Brava Energia (BRAV3) negocia venda de ativos no Rio Grande do Norte
Brava fecha exclusividade para venda de ativos à Azevedo & Travassos; veja a nossa opinião sobre esse desinvestimento.
A Brava Energia (BRAV3) anunciou que seu Conselho aprovou a contratação do Itaú BBA como seu assessor financeiro na avaliação de potenciais vendas de ativos.
A medida foi tomada após a revisão do planejamento estratégico da companhia pós-fusão, visando avaliar oportunidades de otimização de seu portfólio e maximizar o retorno aos seus acionistas.

Venda de ativos onshore
Segundo o Pipeline, o Itaú está buscando um comprador para todos os ativos onshore da Brava (incluindo o Polo Potiguar), movimento que já havia sido recomendado pela Maha (4º maior acionista). Para montar seu portfólio de ativos terrestres, a antiga 3R Petroleum (a Enauta só possuía ativos offshore) desembolsou cerca de US$ 2,1 bilhões.
No momento, porém, o mercado calcula um valor de até US$ 1,9 bi a ser embolsado em um possível programa de desinvestimento. Assim, a tendência é que a venda aconteça de forma segmentada.
Brava fecha exclusividade com Azevedo & Travassos
A Brava Energia, inclusive, assinou um contrato de exclusividade com a Azevedo e Travassos para venda de 11 concessões de óleo e gás na Bacia Potiguar. Os ativos registram uma produção média diária de aproximadamente 250 barris de óleo equivalente entre janeiro e novembro.
Desinvestimento de ativos é positivo para Brava?
Tendo em vista a maior complexidade dos ativos terrestres (onshore), que envolvem não somente a produção como outros segmentos do ramo de óleo e gás (refino, transporte etc.), vemos que a venda faz sentido para a Brava Energia focar em seus ativos marítimos (que possuem maiores taxas de retorno), ainda mais em um momento de necessidade de fluxo de caixa.
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