PCE: inflação dos EUA vem abaixo do esperado e mostra melhora
PCE mostra deflação pela queda dos combustíveis, enquanto núcleo vem abaixo do esperado com melhora qualitativa
De acordo com os dados do PCE, a inflação dos EUA recuou -0,11% em junho, ante +0,46% em maio, em linha com as expectativas. Em 12 meses, acumula alta de +3,67%.
A deflação do número cheio foi motivada pela queda dos preços dos combustíveis que, após altas significativas nos três meses anteriores pelos conflitos no Oriente Médio, recuou -9,2% em junho diante do avanço das negociações entre EUA e Irã no mês.

O núcleo do PCE, leitura mais importante por excluir itens mais voláteis (alimentos e energia), subiu +0,1%, ante +0,33% em maio, abaixo das expectativas de +0,2%. Em 12 meses, o núcleo acumula alta de +3,3%.


O núcleo mostrou bons sinais no qualitativo, com desaceleração de serviços de +0,49% para +0,21%, o menor resultado desde setembro de 2025 (+0,19%).

Dentro de serviços, vimos o setor de habitação desacelerando de +0,31% para +0,22%.

Ou seja, não só o número cheio veio abaixo do esperado, mas o núcleo mostrou melhora no qualitativo.
Vimos uma leitura bem parecida com o CPI de junho, refletindo uma melhora dos dados na margem.
O que o PCE indica para a próxima decisão do Fed?
O cenário ainda mostra uma inflação acima da meta de 2%, em meio a um contexto de mercado de trabalho resiliente e volatilidade do petróleo com a indefinição sobre a guerra no Oriente Médio, fatores que dificultam a desaceleração da inflação para a meta e sustentam a narrativa de alta de juros neste ano.

