Aura Minerals (AURA33) cresce com alta do ouro no 1T26
A Aura Minerals (AURA33) reportou forte crescimento no 1T26, com alta de 136% na receita e lucro líquido 307% maior
A Aura Minerals (AURA33) registrou receita líquida de US$ 382,6 milhões no 1T26, alta de +136% na comparação anual, enquanto o Ebitda foi de US$ 244 milhões, 199% maior que o reportado no ano anterior. Já o lucro líquido foi de US$ 109 milhões, crescimento de +307% em relação ao 1T25.

Destaques operacionais e financeiros
No 1T26, a Aura sustentou o patamar recorde de produção de 82,1 mil GEO (onças equivalentes de ouro), expansão de +37% a/a.
Essa expansão ocorreu exclusivamente pelo ramp-up da produção da mina de Almas (+21% a/a) e pela adição das minas de Borborema (início no 2T25) e Serra Grande (MSG) (conclusão da aquisição no 4T25). O incremento da produção de Almas e a adição de Borborema e MSG mais do que compensaram a queda das produções de Aranzazu, Apoena e Minosa no 1T26.
Em relação aos custos, principal destaque negativo do trimestre, o AISC (All in Sustaining Costs, ou custo de produção) alcançou US$ 1.829/GEO, aumento de +25% na comparação anual.
A alta dos custos ocorreu principalmente pela consolidação da aquisição da mina MSG e pela menor diluição dos custos, diante do recuo das produções de Aranzazu, Apoena e Minosa. Desconsiderando a mina MSG e a preços constantes, o AISC ficaria em US$ 1.512, aumento de +4% a/a.
Assim, impulsionada pela expansão da produção e pelos preços internacionais elevados, a Aura totalizou um volume comercializado de 81,4 mil onças (+35% a/a). O preço médio realizado do ouro atingiu US$ 4.873/oz no 1T26, alta de +70% na comparação anual.
Essa combinação entre expansão do volume de vendas e preços do ouro renovando recordes levou a receita líquida a atingir US$ 383 milhões (+136% a/a).
Os custos totais tiveram leve alta de +29% a/a, como comentamos anteriormente. Já as despesas gerais e administrativas dobraram em relação ao 1T25. Essa pressão ocorreu, principalmente, em função do início da produção de Borborema, da aquisição da mina MSG e dos maiores gastos com exploração.
Refletindo tudo isso, a Aura entregou um Ebitda de US$ 244 milhões (+199% a/a) no 1T26. A margem Ebitda encerrou o trimestre em 64%, expansão de +12 p.p.
O lucro líquido ajustado da Aura, que exclui os efeitos não caixa das operações de hedge e das variações cambiais, totalizou US$ 109 milhões, aumento de +307% na comparação anual.
A Aura encerrou o 1T26 com dívida líquida de US$ 115 milhões (-2% t/t) e baixa alavancagem de 0,2x Ebitda (vs. 0,3x no 4T25).
Por fim, refletindo tudo isso, a mineradora reportou geração de caixa operacional de US$ 118 milhões (+186% a/a). Já o fluxo de caixa livre recorrente atingiu US$ 95 milhões (+253% a/a).

Perspectivas futuras da Aura Minerals (AURA33)
Diante da esperada expansão da produção em 2026 e do preço das commodities em patamares elevados, a expectativa é de crescimento de +86% da receita, +107% do Ebitda e de lucro líquido três vezes superior ao reportado em 2025.
Para o longo prazo, a Aura está focada em dobrar sua produção nos próximos anos.
Vale a pena investir na Aura Minerals (AURA33)?
Apesar da visibilidade de crescimento, a assimetria continua pouco favorável. Mesmo com a expectativa de multiplicar o lucro líquido em 5 vezes, o mercado já parece precificar boa parte do crescimento futuro.
Além disso, após mais do que dobrar de valor desde 2024, qualquer mudança macroeconômica e geopolítica pode refletir em fortes correções da commodity.
Assim, negociando a 24x lucros, mantemos nossa posição em AURA33.
Quem é a Aura Minerals (AURA33)?
A Aura Minerals é uma mineradora de ouro, cobre e prata, anteriormente listada na bolsa de Toronto (Canadá) e atualmente negociada na Nasdaq (EUA), pelo código AUGO.
Cerca de 80% de sua receita provém da produção e comercialização de ouro, sendo o restante de cobre (12%) e de prata e molibdênio (2%). A Aura produz atualmente cerca de 280 mil GEO (onças equivalentes de ouro), com uma reserva de pouco mais de 3 milhões de GEO.
Uma de suas estratégias é a diversificação geográfica, com operações em seis minas: Aranzazu (México), Minosa (Honduras) e Apoena, Almas, Borborema e MSG (Brasil). Além do foco em eficiência (redução de custos), a Aura prioriza ativos rentáveis, com potencial de expansão das reservas e, consequentemente, da vida útil das minas.
Qual o dividend yield da Aura Minerals (AURA33)?
Considerando as distribuições realizadas nos últimos 12 meses, o dividend yield atual da Aura Minerals encontra-se em 2,9%.
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