Este texto tem duas partes. Primeiro, a defesa de que a pergunta "por quê?" é mais importante do que a maioria das pessoas imagina. Depois, a aplicação dessa lente para responder à pergunta do título.

Mesmo para quem já entende bastante de investimentos e acompanha esse mercado de perto, dar esse passo atrás para uma conversa mais filosófica pode trazer clareza sobre como cuidar do próprio patrimônio hoje — e talvez até mudar o rumo do planejamento financeiro.

O Círculo Dourado

Você provavelmente já esbarrou em algum vídeo de Simon Sinek. O autor britânico deu uma das palestras mais assistidas da história do TED (mais de 77 milhões de visualizações só no site oficial).

Sinek propõe o conceito do Círculo Dourado: três perguntas organizadas em camadas — "o quê", "como" e "por quê". E ele mostra algo simples, mas que a maioria das empresas ignora: quase todo negócio se comunica de fora para dentro. Primeiro respondem o que fazem. Algumas explicam também como fazem. Poucas, se você for atrás, chegam a revelar por que fazem.

Fotografia de Simon Sinek durante uma palestra, apontando para um flip chart com um diagrama circular desenhado à mão mostrando três camadas concêntricas rotuladas 'why' (no centro), 'how' e 'what' (na camada externa) — o Círculo Dourado.
 (Imagem: Simon Sinek e o diagrama do Círculo Dourado — O quê / Como / Por quê | Fonte: Reprodução do YouTube)

Pegando a gente como exemplo: a Nord tem uma casa de análise, uma gestora de patrimônio e uma empresa de planejamento financeiro que ajuda você a cuidar melhor do seu dinheiro e investir com mais qualidade. Isso é o que fazemos.

Possivelmente você também sabe bem como fazemos isso: uma equipe de analistas sem conflito de interesse (ninguém aqui precisa vender um produto específico), uma plataforma de tecnologia própria e uma cultura de partnership que compromete o time a fazer a empresa crescer no longo prazo, e não só a bater a meta do mês. No longo prazo, o interesse da empresa sempre converge com os interesses do cliente.

Mas o que Sinek mostra é que os líderes que realmente inspiram começam a comunicação pelo porquê.

E o meu é simples: fundei a Nord Liberta porque a minha família passou por dificuldades financeiras sérias — não por falta de dinheiro, mas por ignorância mesmo. Se meus pais soubessem algumas coisas que aprendi depois, teriam sido muito mais felizes e realizados. 

Quando a gente atende a uma família, eu sei que aumenta demais a chance de o futuro deles ser melhor, e isso é algo que me deixa feliz: trabalhar com algo de que gosto e que me diverte.

A Nord, como um todo, existe porque a gente conhece por dentro os defeitos desse mercado. Sabemos que tem muita coisa malfeita por aí e acreditamos que, compartilhando o que sabemos, milhões de brasileiros conseguem cuidar melhor do próprio dinheiro — e as ofertas ruins vão perdendo espaço à medida que as pessoas ficam mais bem-informadas.

O que mais importa é o "porquê"

O vídeo de Sinek fez tanto sucesso porque descreve um daqueles conceitos que são óbvios depois que você vê, mas que ninguém para para pensar antes.

Isso aparece o tempo todo no dia a dia de quem trabalha com planejamento: um cliente novo chega na primeira reunião e, quando perguntado qual é o objetivo dele, a resposta costuma ser "melhorar a rentabilidade da carteira" ou "aumentar meu patrimônio".

A pergunta seguinte costuma pegar a maioria de surpresa:

"Por que você quer aumentar o seu patrimônio? O que você quer realizar quando tiver mais?"

Claro, mais dinheiro sempre significa mais opções de escolha — nesse sentido, dinheiro nunca é demais. Mas, sem clareza sobre o que fazer com ele, duas coisas ruins podem acontecer:

  • A pessoa pode demorar anos para pensar no que realmente quer, e talvez já tivesse as condições de bancar aquele sonho. Isso atrasa por anos a própria felicidade.
  • Ou pode nunca chegar lá, porque, mesmo com o patrimônio crescendo, pode não ter atingido o valor que seria necessário, já que nunca o calculou.

Vale um lema que resume bem essa ideia: "A sua felicidade é a única resposta que consegue encerrar uma cadeia de porquês."

Por que você estuda tanto? Para ter uma boa formação. Por que quer uma boa formação? Para aumentar as chances de um bom emprego. Por que quer um bom emprego? Para ter uma boa renda e comprar sua casa. Por que quer comprar uma casa? Porque sim — porque isso traria felicidade.

Depois do "porque eu ficaria feliz", não faz sentido perguntar "por quê" mais uma vez.

Ilustração de uma pessoa subindo uma escadaria de pedra ao entardecer, com cada degrau rotulado — dinheiro, patrimônio, casa, realização — e uma pergunta 'Por quê?' entre cada um, até o degrau final no topo, marcado com um rosto sorridente e a palavra 'felicidade', com uma casinha ao fundo iluminada pelo sol poente.
 

Agora sim: por que investir?

Com a importância do "porquê" estabelecida, é possível voltar à pergunta que abriu este texto.

Investir é simplesmente alocar recursos na expectativa de que, no futuro, eles se tornem mais e mais recursos. Alguém aloca R$ 10 mil em algo esperando que eles se tornem R$ 15 mil, R$ 20 mil, R$ 30 mil no futuro.

Portanto, é possível dizer, de outro jeito, que investir é fazer o dinheiro andar mais rápido.

Mas aí fica a pergunta: mais rápido para onde? Ir mais rápido para a direção errada atrapalha mais do que ajuda.

O papel do dinheiro — quando bem entendido — é levar até o sonho, o objetivo de cada pessoa. Aí sim, acelerar começa a fazer sentido, porque o desejo é realizar os sonhos quanto antes.

Na definição lá em cima, há uma segunda palavra em destaque além de "mais recursos": expectativa.

Mas, como diz o ditado popular, expectativa é que nem paçoca: do nada, esfarela. Nem sempre o que se espera de um investimento vira realidade e, em vez de ganhar, é possível perder.

Investir sem ter o plano bem dimensionado em relação aos riscos é como pisar fundo no acelerador, independentemente da estrada à frente. Pode parecer que vai chegar mais rápido, mas aí se perde o controle bem na curva, terminando mais longe do destino do que se tivesse mantido uma velocidade constante por toda a estrada.

Por isso, calibrar a velocidade certa ao longo da jornada é um trabalho constante, feito com bom planejamento. Encontrar esse ponto ótimo da aceleração, no qual a pessoa corre em direção à realização dos seus sonhos, é fundamental.

Porque, quando alguém consegue ir o mais rápido possível, da maneira mais segura possível, em um caminho claro até a realização dos seus sonhos, aumenta significativamente as chances de fazer o próprio tempo nessa Terra valer a pena e atingir a felicidade plena.

Investir bem não é detalhe técnico. É o maior respeito que você pode ter pelo seu próprio tempo de vida neste mundo.

Meme de duas fotos empilhadas de uma mesma pessoa fazendo expressões opostas: na de cima, com cara de desagrado, o texto 'Investir é buscar o maior retorno para a otimização dos seus recursos financeiros'; na de baixo, com expressão positiva, o texto 'Investir é o sentido da vida'.
 (Imagem: visões diferentes do porquê investir | Fonte: criação imgflip)

Como aplicar isso no seu planejamento financeiro

É essa mesma reflexão que orienta o início do Marco Zero, a formação presencial da Nord pensada para quem está começando a vida de investidor. Quando alguém que está começando entra na sala achando que o objetivo é "aprender a investir", a primeira coisa que se faz é parar antes do como e do o quê — porque, sem o porquê, qualquer estratégia vira só um monte de siglas soltas, fáceis de esquecer na semana seguinte.

Para quem quer ter certeza de que está na velocidade certa, na direção certa, para os próprios objetivos, o convite é: marcar uma conversa com o time de planejamento da Nord. A equipe pode ajudar a enxergar isso com clareza — e a cuidar do dinheiro para que ele cumpra o papel que deveria cumprir: deixar cada pessoa mais perto de ser feliz.