Segundo os dados da PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE em 30 de julho, a taxa de desemprego recuou de 5,6% para 5,4% no trimestre encerrado em junho, em linha com as expectativas do mercado.

O número de pessoas desempregadas totalizou 5,9 milhões (-10,9% ante trimestre encerrado em março), enquanto a população ocupada atingiu 103,1 milhões de pessoas (+1,1%).

O rendimento real habitual recebido pelos ocupados, entretanto, caiu 1,5% no segundo trimestre, somando R$ 3.738. Ainda assim, o resultado representa alta de 5,8% ante o mesmo trimestre do ano anterior.

Ou seja: mais gente empregada, menos gente desempregada, mas com uma renda média que perdeu um pouco de fôlego na margem.

O resultado, além de registrar redução na taxa de desemprego, marca o melhor resultado para o período desde 2012 (início da série histórica).

CAGED reforça o cenário de mercado de trabalho aquecido

Os dados da PNAD Contínua não vieram sozinhos. Um dia antes, o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) trouxe outro dado relevante: foram criadas 145 mil vagas de trabalho formais, ante uma expectativa de mercado de +115 mil postos.

Juntos, os dois indicadores reforçam a mesma leitura: apesar da queda no rendimento real dos trabalhadores, os dados corroboram a visão de um mercado de trabalho ainda aquecido.

O que é a PNAD Contínua?

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) era o principal dado sobre o mercado de trabalho brasileiro. O dado possuía periodicidade anual e foi encerrado em 2016, sendo substituído pela PNAD Contínua, que possui periodicidade trimestral (trimestres móveis) e cuja metodologia foi atualizada.

A periodicidade em trimestres móveis significa que o dado referente a junho, por exemplo, representa o período de abril, maio e junho. Ou seja, ao ler “o desemprego de junho”, entende-se como “o desemprego no trimestre encerrado em junho”.

O objetivo é o mesmo: fornecer uma leitura completa sobre a dinâmica do mercado de trabalho brasileiro.

Quais dados a PNAD Contínua fornece?

Por meio das informações fornecidas pela PNAD Contínua, é possível saber não só a taxa de desemprego do país, como também os salários e a taxa de participação.

Olhando os dados mais por dentro, é possível observar detalhes como empregos com carteira assinada, trabalhadores por conta própria, taxa de informalidade, entre outras informações.

PNAD contínua hoje

A taxa de desemprego atingiu 5,4% no trimestre encerrado em junho. O resultado figura no menor nível de toda a série histórica da PNAD, coletada desde 2012.

Fique de olho nos próximos indicadores macroeconômicos e nas atualizações da equipe Renda Fixa PRO para entender como esses dados impactam suas decisões de investimento.