Liquidação do Banco Pleno é decretada pelo Banco Central
Liquidação do Banco Pleno pode gerar impacto de R$ 5 bilhões no FGC e elevar rombo ligado ao grupo Master para R$ 52 bilhões
A liquidação do Banco Pleno pelo Banco Central amplia a crise envolvendo instituições ligadas ao conglomerado Master e deve gerar um impacto bilionário no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A decisão atinge milhares de credores e reforça o alerta sobre a fragilidade financeira de bancos médios em meio a investigações e perda de confiança do mercado.
O rombo deixado pelas liquidações do conglomerado do Master, instituições coligadas ou que já pertenceram ao grupo, como é o caso do Pleno, pode alcançar R$ 52 bilhões.
O que aconteceu com o Banco Pleno?
O Banco Pleno fez parte do conglomerado Master até julho de 2025, quando foi segregado e passou ao controle de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, preso na operação Compliance Zero.
Após a prisão do controlador, em novembro, a instituição passou a enfrentar dificuldades para captar CDBs, diante da perda de confiança do mercado. Sem captação, o banco ficou sem funding. A escassez de recursos comprometeu a liquidez e inviabilizou a continuidade das operações.
Diante desse cenário, o Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial da instituição.
Por que o Banco Central decretou a liquidação?
Embora o Banco Pleno tenha sido parte do grupo Master até julho, inicialmente a instituição havia ficado de fora das medidas relacionadas ao escândalo do conglomerado.
No entanto, em meio ao aumento da percepção de risco e dificuldades para se financiar, em 18 de fevereiro, foi decretada pelo Banco Central a liquidação extrajudicial do Banco Pleno.
A autoridade monetária apontou comprometimento e deterioração da situação econômico-financeira, crise de liquidez e violações às normas do sistema financeiro como fundamentos para a decisão.
A medida encerra mais um capítulo de instabilidade no sistema e reforça a atuação do Banco Central em casos de fragilidade operacional e risco para credores.
Master cria rombo de quase R$ 52 bi no FGC
O caso do Banco Master representa o maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Crédito. As liquidações extrajudiciais de instituições financeiras ligadas ao grupo, controlado por Daniel Vorcaro, devem gerar impacto de quase R$ 52 bilhões no FGC.
Até o momento, o Banco Central decretou as seguintes intervenções:
- conglomerado Master – rombo de R$ 40,6 bilhões;
- Will Bank – rombo de R$ 6,3 bilhões;
- Banco Pleno (ex-Voiter) – rombo de R$ 4,9 bilhões.
O que é o FGC e como funciona a cobertura?
O Fundo Garantidor de Crédito protege investidores em caso de intervenção ou liquidação de instituições financeiras.
Atualmente, a cobertura é de:
- Até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira;
- Limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
A ativação do fundo ocorre após a decretação de intervenção ou liquidação pelo Banco Central.
Confira também nosso guia completo sobre como funciona o Fundo Garantidor de Crédito e quais investimentos são protegidos.

