A Plano&Plano (PLPL3) registrou uma receita líquida de R$ 1,08 bilhão no 4T25, alta de +60% na comparação anual. Além disso, seu Ebitda foi de R$ 191 milhões, aumento de +51%, enquanto seu lucro líquido totalizou R$ 144 milhões, +39% superior ao do mesmo período de 2024.

 Destaques financeiros da Plano&Plano no 4T25 e em 2025. Fonte: RI

Vendas acelerando na reta final do ano

No 4T25, a Plano&Plano lançou quatro novos empreendimentos, com mais de 2,3 mil unidades e um VGV (valor geral de vendas), na visão 100%, de R$ 617 milhões (-51% vs. 4T24), sendo R$ 607 milhões no %Plano&Plano (-53%). O ticket médio dos lançamentos no período foi de R$ 266,5 mil (+18%).

Já as vendas líquidas (100%) somaram R$ 1,55 bilhão no trimestre, forte crescimento de +119%, impulsionado pelo alto volume de lançamentos no 3T25 e que resultou em um maior saldo de estoque na abertura do 4T25. Na visão %Plano&Plano, as vendas líquidas totalizaram R$ 1,47 bi, alta de +125%. O preço médio das unidades vendidas foi de R$ 256,9 mil, +11% acima do que foi registrado no mesmo período do ano anterior.

Com um menor volume de lançamentos, mas um aumento relevante nas vendas, a Plano voltou a elevar seu indicador VSO (venda sobre oferta), que fechou o ano em 52,3% (últimos 12 meses), +10,4 p.p. acima do trimestre anterior. Agora, a empresa possui um estoque de 11,2 mil unidades disponíveis para venda (-25% vs. 3T25), com um VGV de R$ 3,9 bilhões (-21%), sendo apenas 0,5% de estoque pronto (obras concluídas).

Ainda, a incorporadora possui um landbank (banco de terrenos para lançamentos futuros) de R$ 34,6 bilhões (maior valor de sua história e aumento de +25% vs. 4T24), sendo que apenas 14% sendo pago em caixa e os 86% restantes em permuta. Por fim, a Plano ainda possui 67 obras, com 42,5 mil unidades em construção no momento. 

Abrindo caminho para a geração de valor

Com a evolução das obras e as vendas do estoque e lançamentos, a receita líquida da Plano&Plano cresceu +60% no trimestre, atingindo R$ 1,08 bilhão. Já a margem bruta foi de 30,1%, queda de -3,7 p.p., em função, principalmente, das menores margens do programa habitacional municipal “Pode Entrar” e de maiores descontos concedidos para aumentar as vendas na reta final do último ano.

Enquanto isso, as despesas operacionais cresceram +32%, mas passaram a representar apenas 12,9% da receita (-2,7 p.p.). O aumento deve-se, principalmente, ao incremento de +40% nas despesas comerciais no período. Dessa forma, o Ebitda da Plano totalizou R$ 191 milhões no 4T25, crescimento de +51%.

Com uma maior redução das receitas financeiras vs. despesas financeiras, o resultado financeiro foi negativo em R$ -1 milhão (vs. R$ 2 milhões no 4T24). Além disso, com um aumento na linha de IR/CS pela maior tributação sobre rendimentos de aplicações financeiras alocadas em SPEs, o lucro líquido (100%) teve uma alta menor, de +39%, totalizando R$ 144 milhões. Na visão %PLPL, o lucro foi de R$ 133 milhões (+52%).

A Plano ainda registrou uma geração de caixa de R$ 96 milhões no 4T25, fechando o período com uma posição de caixa de R$ 1,1 bilhão e, com uma dívida bruta inferior a esse valor, voltando a operar com um caixa líquido (mais caixa do que dívida) de R$ 5 milhões e uma alavancagem negativa de -0,4% de seu patrimônio líquido (vs. 7,7% no 3T25) – abrindo espaço para novos investimentos e distribuições de dividendos. 

2025: um ano de (muitos) recordes

A Plano&Plano entregou um forte resultado operacional e financeiro no 4T25, contribuindo para mais um ano repleto de recordes. Em 2025, a empresa registrou seus maiores valores de lançamentos (R$ 5,3 bilhões, +38% vs. 2024), vendas (R$ 4,3 bilhões, +42%) e receita (R$ 3,2 bilhões, +27%). Além disso, seu Ebitda e lucro líquido cresceram, respectivamente, +16% e +8% no último ano, com um ROE de 38,7%. 

Para os próximos anos, a expectativa segue positiva em relação à manutenção de um crescimento sustentável para os resultados da incorporadora. Segundo a Plano, daqui para frente, a projeção é aumentar os lançamentos entre R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão por ano. Além disso, a companhia ainda possui um backlog de R$ 3,37 bi em receitas a serem reconhecidas (+50%), com margem bruta de 38,2%.

Além da expansão em São Paulo (landbank robusto sustenta a visibilidade de crescimento), a Plano ainda avalia a entrada em novas cidades (como Goiânia, por exemplo), onde poderia replicar o seu modelo e acelerar ainda mais o crescimento de seus resultados. Apesar do potencial, o movimento exige cautela e precisa ser viável a longo prazo.

A Plano&Plano reúne um conjunto de características positivas em uma tese só, com (i) elevada capacidade operacional e financeira de seguir entregando lucros e dividendos crescentes; (ii) liderança geográfica (lançamentos + vendas) em seu segmento de atuação e (iii) um valuation extremamente atrativo. Assim, negociando a cerca de 5x lucros para 2026, PLPL3 é uma das melhores oportunidades atuais da Bolsa brasileira. 

Como faço para comprar ações da Plano&Plano na B3?

Para investir nas ações da Plano&Plano é necessário ter uma conta em uma corretora de valores. A empresa é negociada na B3 sob o ticker PLPL3. Reiteramos que, no momento, mantemos recomendação de compra para as ações da companhia.