Boletim de FIIs: VILG11 será afetado pela recuperação judicial da TOKY3?

VILG11 informou que não há inadimplência da Tok&Stok/Mobly e que a exposição ao inquilino caiu para 4,5% da receita bruta de locação

Otmar Schneider 18/05/2026 14:17 5 min
Boletim de FIIs: VILG11 será afetado pela recuperação judicial da TOKY3?

O IFIX fechou a semana (entre 08/05 e 15/05) com uma baixa de -0,95%, aos 3.884,76 pontos, após semanas de altas. Contudo, no acumulado dos últimos 12 meses, o índice sobe +12,96%. Acompanhe, a seguir, as principais divulgações de fatos relevantes e comunicados ao mercado.

Maiores altas 

FundoVariação
CACR11 +18,04%
TGAR11 +3,22%
HCTR11 +2,78%
IRIM11 +1,99%
GARE11 +1,08%

Fonte: Economatica

Maiores baixas

FundoVariação
TRBL11 -10,68%
MFII11 -8,46%
DEVA11 -5,98%
GTWR11 -5,74%
KNRI11-4,69%

Fonte: Economatica

Atualizações do mercado

VILG11 esclarece exposição à Tok&Stok/Mobly após pedido de recuperação judicial

A gestão comunicou ao mercado que tomou conhecimento do pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, controlador das marcas Tok&Stok e Mobly, atual locatário dos módulos G1 e G2 do empreendimento Extrema Business Park – Bloco I, em Extrema/MG.

Segundo o Vinci Logística (VILG11), até o momento não houve qualquer inadimplência relacionada ao contrato de locação, tampouco comunicação formal ou tratativas por parte da companhia envolvendo eventual renegociação dos contratos. Além disso, a locação conta com garantia de seguro fiança equivalente a 12 meses de aluguel, mecanismo que pode ser acionado em caso de necessidade.

A gestão também destacou que a exposição do Fundo ao inquilino foi significativamente reduzida após o recente reposicionamento comercial do ativo. Anteriormente, a Tok&Stok/Mobly ocupava os oito módulos do empreendimento e representava cerca de 15% da receita imobiliária, equivalente a aproximadamente R$ 0,14/cota.

Após a locação de seis módulos para novos ocupantes — entre eles Supera Farma, DSV, Sierra Log e DHL —, a ocupação vinculada ao Grupo Toky caiu para apenas dois módulos, reduzindo sua participação para cerca de 4,5% da receita bruta de locação, equivalente a aproximadamente R$ 0,04/cota.

Com isso, a companhia deixou de representar a principal fonte de receita do portfólio, passando da maior para a sétima maior exposição do Fundo. Segundo a gestão, mesmo em um eventual cenário de inadimplência, o guidance atual de distribuição não seria impactado.

BTLG11 assina MOU para venda de três ativos com potencial ganho de R$ 1,56 por cota

O BTG Pactual Logística (BTLG11) realizou a assinatura de um memorando de entendimento (MOU) para a venda de três ativos, sendo um deles localizados em São Paulo e outro no Estado de Pernambuco, que totaliza um total de 102. 578 m2 de ABL.

Ainda não há muitas informações sobre a operação, mas no aspecto financeiro a gestão informou que deverá gerar um lucro estimado de R$ 1,56/cota, com um ganho de capital de 36% e uma TIR aproximada de 17% a.a.

O documento também informa que a conclusão da operação depende do cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de transação, incluindo diligência, negociação e assinatura de documentos definitivos, além de aprovações internas e regulatórias aplicáveis. 

GGRC11 anuncia aquisição de dois ativos logísticos em SC e BA

O Zagros Renda Imobiliária (GGRC11) informou ao mercado a assinatura de compromisso para aquisição de dois imóveis logísticos, em uma operação estimada em aproximadamente R$ 165 milhões, estruturada por meio de troca de cotas. 

A conclusão da transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até maio de 2026.

Um dos ativos envolvidos é o módulo A do Condomínio Braspark, em Garuva/SC, complementando a presença do Fundo no empreendimento, já que os outros dois módulos haviam sido adquiridos anteriormente. O imóvel possui padrão construtivo elevado, com cerca de 61,7 mil m² de terreno e 22,8 mil m² de área construída.

O segundo ativo é o CD3, localizado em Camaçari/BA, na Região Metropolitana de Salvador. O empreendimento conta com aproximadamente 91,8 mil m² de terreno e 27,6 mil m² de área construída, operando atualmente no modelo multi-inquilino. A localização é estratégica, próxima ao polo industrial de Camaçari e a cerca de 11 km da fábrica da BYD.

Considerando os contratos vigentes dos imóveis, a gestão estima um cap rate médio inicial próximo de 9,5% ao ano

HGRU11 anunciou a venda de loja em Concórdia/SC com ganho relevante de capital

O Pátria Renda Urbana (HGRU11) comunicou a assinatura de um Compromisso de Compra e Venda referente à alienação de uma loja localizada em Concórdia/SC, com aproximadamente 657 m² de área.

O valor da operação foi definido em cerca de R$ 4,9 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 7,4 mil/m², patamar que representa valorização de 33,4% frente ao valor de aquisição e de 27,3% em relação ao último laudo de avaliação.

A estrutura de pagamento contempla um sinal de R$ 2,3 milhões, além de mais seis parcelas mensais de aproximadamente R$ 433 mil, corrigidas pelo IPCA.

Vale lembrar que o imóvel havia sido adquirido em junho de 2024 e, segundo a gestão, a venda deverá gerar um lucro estimado em R$ 1,2 milhão, equivalente a aproximadamente R$ 0,05/cota, com uma TIR anualizada de 38,4%.

Além disso, o Fundo ainda possui cerca de R$ 38,1 milhões em recebíveis relacionados à venda parcelada de outros quatro imóveis. Esse fluxo adicional pode contribuir para reforçar a geração de caixa e reduzir eventuais pressões sobre os rendimentos nos próximos meses.

RECR11 atualiza mercado sobre negociações envolvendo o Ed. Morumbi Plaza

O REC Recebíveis Imobiliários (RECR11) informou ao mercado que chegou ao fim o período de exclusividade firmado com o potencial comprador do Edifício Morumbi Plaza, localizado em São Paulo/SP, sem que tenha sido celebrado o compromisso definitivo da transação.

Na prática, as negociações entre as partes seguem em andamento, porém sem qualquer cláusula de exclusividade vigente. Com isso, o Fundo passa a ter liberdade para conduzir conversas com outros potenciais interessados no ativo, paralelamente às tratativas já existentes.

Segundo a gestão, apesar do encerramento formal do prazo anteriormente acordado, o diálogo com o comprador inicialmente envolvido permanece ativa.

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