Caged: Brasil cria 255,3 mil vagas de emprego formal em fevereiro
Mercado de trabalho segue resiliente em meio ao cenário de taxa de desemprego nas mínimas históricas. Saiba mais
O Brasil abriu 255.321 vagas formais de trabalho em fevereiro, ligeiramente abaixo da expectativa de mercado, que projetava cerca de 257.500 novas vagas. O resultado de janeiro foi revisado de 112.334 para 115.018 vagas.
Os dados foram divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), nesta terça-feira, 31 de março, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Na abertura por setores, o principal responsável pelo resultado positivo foi serviços, com 177.953 vagas criadas — com destaque para educação. Na Indústria, foram criados 32.027 postos, impulsionados por segmentos como abate e fabricação de produtos de carne, processamento industrial do fumo e fabricação de calçados.
Em seguida, observamos criação de empregos na construção (+31.099), agropecuária (+8.123) e comércio (+6.127).
O salário médio real de admissão em fevereiro foi de R$ 2.346,97, alta de 2,3% frente a janeiro e avanço de 2,75% na comparação com fevereiro de 2025, indicando ganho real no período.
No acumulado de 12 meses, foram registradas 1.047.024 contratações líquidas, sendo 370.339 em 2026.
Em síntese, o mercado de trabalho segue resiliente, em meio a um cenário de taxa de desemprego na mínima histórica. Ainda assim, o resultado veio ligeiramente abaixo das expectativas, com criação inferior à de anos anteriores.
O que é o Caged e para que serve?
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados foi criado pelo governo para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que subsidia a tomada de decisões para ações governamentais. O Caged considera os trabalhadores que têm carteira de trabalho assinada e são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


