Brookfield cresce no 1T26 com avanço em Asset Management
A Brookfield apresentou resultados sólidos no 1T26, com crescimento do AUM, avanço em Asset Management e foco em IA, energia e infraestrutura
A Brookfield (BN) apresentou mais um trimestre de resultados sólidos no 1T26, reforçando a consistência da sua estratégia de investimentos em ativos reais e infraestrutura global.
Mesmo em um cenário macroeconômico ainda desafiador, a companhia manteve crescimento operacional, expandiu sua base de ativos sob gestão (AUM) e continuou avançando em segmentos estratégicos, como gestão de ativos, seguros e infraestrutura ligada à inteligência artificial e transição energética.

Resultados da Brookfield no 1T26

A Brookfield teve mais um sólido trimestre, com resultados muito bons em praticamente todo o seu portfólio. A empresa continua executando seus planos, mantendo investimentos estratégicos e simplificando a estrutura do negócio.
No 1T26, a empresa captou mais de US$ 67 bilhões, sendo US$ 23 bilhões para as estratégias de investimento e US$ 44 bilhões para o segmento de seguros e anuidades. No trimestre, eles concluíram a aquisição da britânica Just Group, o que aumentou a escala do negócio de seguros e elevou os ativos dessa linha para US$ 180 bilhões.
No 1T26, o Distributable Earnings (DE) foi de US$ 1,55 bilhão, estável na comparação com o 1T25. Já o DE antes de realizações, que é um indicador melhor dos negócios por desconsiderar vendas pontuais, foi de US$ 1,4 bilhão, crescimento de +7% na comparação anual.
O AUM que gera taxas cresceu +12% na comparação anual, fazendo com que as receitas com taxas de administração avançassem +11% a.a. As receitas consolidadas cresceram +3,5%, atingindo US$ 18,6 bilhões.
Além do crescimento saudável, da manutenção da estratégia de investimento em ativos reais da economia e da expansão do portfólio de seguros, a companhia continua devolvendo capital aos acionistas de forma saudável. Foram recomprados US$ 438 milhões em ações no trimestre, além da distribuição de US$ 160 milhões em dividendos no 1T26.
Destaques operacionais

O principal destaque do trimestre, em termos de contribuição para o crescimento do DE, foi a linha de Asset Management da BAM. Essa linha distribuiu US$ 765 milhões para a BN, crescimento de +12% na comparação anual. O avanço foi impulsionado pelo aumento do AUM via captações e por uma maior base para cobrança de taxas de administração e performance.
O segmento de Wealth Solutions ficou estável na comparação anual. O lucro do segmento apresentou crescimento de +9%. Apesar disso, o custo de funding subiu +14%, impactando a margem dos retornos sobre os investimentos da companhia.
Os negócios operacionais (BIP, BEP, BBUC e BPG) tiveram queda de -16% no DE. Esse recuo ocorreu exclusivamente pelo segmento de Real Estate (BPG), que registrou queda de -44% na comparação com o 1T25, diante de uma venda de propriedade que beneficiou os resultados no fim de 2024 e começo de 2025.
O foco dos investimentos da empresa continua seguindo os mesmos temas: digitalização impulsionada pela inteligência artificial, reforçando a importância de infraestrutura energética e redes de conexão (comunicação e fibra); descarbonização, por meio do crescimento de novas fontes de energia; e desglobalização, com cadeias logísticas menos sensíveis a adversidades macroeconômicas.
Perspectivas da Brookfield para os próximos anos

“Watch, Learn, Invest, Perfect, Scale” (WLIPS).
A empresa não faz como muitas do mercado e divulga guidance de curto prazo. A Brookfield apresenta um guidance de longo prazo. O objetivo é continuar crescendo o DE antes das realizações a uma taxa superior a +15% ao ano.
As cartas de Bruce Flatt, CEO da companhia, são muito lúcidas. Nelas, ele explica o conceito do WLIPS e como a empresa aborda investimentos: estudando tendências, aprendendo sobre os setores, investindo, melhorando os negócios e ganhando escala para gerar retornos acima da média para a companhia.

Ele citou bastante o ambiente macroeconômico e como isso faz pouca diferença para eles ou para quem investe no longo prazo. No curto prazo, o macro dita fluxo, sentimento e narrativas. Mas, no longo prazo, o que cria valor é o fluxo de caixa gerado pela capacidade da gestão de reinvestir capital de forma eficiente.
As estratégias de investimento continuam. E hoje, mais do que nunca, elas parecem essenciais olhando para onde o mundo está caminhando, com foco em ativos que oferecem taxas de retorno interessantes.
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