Lucro da Aura (AURA33) dispara 197% no 4T25. É hora de investir?
Aura Minerals (AURA33) dispara no 4T25: lucro +197%, produção recorde e guidance forte para 2026. Veja análise completa e se vale investir
A Aura Minerals (AURA33) reportou resultados acima das nossas expectativas no quarto trimestre de 2025 (4T25), com receita líquida de US$ 321,6 milhões, crescimento de +88%. O Ebitda ajustado foi de US$ 207,9 milhões, alta de +162%, enquanto o lucro líquido ajustado somou US$ 73,3 milhões, avanço de +197%, com todos os resultados comparados ao mesmo período de 2024.
Aumento da produção e recordes do preço do ouro
No 4T25, a mineradora reportou produção recorde de 82 mil GEO (onças equivalentes de ouro), expansão de +23% na comparação anual.
O bom desempenho do trimestre se deu pelo crescimento de +26% a/a da produção de Apoena, devido à maior taxa de recuperação e aos maiores teores. Mas, sobretudo, pela produção de Borborema, que iniciou suas operações no 2T25, e da mina de Serra Grande (MSG), que contribuiu apenas no mês de dezembro, após a conclusão de sua aquisição. O desempenho das três operações mais do que compensou o recuo nas produções de Aranzazu, Minosa e Almas.
Assim, no acumulado de 2025, a Aura atingiu produção de 280,4 mil onças a preços correntes, expansão de +5% na comparação anual. Com a produção alcançada, a mineradora entregou seu guidance de produção para 2025. Considerando o preço de referência do guidance, a companhia alcançou produção de 285 mil onças (ex-MSG), ligeiramente acima do ponto médio do guidance (266–300 mil onças).

A expansão da produção sustentou o aumento de +16% a/a nas vendas, totalizando volume vendido de 80,4 mil onças equivalentes de ouro no 4T25.
O preço médio realizado do ouro atingiu US$ 4.090/oz no 4T25, alta de +58% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Desse modo, a combinação do aumento das vendas com o preço do ouro renovando recordes impulsionou a receita líquida da Aura no 4T25, que atingiu US$ 321,6 milhões (+88% a/a).

Disparada do lucro e queda da alavancagem
Do lado dos custos, o AISC (All-in Sustaining Costs, ou custo de produção) encerrou o trimestre em US$ 1.521/GEO, aumento de +11% a/a, refletindo principalmente a consolidação da aquisição da mina MSG.
Refletindo esse desempenho, o Ebitda da Aura totalizou US$ 208 milhões (+162% a/a). A margem Ebitda encerrou o trimestre em 65%, expansão de +18 p.p. a/a.
O lucro líquido ajustado, que exclui efeitos não caixa (operações de hedge e variação cambial), totalizou US$ 73 milhões, aumento de +197% na comparação anual.
A Aura encerrou 2025 com dívida líquida de US$ 118 milhões (-32% a/a) e alavancagem (dívida líq./Ebitda) de 0,3x Ebitda (vs. 0,8x no 4T24). A forte redução do endividamento se deu principalmente pela captação do IPO na Nasdaq e pela geração de caixa no período.
Por fim, a companhia reportou no 4T25 geração de caixa operacional de US$ 92 milhões (+42% a/a).
Guidance 2026
Após um desempenho excepcional nos últimos trimestres, a Aura mantém perspectiva sólida para os resultados futuros. Para 2026, a companhia divulgou guidance de produção entre 340 e 390 mil GEO.
Considerando o ponto médio do intervalo, a perspectiva é de crescimento de cerca de +28% na produção, principalmente devido aos novos patamares de Borborema e à consolidação da produção em MSG.

Do lado dos custos (AISC), o guidance para 2026 indica intervalo entre US$ 1.720/GEO e US$ 1.865/GEO. O aumento em relação ao reportado no ano passado decorre, sobretudo, da expectativa de maiores custos com a consolidação de MSG e do Capex de sustentação.
Vale a pena investir na ação AURA33?
Diante da esperada expansão da produção em 2026 e do preço das commodities em patamares elevados, a expectativa é de crescimento de +75% da receita, +84% do Ebitda e de lucro líquido três vezes superior ao reportado em 2025.
Para o longo prazo, a Aura está focada em mais do que dobrar sua produção nos próximos anos.
Dada a perspectiva de aumento da produção e de preços da commodity em níveis elevados, AURA33 é uma das posições da carteira Nord Deep Value desde agosto de 2021.

