Bitcoin hoje chega a US$ 92 mil em meio à tensão geopolítica
Bitcoin opera em alta nesta segunda-feira, 5, apesar de tensões com Venezuela. Criptomoedas acompanham tendência positiva do BTC
O Bitcoin (BTC) voltou a operar acima de US$ 92.500, apresentando valorização de pouco mais de 1,5% em meio ao aumento das tensões geopolíticas, com destaque para a situação da Venezuela.
Maduro foi capturado
Nicolás Maduro foi capturado pelos americanos na madrugada do dia 3 de janeiro de 2026 e indiciado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por acusações que incluem narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e outros crimes federais.
O processo judicial tem início nesta segunda-feira, 6, na Corte Federal de Manhattan — um dos tribunais mais rigorosos do sistema judiciário americano.
O caso reforça o grau de envolvimento dos Estados Unidos no redesenho institucional e geopolítico da Venezuela, com potenciais desdobramentos para sanções, relações internacionais e o ambiente de investimentos no país.
As manchetes da mídia internacional seguem dominadas pelo episódio, enquanto investidores avaliam os possíveis desdobramentos geopolíticos e seus impactos nos mercados financeiros globais.

Bitcoin hoje: o que explica a alta apesar da tensão entre EUA e Venezuela?
Mesmo com o ataque militar dos Estados Unidos contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela, os investidores mantêm apetite por ativos de risco. O preço do Bitcoin se manteve resiliente após o ataque e a criptomoeda voltou a operar acima de US$ 92.500.
O movimento indica que, ao menos por ora, o mercado global está focado nos fundamentos econômicos e não foi fortemente impactado pelo conflito na Venezuela.
Outras criptomoedas também registram alta nesta segunda-feira, 5, acompanhando o desempenho do BTC, o que reforça o otimismo do mercado.
Além do ambiente macro, fatores regulatórios também ajudam a explicar o movimento. A reabertura das discussões em torno do GENIUS Act trouxe maior clareza sobre o marco regulatório do setor, especialmente no que diz respeito às stablecoins — criptomoedas pareadas a ativos reais, como o dólar, por exemplo. Esse avanço regulatório pode abrir espaço para a entrada de novas empresas e ampliar a adoção institucional do mercado cripto.
Bitcoin da Venezuela
Há relatos de que a Venezuela possa deter entre 600 mil e 660 mil bitcoins, o que a colocaria entre os maiores detentores de BTC do mundo.
Embora seja impossível confirmar a quantidade exata, os bitcoins da Venezuela foram obtidos pela troca de ouro e pela venda de petróleo, utilizando a criptomoeda para driblar sanções econômicas.
Cenário favorece ativos de risco
A continuidade do apetite por risco, mesmo diante de tensões geopolíticas, mostra a resiliência dos investidores frente a eventos imprevisíveis. O bitcoin, por seu caráter descentralizado e limitado, volta a se destacar como possível reserva de valor em tempos de instabilidade.

