Boletim de FIIs: IFIX cai na semana; GGRC11 vende ativos com ganho e HGRE11 desfaz negócio em SP
Acompanhe as principais movimentações dos fundos imobiliários na semana: vendas, aquisições e o desempenho do IFIX. Fique por dentro do seu portfólio
O IFIX fechou a semana (entre 3/07 e 10/07) com uma baixa de -0,10%, aos 3.842,89 pontos, após semanas de altas. Contudo, no acumulado dos últimos 12 meses, o índice sobe +10,33%. Acompanhe, a seguir, as principais divulgações de fatos relevantes e comunicados ao mercado.
Maiores altas
| Fundo | Variação |
| TOPP11 | +7,84% |
| VRTA11 | +3,67% |
| KOREI11 | +3,48% |
| TRBL11 | +3,05% |
| MFII11 | +2,57% |
Fonte: Economatica
Maiores baixas
| Fundo | Variação |
| DEVA11 | -5,06% |
| CACR11 | -5,05% |
| TGAR11 | -2,79% |
| BRCR11 | -2,55% |
| VGRI11 | -2,38% |
Fonte: Economatica

Atualizações do mercado
GGRC11 firma MOU para venda de portfólio com ganho de capital estimado
O GGRC11 comunicou a assinatura de um Memorando de Entendimentos (MoU) de caráter vinculante para a potencial alienação de um portfólio composto por dez imóveis logísticos, industriais e híbridos. O valor total da operação é de R$ 530 milhões.
A proposta prevê que 70% do montante seja liquidado na conclusão da transação, por meio de pagamento à vista em dinheiro e/ou troca de cotas, enquanto os 30% restantes serão recebidos em 15 parcelas mensais, iguais e sucessivas.
A partir da efetivação do fechamento, o comprador passará a ter direito integral às receitas de locação geradas pelos imóveis negociados.
Segundo a gestão, a operação deverá gerar um ganho de capital estimado em aproximadamente R$ 0,22 por cota. Além disso, o preço acordado representa um prêmio de cerca de 14% em relação ao último laudo de avaliação dos ativos, reforçando o processo de reciclagem do portfólio conduzido pelo fundo.
HGRE11 desfaz venda do Edifício Alegria após descumprimento de condições precedentes
O HGRE11 informou a rescisão do compromisso de venda do Ed. Alegria, terreno localizado na região do Brás, em São Paulo.
A operação havia sido firmada em junho de 2023, mas foi desfeita porque as condições necessárias para o desenvolvimento do projeto imobiliário, incluindo a obtenção das aprovações urbanísticas, não foram cumpridas dentro dos prazos contratuais.
Com o acordo, o fundo devolverá R$ 2,2 milhões à contraparte, mas manterá R$ 2,25 milhões recebidos a título de indenização e remuneração contratual.
RBBRP11 conclui venda de conjunto comercial no Rio de Janeiro
O RBRP11 informou a conclusão da venda de um conjunto comercial localizado no 24º andar do Edifício Castello Branco, no Rio de Janeiro/RJ.
A unidade era a única participação do fundo nesse empreendimento, em linha com a estratégia da gestão de concentrar o portfólio em ativos com maior relevância dentro de cada condomínio.
O imóvel foi alienado por R$ 4,8 milhões, valor já integralmente recebido pelo fundo. Considerando que a aquisição, realizada em agosto de 2015, totalizou aproximadamente R$ 7,24 milhões (incluindo custos e benfeitorias), a operação resultou em um prejuízo contábil de cerca de R$ 2,43 milhões, equivalente a R$ 0,20 por cota. O preço de venda também ficou aproximadamente 27% abaixo do último laudo de avaliação.
Embora a venda tenha ocorrido abaixo do valor investido, entendemos que se trata de um caso específico, envolvendo um ativo de menor representatividade no portfólio e inserido em um mercado que ainda enfrenta desafios no segmento de escritórios da cidade do Rio de Janeiro.
Vale destacar que o imóvel contribuía com cerca de 1% das receitas do fundo, o que reduz o impacto operacional da alienação. Ainda assim, será importante acompanhar a estratégia da gestão para reinvestir os recursos obtidos e recompor a geração de renda do portfólio, especialmente diante do processo de consolidação conduzido após a incorporação da gestão pelo Pátria.
TEPP11 avança na expansão do portfólio com aquisição de conjuntos comerciais
O TEPP11 informou ao mercado a assinatura de um compromisso para aquisição de dois conjuntos comerciais localizados no Edifício Torre Sul, em São Paulo/SP.
A operação envolve aproximadamente 1.084 m² de área BOMA e investimento total de R$ 10,8 milhões, permanecendo condicionada ao cumprimento das condições precedentes previstas no contrato.
Atualmente, os conjuntos estão integralmente locados para a International Finance Corporation (IFC), com contrato vigente até dezembro de 2026, e para a Nexmuv Tecnologia e Inovação, cujo contrato se estende até junho de 2027.
Segundo a gestão, os imóveis geram uma receita contratada de aproximadamente R$ 86 mil por mês, o que corresponde a um cap rate estimado de 9,6% ao ano. Além disso, a operação conta com mecanismo de renda mínima garantida, oferecendo maior previsibilidade de receitas durante o período estabelecido.
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