias oportunidades de ganhos com a marcação a mercado.

O IPCA+ 2035, por exemplo, teve queda nas suas taxas, valorizando o preço do título em 20%, enquanto o tesouro Selic rendeu apenas 12,88% no mesmo período (e, portanto, 155,28% do CDI). 

Embora eu goste bastante do IPCA+ 2035 e acredite que ainda tem um pouco mais para cair, a queda que vimos no ano passado deve ser mais difícil de se repetir. Essa oportunidade, com a assimetria que tínhamos em março, já passou. 

Outra oportunidade muito boa que apareceu junto à queda da Selic foi a crise de crédito das Lojas Americanas (AMER3).

Os spreads dos CRIs, CRAs e debêntures subiram muito com os investidores temendo uma crise de crédito generalizada. 

Como podemos ver pelo gráfico acima, essa oportunidade de ganhos também já passou. Os spreads de crédito voltaram completamente para o seu patamar pré-Lojas Americanas, gerando um ganho de marcação a mercado muito grande para os fundos de debêntures de infraestrutura nos últimos 12 meses.

Mas esses ganhos também passaram! E você tem que entender isso. 

Estou ouvindo muitos clientes perguntando se vale a pena entrar agora em fundos de infra para compensar o imposto dos fundos exclusivos. Dizem que receberam essa recomendação e mostram a performance de 12 meses. 

O fato é que os fundos de infra podem até te dar um retorno levemente mais alto que o CDI e isento de IR, porém não têm o potencial de te entregar o retorno que deram no ano passado. Essa oportunidade de ganhos relevantes simplesmente não existe mais. 

Se você investe em um ativo pensando apenas na estrutura tributária, ou na performance de 12 meses, certamente sua carteira é uma daquelas que sempre anda de lado, mas não rende muito. 

Para você ter uma boa performance, tem que ser capaz de reconhecer aquelas oportunidades que ainda têm muita assimetria, que ainda estão muito baratas. 

E não se engane: as oportunidades só estarão muito baratas porque ninguém quer tê-las. O mercado desenvolve uma narrativa amedrontadora e os investidores fogem de bons ativos. 

Você tem que ser capaz de separar a narrativa e entrar em ativos muito baratos, que ninguém quer, e ter a paciência de carregá-los até o mercado virar — e, acredite, uma hora ele sempre vira!

Você não vai ganhar dinheiro investindo em oportunidades que já foram. 

Eu sei bem a vontade que dá de embarcar nos ativos que performaram melhor recentemente. Essa vontade não é só sua. 

Pegamos nosso próprio sócio de marketing com essa ideia no grupo de copy:

 Fonte: Conversa WhatsApp de Marilia Fontes

Como a Petrobras (PETR4) não parava de subir, por conta dos dividendos extraordinários, muitos investidores decidiram ir com a manada.

Mas olha só o que aconteceu depois:

Fonte: Bloomberg

Procure os investimentos que ainda não aconteceram!

Você também não vai ganhar dinheiro grande diversificando demais. Tendo um pouquinho em tudo. Essa é a forma mais certeira de não perder nem ganhar dinheiro. 

Um pouquinho de tudo não te joga para outro patamar. Porque o que deu certo é compensado pelo que deu errado. 

A carteira “um pouquinho de tudo” anda de lado. 

Mas você só vai ter coragem de concentrar um pouco mais em ativos assimétricos (e largados pelo mercado) se você fizer uma análise muito profunda. O estudo dos fundamentos daquele ativo é o que vai te dar segurança junto à assimetria. 

Você vai errar às vezes! Eu também! Todo mundo!

E o que te salva nessas horas é a assimetria. É comprar barato para que, caso você perca, a perda seja pequena. 

O Bitcoin foi um ativo largado durante o “inverno cripto”. Ele chegou a bater US$ 20 mil. Quando ninguém mais queria, nós entramos nele no Nord Advisor. 

O resultado foi um ganho de +123%.

Vale a pena comprar Bitcoin agora, especialmente depois de uma alta para US$ 73 mil? Eu acho que não.

Nosso analista de cripto, Luiz Pedro, acredita que um valor justo seria US$ 150 mil, imaginando o tamanho total desse mercado. Isso representaria um upside de “apenas” 100%.

Digo “apenas” porque uma moeda que sobe e cai 50% em dias não pode ter um potencial de apenas 100%. 

Temos várias outras criptomoedas no Nord Crypto com potencial de se valorizarem mais de 5 vezes. Quando o Bitcoin for para US$ 150 mil, elas terão subido muito mais. É por isso que eu prefiro essa segunda estratégia. 

Além disso, temos ações na própria bolsa de valores brasileira com potencial de subir mais de 100%. Prio (PRIO3) é uma delas, a favorita do Bruce no ANTI-trader. Banco Inter é a queridinha do Ragazi no Nord 10X

Todos esses relatórios que eu mencionei têm um potencial parecido com o Bitcoin agora. Isso porque a bolsa brasileira está completamente largada pelos investidores. 

Sua carteira de investimentos

Deixe-me adivinhar como está sua carteira agora...

Já sei! Cheia de CDBs a 110% do CDI e com vários títulos isentos com vencimentos longos. Acertei?

Ah, é claro, e não poderia esquecer também dos fundos de crédito e das debêntures!

Pelo menos é assim que vários clientes que chegam à Nord Wealth estão posicionados. 

Sabe o que vai acontecer com sua carteira daqui para a frente, né?

O CDI vai cair e ela vai render menos. 

Então, quando você estiver incomodado o suficiente e quiser finalmente procurar ativos mais arriscados para ganhar mais, esses ativos já vão ter andado muito. As ações já não vão mais estar baratas, tampouco assimétricas. Aí você vai entrar na bolsa no ponto de euforia. 

Ainda, se logo depois vier uma crise, você vai perder dinheiro e o mercado vai entrar em uma narrativa pessimista, vendendo boas ações. 

Suas ações de boas empresas vão cair de preço e você vai dizer que bolsa é cassino. 

Mas não é.

Ganhar dinheiro no mercado é estar disposto a correr bons riscos quando ninguém mais está disposto a corrê-los. 

Essas carteiras que eu citei para você fazem exatamente isso. Procuram as melhores assimetrias do mercado. Cada um na sua área. O Luiz nas criptomoedas, o Bruce nas ações de valor, o Ragazi nas ações de crescimento com alto potencial. 

Se precisar de uma ajuda mais próxima e personalizada e tiver um patrimônio acima de R$ 1 milhão, agende uma reunião com a Nord Wealth sem compromisso. Eles vão te contar o que pensam da sua carteira, o que dá para mudar e apresentar nosso modelo. 

O seu conservadorismo

Provavelmente, você tem medo dessa estratégia que eu acabei de falar. 

Você acredita que a diversificação oferece menos chances de perder dinheiro, afinal, você não está colocando todos os ovos em uma mesma cesta. 

Mas não é bem assim. Vou explicar...

Se você é conservador e não quer perder muito, a forma de navegar com a sua carteira não é ter um pouco de vários ativos ruins ou vários ativos que não vão andar. 

O conservadorismo é gerenciado com o percentual de pós-fixados que você coloca na sua carteira.  

Por exemplo, você pode colocar 95% de pós-fixados e apenas 5% de ativos de risco com alto potencial. Se perder, vai perder pouco. Por outro lado, a assimetria do preço do ativo vai fazer com que o ganho represente um retorno relevante para o patrimônio total. 

Por outro lado, ter um pouco de tudo vai aumentar as chances de você ficar no zero a zero, uma vez que os ganhos de uns ativos serão compensados pelas perdas dos outros. 

A diversificação não reduz risco de mercado, dizia Markowitz. 

A diversificação ajuda apenas a reduzir o risco idiossincrático (de um ativo específico). Ou seja, se você for alocar em ações, vale a pena escolher mais de 1 ação, para reduzir o risco idiossincrático. Entre 10 e 15 é o ideal. 

Mas não adianta entrar em FIIs, bolsa, prefixado, fundo multimercado e achar que você está reduzindo o risco. Quando der uma crise, todos esses ativos vão performar mal, pois estão ligados ao risco de mercado, que não é diversificável. Entende?

Qual é a próxima oportunidade?

No Nord Advisor, eu também coloquei recentemente um ativo que acredito ter um altíssimo potencial de valorização. Está completamente largado, com toda a narrativa contra, mas o fundamento está intacto. É, na minha visão, um diamante bruto prestes a ser descoberto pelo mercado. 

Ainda dá tempo de se posicionar se você quiser! Mas tem que ser rápido, enquanto a assimetria ainda está muito boa. 

Aproveite a Semana do Consumidor da Nord para acessar todos esses relatórios com um preço também muito assimétrico, saiba mais aqui.

Vamos falar mais sobre isso?

Na semana que vem, teremos nossa Live pós-Copom no meu Instagram (@mariliadfontes). Convido você para participar, não só para se informar sobre o ciclo de queda de juros, mas também para conversarmos melhor sobre a sua carteira atual. 

Está na hora de mudar um pouco ela!

Nos encontramos na Live!

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