A Telefônica Brasil (VIVT3) registrou uma receita líquida de R$ 15,5 bilhões no 1T26, alta de +7% na comparação anual, enquanto o Ebitda foi de R$ 6,2 bilhões, +9% maior. Já o lucro líquido foi de R$ 1,3 bilhão, crescimento de +19% em relação ao 1T25.

 Destaques financeiros. Fonte: Telefônica Brasil RI

Destaques operacionais e financeiros 

A operadora de telefonia apresentou uma receita líquida de R$ 15,5 bilhões no 1T26, aumento de +7% na comparação anual. No negócio móvel, a receita atingiu R$ 9,9 bilhões, alta de +7%, impulsionada pelo crescimento de +8% na receita de pós-pago, após aumento de +7% na base de clientes (atingiu 72,1 milhões).

A receita de aparelhos e eletrônicos foi de R$ 1,2 bilhão, uma alta de +27%.

Representando o restante da receita total, a receita do negócio fixo foi de R$ 4,4 bilhões, crescimento de +5%. Os destaques ficaram por conta da receita de dados corporativos, TIC e serviços digitais (+9%) e de fibra óptica (+9%). Vale destacar que sua rede de fibra atingiu 32 milhões (+6%) de casas passadas, além de ter atingido 8 milhões de casas conectadas (+12%).

Com os custos totais subindo levemente abaixo da receita, o Ebitda da companhia cresceu +9%, totalizando R$ 6,2 bilhões, com margem de 40,2%. Mesmo com o resultado financeiro (negativo) subindo +27%, a alta de apenas +5% na depreciação e de +4% nos impostos beneficiou o resultado final. Assim, o lucro líquido subiu +19%, alcançando R$ 1,3 bilhão no 1T26.

No período, a Telefônica Brasil investiu R$ 2 bilhões (+10%), com os recursos direcionados principalmente para a expansão da rede 5G, além da ampliação da rede de fibra.

Em grande parte devido aos maiores investimentos, ao maior consumo de capital de giro e ao aumento dos impostos, o fluxo de caixa livre apresentou uma alta moderada de +4%, alcançando R$ 2,2 bilhões.

A alavancagem (dívida líquida/Ebitda) foi de 0,4x no 1T26 (vs. 0,5x no 1T25).

Perspectivas futuras da Telefônica Brasil (VIVT3)?

Com um crescimento sustentável de suas operações e receitas, além das despesas e dos investimentos controlados, a Telefônica Brasil entregou um bom resultado no 1T26. 

Visto o seu estado atual de maturidade, a companhia tem focado na remuneração aos acionistas. Cabe destacar que a companhia tem a intenção de distribuir um valor igual ou superior a 100% de seu lucro líquido (payout) em forma de proventos em 2026. No ano, os valores com data de pagamento confirmada já somam R$ 7 bilhões.

 Remuneração aos acionistas. Fonte: Telefônica Brasil RI

Vale a pena investir na Telefônica Brasil (VIVT3)?

Com as altas recentes das ações da Telefônica Brasil, o rendimento de seus dividendos foi comprimido para níveis bem abaixo dos nossos parâmetros mínimos, levando o dividend yield atual para menos de 3%. Mesmo considerando a redução de capital, o dividend yield permanece abaixo de 6%.

Assim, não temos recomendação de compra para VIVT3 no momento.

Quem é a Telefônica Brasil (VIVT3)?

A Telefônica Brasil é a maior empresa de telecomunicações do país, sendo líder de mercado no segmento móvel, com 42% de market share no Pós-Pago e 35% no Pré-Pago. Ainda, possui 18% do mercado nacional de fibra óptica e uma das infraestruturas de rede mais abrangentes do país, o que lhe permite oferecer serviços de alta qualidade em áreas urbanas e rurais. 

A marca "Vivo" é uma das mais reconhecidas e respeitadas no setor de telecomunicações do Brasil, o que gera uma vantagem em termos de fidelidade e reconhecimento dos consumidores. A companhia pode aproveitar sinergias dentro do grupo Telefónica, uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, em termos de know-how, tecnologia e estratégias de mercado.

Além do negócio tradicional de telecom, a Telefônica Brasil vem se posicionando como um “hub digital”, oferecendo serviços adicionais em áreas como entretenimento, segurança digital e computação em nuvem.

Qual o dividend yield da Telefônica Brasil (VIVT3)?

Considerando as distribuições realizadas nos últimos 12 meses, o dividend yield atual da Telefônica Brasil encontra-se em 2,7%.