No quarto trimestre, o PIB dos EUA apresentou um crescimento de +1,4% (em base anualizada), abaixo das expectativas de +2,8%. Esse resultado vem após alta de +4,4% no trimestre anterior e de +1,9% no quarto trimestre de 2024.

Fonte: Bloomberg

A desaceleração do crescimento econômico dos EUA foi motivada pela forte queda nos gastos do governo, de -5,1%, o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2020 (-6,6%) e um dos menores da história, motivado pelo período de paralisação do governo (shutdown) no período. 

O fraco resultado do governo subtraiu -0,9 p.p. do crescimento do PIB no quarto trimestre.

Fonte: Bloomberg

Enquanto isso, os gastos dos consumidores, que representam mais fielmente a dinâmica da atividade econômica, subiu +2,4%, ante +3,50% no trimestre anterior. De fato, é uma desaceleração da demanda dos consumidores, mas ainda um patamar razoavelmente saudável.

Fonte: Bloomberg

Somado a isso, o investimento fixo (que representa os gastos das empresas na aquisição de bens para produção, como máquinas, equipamentos, etc.) subiu +2,60%, ante +0,80% no trimestre anterior.

Fonte: Bloomberg

O setor externo (exportações e importações) trouxe poucos impactos. Assim, os gastos dos consumidores e investimento fixo foram os destaques positivos, refletindo uma economia ainda resiliente.

Contribuições para a variação percentual do PIB Real dos EUA. Fonte: Bureau of Economic Analysis (BEA)

Quando observamos as vendas finais a compradores domésticos, que se referem ao PIB excluindo investimento fixo, setor externo e gastos do governo, vemos um resultado de +2,4%, com pouca alteração em relação aos dados anteriores.

 Taxa de variação percentual anualizada dos Gastos Reais de Consumo Pessoal (PCE) nos Estados Unidos. Fonte: Jason Furman

Nossa visão para o PIB dos EUA

Permanecemos com a leitura de que a economia americana vem desacelerando gradualmente, mas a um ritmo saudável, em meio a uma economia ainda resiliente.

Para o PIB do primeiro trimestre de 2026, o Fed de Atlanta estima um crescimento anualizado de 3%, enquanto o restante do mercado estima cerca de 2%, reforçando a nossa leitura de uma economia saudável.