Meu filho acabou de nascer e não tenho como não escrever sobre isso. Ele se chama Ludovic ❤️. Boa parte da inspiração do nome é em homenagem ao Beethoven, um dos artistas — ou um dos seres humanos — que mais me influenciaram e fizeram parte da minha vida.

Mas prometo: não vou ficar falando nem de mim nem dele. Vou contar as mudanças mais importantes que fiz no planejamento de vida da minha família, e que espero que também sejam valiosas para você ou para as pessoas ao seu redor.

Nesse primeiro mês, muita coisa acontece. Então resolvi priorizar exatamente duas coisas no nosso planejamento. Só duas.

Vou contar quais foram — e por que, entre tudo o que eu poderia ter feito, essas duas são as que eu mais vi fazer diferença na vida das pessoas.

Eu já sabia o que fazer. Ainda assim, foi diferente

Faz mais de 12 anos que trabalho como planejador financeiro. Participei diretamente do planejamento de vida de mais de 1.000 famílias e também já formei centenas de planejadores, tanto na prática quanto como professor da certificação CFP®.

Ou seja: eu não precisei descobrir nada. Quando o Ludovic nasceu, eu já sabia exatamente o que fazer, porque já tinha sentado muitas vezes do outro lado da mesa com pais e mães exatamente nessa situação.

O que eu não esperava era o quanto iria me satisfazer aplicar em mim aquilo que prego, ensino e vejo dando resultado na vida dos meus clientes. A sensação de segurança de estar pavimentando um bom caminho para o futuro do seu filho realmente é muito boa.

Vamos às duas mudanças.

Investir para o filho: por que começar cedo importa mais que investir bem

Você que lê os conteúdos da Nord já viu explicação sobre juros compostos umas cinquenta vezes. Não vou dar a quinquagésima primeira 😉.

Só peço licença para uma digressão pessoal antes: eu me formei em Matemática Pura, mas o curso andava colado no de Física — e não tem como estudar Física a fundo e não admirar Einstein. 

Atribuem a ele uma frase ótima: "Os juros compostos são a oitava maravilha do mundo".

Não existe registro nenhum de que ele tenha realmente dito isso. Mas, como resumo, a frase está à altura da genialidade dele.

Então, esse primeiro passo era simples: começar a investir R$ 500 por mês para o futuro do Ludovic.

Não vou entrar aqui em qual investimento eu escolhi, de propósito. Porque a lição de planejamento financeiro que quero passar não está no produto. Está no hábito.

Justamente por isso, quero supor o pior caso razoável: eu coloco esses R$ 500 em algo pouco sofisticado, que busque pagar IPCA+4% ao ano. Nada brilhante. Uma escolha morna.

Neste ritmo, quando ele completar 20 anos, vai ter cerca de R$ 182 mil — em poder de compra de hoje. O número na tela vai ser bem maior, mas seria o equivalente a isso.

Agora compare com o cenário de esperar.

O que vemos no dia a dia de muitas famílias é que, mesmo ouvindo sobre a importância disso, elas acabam deixando para resolver mais para frente.

"Ah, depois eu vejo isso." Vamos ver os números se eu esperasse dez anos e só começasse a guardar quando ele fizesse 10. Inclusive, até meio culpado pelo atraso, eu iria querer compensar dobrando o esforço: R$ 1.000 por mês.

Fazer o dobro do esforço, com certeza, é desagradável. E, se chegasse no mesmo lugar, possivelmente já seria uma opção ruim.

Mas vou ser ainda mais gentil com esse segundo cenário: vou supor que, nesses dez anos, eu tivesse montado uma carteira bem melhor, com um retorno de IPCA+7% ao ano.

O dobro do aporte mensal. Quase o dobro do juro real.

Aí vem o resultado: quando ele completasse 20 anos, teria R$ 171 mil.

Menos.

Preste bem atenção nisso: eu gastaria o dobro de esforço mensal, com uma carteira BEM MELHOR, e ainda assim não chegaria tão longe.

Tabela comparando dois cenários de investimento para o filho
 Tabela comparativa dos dois cenários

Repare na linha do total aportado: R$ 120 mil nos dois casos. Saiu exatamente o mesmo dinheiro do bolso.

No primeiro, esse esforço é diluído por um prazo muito mais longo, então "dói menos"; no segundo, eu compensei o esforço. Mas o que mudou foi quando comecei a dedicar esses valores para o meu filho.

Há um detalhe que me incomoda ainda mais: para o segundo cenário simplesmente empatar com o primeiro, eu precisaria aportar R$ 1.064 por mês — já contando com a carteira muito melhor. Ou seja, os dez anos parado custam mais do que toda a rentabilidade extra consegue devolver.

Claro que o ideal é fazer as duas coisas: começar cedo e investir bem. Sou consultor de investimentos, é exatamente isso que busco para mim e para os clientes que atendemos aqui na Nord.

Mas o motivo de eu escrever este texto é outro. É porque vejo muita gente inteligente, bem formada e bem-sucedida travada há anos, esperando ter certeza sobre onde investir antes de começar a investir.

Ficar parado é mais caro do que começar errado.

Mas considero que a próxima mudança foi ainda mais importante.

Seguro de vida: como proteger o futuro financeiro do seu filho

Além de planejador CFP® e consultor de investimentos certificado pela CVM, também sou corretor de seguros com certificação SUSEP em todos os ramos. Então eu já tinha seguro — meu perfil financeiro já precisava de algumas proteções.

Só que o meu seguro tinha um desenho bem específico: forte em invalidez por acidentes pessoais e em doenças graves. Leve na cobertura de morte.

Havia uma razão concreta para isso: minha esposa é financeiramente independente. Eu contribuo bastante com as contas de casa, claro, mas, se eu viesse a faltar, ela conseguiria continuar se mantendo.

Eu tinha uma importância financeira na nossa casa, mas ela não era existencial.

Porque é isso que um seguro de vida é: ele não é sobre quem morre. É sobre quem fica — e sobre o que essa pessoa deixaria de conseguir realizar sem a sua renda.

Aí chegou o Ludovic.

Agora existe alguém que depende muito de mim, e por muitos anos. Eu preciso garantir que, independentemente do que aconteça comigo, ele tenha condição financeira para não passar dificuldade, para concluir os estudos e para viver as experiências que toda criança e todo adolescente merecem viver.

Tem uma parte que é mais desejo do que obrigação, mas que faço questão: eu ficaria muito feliz de saber que, quando ele começar a vida adulta, vai ter também um trampolim financeiro. O suficiente para viajar o mundo, abrir um negócio, tentar uma coisa, errar e tentar de novo. Uma base para realizar o que ele quiser antes de se jogar no mundo de vez.

Por isso, no primeiro mês de vida dele, aumentei a minha cobertura de vida.

Captura de tela da calculadora Nord Liberta mostrando a necessidade estimada de cobertura de seguro de vida, no valor de R$ 1.405.486,14
 Necessidade estimada de cobertura de vida

E um adendo, sem nenhum tom de julgamento: segundo levantamento da FenaPrevi com o Datafolha, 82% dos adultos brasileiros não têm seguro de vida, e 64% dos entrevistados sequer conhecem as coberturas de uma apólice.

Não é falta de inteligência nem de cuidado com a família. É um produto que quase ninguém explica direito e que a maioria das pessoas só descobre que precisava depois que precisou.

As duas mudanças que sustentam todo o resto

Como planejador e educador financeiro, ainda tenho uma lista enorme de outras coisas que quero aplicar na vida do Ludovic — e vai ser um prazer dividir várias delas ao longo do tempo.

Mas, de longe, essas duas são as que sustentam todo o resto:

  • um fluxo constante começando quanto antes, mesmo que imperfeito;
  • uma proteção bem dimensionada para a família que você tem agora, não para a que você tinha no ano passado.

Todo o resto é otimização. Importante! Mas "só" uma otimização.

Vamos olhar o seu cenário?

Se você quer validar o planejamento do seu futuro, dos seus filhos, da sua liberdade financeira ou de qualquer outro objetivo, a Nord está disponibilizando um consultor da equipe para escutar o seu cenário e orientar sobre como acelerar essas realizações.

Se já tem um seguro, mas não sabe se ele é de fato adequado para você, se os valores de cobertura estão bem dimensionados ou se existe algo com melhor custo-benefício, também é possível colocar um consultor à disposição para fazer essa validação.

Vale o alerta por um motivo bem concreto: já vimos clientes pagando de cinco a dez vezes mais do que precisariam em um seguro de vida. E já vimos clientes gastando dezenas ou centenas de milhares de reais por ano à toa em um produto de que simplesmente não precisavam. Nos dois casos, era dinheiro indo embora todo mês sem ninguém perceber.