A Mills (MILS3) apresentou resultados sólidos no 1T26, com crescimento de receita, expansão operacional e forte avanço da lucratividade. A companhia registrou lucro líquido de R$ 197 milhões no trimestre, alta de 190% na comparação anual, impulsionada pela expansão das divisões de Pesados e Intralogística.

Além do crescimento operacional, a empresa segue entregando maior previsibilidade de receita, redução da alavancagem e geração robusta de caixa. Veja os principais destaques do trimestre e se ainda vale investir em MILS3.

Destaques financeiros da Mills no 1T26

A Mills (MILS3) registrou uma receita líquida de R$ 461 milhões no 1T26, alta de +12% na comparação anual, enquanto o Ebitda foi de R$ 235 milhões, um crescimento de +14% a/a. Já o lucro líquido foi de R$ 197 milhões, alta de +190% em relação ao 1T25.

 Destaques financeiros. Fonte: Mills. Elaboração: Nord Research

Rental impulsiona crescimento da Mills

A divisão Rental, que reúne os serviços de locação de Leves (plataformas elevatórias), Pesados (linha amarela) e Intralogística (empilhadeiras), encerrou o 1T26 com frota de 16,3 mil equipamentos, alta de +7,5% a/a. O desempenho foi impulsionado pela expansão das linhas de Pesados e Intralogística. Somadas, as duas linhas cresceram +32% a/a e passaram a representar cerca de 33% da frota total, contra 27% no 1T25.

Refletindo essa expansão, principal vetor de crescimento da companhia, a receita líquida total da Rental foi de R$ 382 milhões, alta de +10,3% a/a. Considerando apenas a receita de locação, excluindo venda de ativos, o crescimento foi de +10% versus o 1T25. Já a receita de vendas avançou +13%, refletindo a necessidade de renovação de parte da frota.

O Ebitda ajustado da Rental totalizou R$ 183 milhões, crescimento de +11% a/a. A margem Ebitda da unidade ficou em 48,1%, avanço de +0,2 p.p.

Divisão de Formas e Escoramentos mantém avanço

Já a divisão de Formas e Escoramentos (F&E), que atua em grandes projetos de engenharia e infraestrutura, encerrou o período com volume de 50,1 mil toneladas, leve expansão de +4% na comparação anual.

Com o aumento dos volumes, a divisão continuou se beneficiando da demanda aquecida por grandes obras no país. Dessa forma, a receita líquida totalizou R$ 80 milhões, alta de +20% a/a. A receita de locação foi de R$ 70,8 milhões, crescimento de +17% a/a.

O Ebitda ajustado de F&E somou R$ 52 milhões, alta de +27% a/a, com margem de 65%, avanço de +3,5 p.p.

Impulsionada pelo crescimento de Pesados e Intralogística, a Mills entregou receita líquida consolidada de R$ 461 milhões, alta de +12% a/a. Considerando apenas a receita líquida de locação, o crescimento no trimestre foi de +11%.

Além disso, a expansão dos negócios de Pesados e Intralogística continua contribuindo para maior diversificação e previsibilidade da receita, devido aos contratos de longo prazo. A receita dessas duas linhas alcançou 34% da receita total de locação, contra 24% no 4T24.

Já os contratos de longo prazo passaram a representar 55% da receita de locação, avanço de +8 p.p. versus o 1T25.

Os custos e despesas totais apresentaram redução de -6%. Além da maior disciplina operacional, a queda também foi beneficiada pelo reconhecimento de créditos fiscais.

Assim, o Ebitda ajustado totalizou R$ 235 milhões, alta de +14% a/a, com margem de 51%, avanço de +0,9 p.p. Considerando os efeitos não recorrentes, o Ebitda alcançou R$ 268 milhões, crescimento de +30% a/a, com margem de 58%, alta de +8 p.p.

Além disso, o trimestre contou com redução do resultado financeiro negativo. Esse movimento, combinado aos impactos não recorrentes, resultou em lucro líquido de R$ 197 milhões, alta de +190% a/a. Excluindo os efeitos não recorrentes, o lucro seria de R$ 104 milhões, crescimento de +12% a/a.

Do lado do endividamento, a dívida líquida ficou em R$ 1 bilhão, redução de -12% frente ao 4T25. A alavancagem permaneceu confortável, encerrando o trimestre em 1,1x Ebitda, contra 1,3x no trimestre anterior.

No 1T26, a companhia reportou fluxo de caixa livre positivo de R$ 126 milhões, alta de +157% a/a, refletindo principalmente o maior resultado operacional, a estrutura de capital saudável e a redução dos investimentos.

Após mais um trimestre sólido, a Mills entregou ROE de 26,6%, avanço de +7,1 p.p., e ROIC de 19,4%, alta de +0,5 p.p., ambos acima do custo de capital. Tudo isso combinado a um crescimento consistente nos últimos trimestres.

Perspectivas para a Mills em 2026

A Mills reforçou novamente seu compromisso com elevados níveis de rentabilidade e preservação da estrutura de capital em 2026. Ou seja, segue otimista em continuar crescendo sem abrir mão da rentabilidade e de um balanço sólido.

No longo prazo, o foco continua na expansão de Pesados e Intralogística. Além de reduzir a exposição ao segmento de Plataformas, esses negócios contribuem para maior diversificação e previsibilidade da receita, devido aos contratos de longo prazo.

Nesse sentido, a gestão reforçou mais uma vez seu foco em manter o ritmo de crescimento orgânico nos dois segmentos, que passam por consolidação e possuem mercado endereçável bastante relevante.

Dessa forma, seguimos com expectativa de manutenção do ritmo de crescimento nos próximos anos.

Vale a pena investir na Mills (MILS3)?

Entregando crescimento sem comprometer a rentabilidade e com potencial de dobrar de tamanho nos próximos anos, a Mills continua sendo uma ótima oportunidade.

Assim, negociando a apenas 6x lucros e 5x Ebitda, reforçamos a recomendação de Compra para MILS na carteira O Investidor de Valor.

Quem é a Mills (MILS3)?

Com mais de 70 anos de história, a Mills vem diversificando seu portfólio e suas fontes de receita.

A divisão Rental, responsável por 80% da receita total, atua nos seguintes segmentos: (i) Leves, em que é líder com 30% do mercado de aluguel de plataformas elevatórias; (ii) Pesados (linha amarela), com contratos de longo prazo (4 a 6 anos) para aluguel de escavadeiras, pás carregadeiras, retroescavadeiras, entre outros; e (iii) Intralogística, com locação de empilhadeiras também sob contratos longos.

Já em Formas e Escoramentos (F&E), a Mills é líder de mercado, com aproximadamente 50% de market share, atuando em grandes projetos de engenharia e infraestrutura (pontes, portos, aeroportos, saneamento, hidrelétricas, indústrias, etc.).

O portfólio diversificado não apenas amplia as fontes de receita, mas também proporciona maior previsibilidade de receita (contratos de longo prazo) e a capacidade de cross-selling.

Qual o dividend yield da Mills (MILS3)?

Considerando as distribuições realizadas nos últimos 12 meses, o dividend yield atual da Mills encontra-se em 8,2%.

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