A crise do mercado financeiro atual tem sido um dos principais temas de debate entre investidores e gestores. Em uma live com o gestor Eduardo Carvalho, da Pacífico, foram explorados aspectos históricos, diferenças entre crises anteriores e estratégias de gestão de risco, incluindo o uso de renda fixa, dólar e ações em momentos de turbulência. O objetivo deste conteúdo é explicar em termos simples e jornalísticos as principais ideias discutidas.

O que é a crise do mercado financeiro em 2020?

A crise atual foi definida como uma situação inesperada que afeta tanto o mercado financeiro quanto a economia real, diferente de crises anteriores que estavam mais concentradas no sistema financeiro. O gestor ressaltou que crises por definição são surpreendentes e difíceis de antecipar.

Crises anteriores comparadas

Eduardo Carvalho relembra experiências desde a década de 1990, como:

  • queda de 60% da Bolsa em 1998;
  • apagão e crises na Argentina e Brasil no início dos anos 2000;
  • crise de 2008 nos EUA.

Ele afirmou que, apesar da amplitude de algumas quedas, a rapidez deste momento foi notável, especialmente nas reações em março.

Por que a crise de 2020 é diferente

Segundo o gestor, os principais pontos que tornam a crise atual única são:

  • é uma crise sanitária e econômica, afetando o dia a dia das pessoas;
  • movimentos de mercado foram extremamente rápidos;
  • há maior participação de investidores pessoa física no Brasil.

Esses fatores ampliam o impacto emocional e financeiro, além das variáveis tradicionais.

Gestão de risco em fundos multimercado

Carvalho explicou a abordagem da Pacífico Macro:

  • foco na preservação de capital;
  • evitar alavancagem excessiva;
  • uso estratégico de derivativos para posições assimétricas;
  • olhar para o futuro tangível (curto e médio prazo) em vez de previsões de longo prazo.

Estratégias adotadas durante a crise

O gestor destacou como a equipe ajustou a carteira:

  • redução de risco no início da crise;
  • aumento gradual de exposição após sinais de estabilização;
  • compras em renda fixa, dólar e bolsas (Brasil e exterior) conforme oportunidades surgiam.

Essas estratégias refletem uma postura cautelosa e adaptativa.

Visão sobre ativos específicos

Renda fixa

Acredita‑se que os juros continuarão baixos por algum tempo, tornando títulos de renda fixa atrativos em médio prazo.

Dólar

Uma posição comprada em dólar foi mantida por expectativas de real mais fraco após a crise.

Bolsa

Há oportunidades de longo prazo, especialmente em empresas com fundamentos sólidos que sofreram com a crise, como setores de consumo e tecnologia.

Papel do Banco Central na crise

Carvalho elogiou a atuação do Banco Central no Brasil:

  • cortes rápidos na taxa Selic;
  • estímulo monetário compatível com inflação baixa;
  • uso de instrumentos para suavizar movimentos no câmbio.

Ele ressaltou que a atuação foi importante para estabilizar expectativas e oferecer liquidez ao mercado.

Impactos macroeconômicos para o Brasil

A expectativa é que o país saia da crise com indicadores econômicos mais fracos no curto prazo, incluindo um aumento da dívida pública. Carvalho destacou que o Brasil enfrenta desafios estruturais que exigem disciplina fiscal e reformas para recuperação sustentável.

Conclusão: principais lições para investidores

  • entender que volatilidade não é necessariamente risco, mas uma medida de incerteza;
  • manter disciplina de gestão de risco e diversificação;
  • reconhecer que crises podem gerar oportunidades para posicionamentos estratégicos;
  • olhar para o futuro próximo com base em dados e cenários plausíveis.

Este é o momento ideal para ajustar sua carteira de forma estratégica e inteligente — e nós podemos ajudar você.

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