A Panvel (PNVL3) registrou uma receita bruta de R$ 1,57 bilhão no 1T26, alta de +16% na comparação anual, enquanto o Ebitda foi de R$ 81 milhões, +26% maior. Já o lucro líquido foi de R$ 39 milhões, crescimento de +38% em relação ao 1T25.

 Destaques financeiros. Fonte: Panvel RI

Destaques operacionais e financeiros

A Panvel registrou uma abertura líquida de duas novas lojas no 1T26 (cinco aberturas e três lojas encerradas), atingindo um total de 661 unidades em operação (sendo 78% já maduras) e mantendo sua forte presença na região sul do país (market share de 13,3%, +0,6 p.p.) – esse foi, inclusive, o 24º trimestre consecutivo de crescimento de market share na região.

Com abertura de novas lojas, maturação das já existentes e iniciativas digitais, a receita da companhia atingiu R$ 1,57 bilhão, alta de +16% na comparação anual, sendo R$ 1,55 bi no varejo (+15%). A venda média por loja voltou a crescer, atingindo R$ 784 mil/mês, alta de +11%. Já as vendas nas mesmas lojas subiram +11,5%, enquanto o desempenho das mesmas lojas maduras foi +9% superior.

Abrindo o mix de vendas no varejo, os destaques foram as altas de +22% para genéricos e de +20% para medicamentos de marca (este último impulsionado, mais uma vez, pelo aumento nas vendas de medicamentos GLP-1. Vale destacar ainda a venda de Produtos Panvel (possuem margens mais elevadas), que tiveram crescimento de +16%.

O lucro bruto consolidado (varejo + outras unidades de negócio) da Panvel totalizou R$ 463 milhões, alta de +15%, com margem bruta praticamente estável. Já as reduções nas despesas operacionais (vendas + gerais e administrativas) contribuíram para uma expansão ainda maior do Ebitda da empresa, que foi de R$ 81 milhões (+26%).

Enquanto isso, mesmo com um resultado financeiro (negativo) maior, os menores crescimentos nas linhas de depreciação e amortização, além de impostos de renda, resultaram em um forte incremento de +38% para o lucro líquido, que totalizou R$ 39 milhões no trimestre.

A Panvel apresentou uma leve pressão de quatro dias em seu ciclo de caixa, com aumento de nove dias no prazo médio de estoques sendo parcialmente compensado por uma melhora de seis dias no prazo médio de fornecedores. O prazo médio de recebimento aumentou um dia. 

No período, a empresa ainda registrou um fluxo de caixa livre positivo em R$ 12 milhões (-13%). Com dívida bruta de R$ 601 milhões e uma posição de caixa de R$ 304 milhões, sua dívida líquida (dívida bruta - caixa) ficou em R$ 297 milhões e sua alavancagem (dívida líquida/Ebitda) em apenas 0,88x (vs. 1,22x no 1T25).

Perspectivas futuras da Panvel (PNVL3)

A Panvel começou o ano de 2026 com o pé direito, entregando mais uma sólida expansão em suas principais linhas operacionais e financeiras. A empresa seguiu vendo ventos favoráveis para o seu negócio, com impulso das vendas de canetas emagrecedoras e de Produtos Panvel, além do processo contínuo de digitalização de suas operações e uma maior fidelização de seus clientes (Panvel Prime já atingiu 5% da base de clientes ativos, com ticket médio elevado e frequência 3x maior). 

Apesar de um ritmo mais fraco de abertura de novas lojas no 1T26, a companhia intensificará sua expansão ao longo dos próximos trimestres e, em 2027, a execução será ainda mais intensa, dando maior tração ao seu atual plano de crescimento para os próximos cinco anos.

Vale lembrar que, até 2030, a empresa tem como objetivos atingir (i) de 950 a 1 mil lojas em operação; (ii) uma receita entre R$ 11,5 bilhões e R$ 12 bilhões e (iii) uma margem Ebitda entre 6,7% e 7%. 

Além de uma nova expansão de suas unidades (média esperada de +8% a.a.), a companhia enxerga outras avenidas de crescimento, como o aumento das vendas de GLP-1, a expansão de sua marca própria, uma maior penetração digital, o avanço dos seus programas de fidelidade, entre outras.

A Panvel ainda buscará melhorar suas margens com iniciativas voltadas à inteligência artificial (precificação, revisão de processos etc.) e reduções de despesas operacionais (que já foram observadas no 1T26).

Vale a pena investir na Panvel (PNVL3)?

Com o guidance apresentado, a Panvel poderá mais do que dobrar seu Ebitda em cinco anos (quase triplicar se considerarmos os pontos mais altos do guidance de receita e margem). Dessa forma, negociando a menos de 6,5x Ebitda, PNVL3 segue como uma oportunidade cada vez mais atrativa na Bolsa brasileira!

Quem é a Panvel (PNVL3)?

A Panvel é uma das maiores redes de farmácias do Brasil, sendo a maior da região sul do país. Ao todo, são 659 lojas, sendo que dois terços estão localizadas no RS e o restante, principalmente, no PR e em SC. Recentemente, também entrou em SP, onde já possui 15 lojas. 

Além das lojas físicas, também conta com canais digitais, que já representam cerca de 20% de sua receita no varejo. Ainda, possui sua própria fábrica de cosméticos, medicamentos e alimentos, responsável por fabricar um terço dos produtos vendidos sob seu próprio rótulo (possuem margens maiores em relação a outros produtos). 

Qual o dividend yield da Panvel (PNVL3)?

Considerando as distribuições realizadas nos últimos 12 meses, o dividend yield atual da Panvel encontra-se em 2,79%.