O mercado global de petróleo vive, em 2026, um momento de forte volatilidade. As tensões no Oriente Médio, incluindo as restrições no Estreito de Ormuz, pressionaram os preços do Brent para perto de US$ 88 por barril em agosto, enquanto a demanda mundial gira em torno de 104 milhões de barris por dia, segundo estimativas recentes da Agência Internacional de Energia (IEA). 

Esse cenário afeta diretamente a capitalização de mercado das companhias do setor — e, consequentemente, o ranking das maiores petroleiras do mundo.

A seguir, confira a lista atualizada das 10 maiores empresas de petróleo do mundo, considerando o valor de mercado.

Sumário

Ranking atualizado: as 10 maiores petrolíferas do mundo

PosiçãoEmpresaValor de mercadoPaísTicker
1Saudi AramcoUS$ 1,713 trilhãoArábia Saudita2222.SR
2Exxon MobilUS$ 654,28 bilhõesEUAXOM
3ChevronUS$ 385,51 bilhõesEUACVX
4ShellUS$ 248,59 bilhõesReino UnidoSHEL
5PetroChinaUS$ 221,80 bilhõesChina0857.HK
6TotalEnergiesUS$ 193,90 bilhõesFrançaTTE
7ConocoPhillipsUS$ 151,08 bilhõesEUACOP
8CNOOCUS$ 145,12 bilhõesChina0883.HK
9PetrobrasUS$ 115,83 bilhõesBrasilPBR
10EnbridgeUS$ 112,43 bilhõesCanadáENB

Fonte: CompaniesMarketCap, dados de valor de mercado atualizados em 2026

1. Saudi Aramco (US$ 1,713 trilhão)

A Saudi Aramco é, disparada, a maior petrolífera do mundo, tanto em produção quanto em valor de mercado, mantendo-se entre as companhias mais valiosas do planeta em qualquer setor. Suas principais frentes de atuação incluem:

  • exploração e produção de petróleo em diversos campos ao redor do mundo;
  • refino e distribuição de derivados como gasolina, diesel e querosene.

A companhia é controlada pelo governo saudita, que detém a maior parte das ações. A Aramco é listada apenas na bolsa saudita, sob o ticker 2222. 

Para investidores brasileiros, uma alternativa é o ETF iShares MSCI Saudi Arabia (KSA), negociado na NYSE, Bolsa de Valores de Nova York.

2. Exxon Mobil (US$ 654,28 bilhões)

A gigante americana Exxon Mobil ocupa a segunda posição de maiores petrolíferas do mundo, com valor de mercado bem acima dos US$ 520 bilhões registrados em 2024 — reflexo da valorização do setor em meio à alta do petróleo. Fundada em 1999 a partir da fusão entre Exxon e Mobil, com raízes na antiga Standard Oil, o império de John Davison Rockefeller

A empresa tem sede no Texas e atua em:

  • exploração e produção de petróleo e gás;
  • geração de energia elétrica;
  • fabricação e comercialização de combustíveis, lubrificantes e produtos químicos.

A Exxon Mobil está listada na NYSE (XOM) e, no Brasil, pode ser negociada via BDR (EXXO34), inclusive no mercado fracionado (EXXO34F).

3. Chevron (US$ 385,51 bilhões)

A Chevron, terceira colocada, foi fundada em 1911 como Standard Oil of California, após a divisão da Standard Oil Company. A companhia americana opera em duas frentes principais:

  • upstream: exploração, desenvolvimento e produção de petróleo bruto e gás natural;
  • downstream: refino de petróleo bruto e comercialização de produtos refinados.

As ações da Chevron estão listadas na NYSE (CVX) e podem ser acessadas no Brasil por meio do BDR CHVX34.

4. Shell (US$ 248,59 bilhões)

A Shell, companhia de energia britânica com sede em Londres, ocupa a quarta posição. Sua estrutura de negócios é dividida em:

  • gás Integrado: liquefação, produção, transporte e comercialização de gás;
  • upstream: exploração e extração de petróleo bruto, gás natural e líquidos de gás natural;
  • downstream: fabricação de produtos petrolíferos e químicos, além de marketing.

A Shell é listada na Bolsa de Valores de Londres (LSE), com listagens secundárias na Euronext Amsterdã e na NYSE sob o ticker SHEL. No Brasil, é possível investir via BDR.

5. PetroChina (US$ 221,80 bilhões)

A PetroChina, subsidiária da China National Petroleum Corporation, é uma das três grandes petrolíferas semiestatais chinesas. A companhia opera por meio de quatro segmentos:

  • exploração e produção;
  • refino e produtos químicos;
  • vendas de produtos petrolíferos refinados;
  • gás natural e gasodutos.

Com sede em Pequim, suas ações são negociadas em Hong Kong (0857.HK) e podem ser acessadas no Brasil via BDR (PTCH34), na B3.

6. TotalEnergies (US$ 193,90 bilhões)

A francesa TotalEnergies, fundada em 1924 como Compagnie Française des Pétroles, está presente em mais de 130 países e opera em três frentes:

  • upstream: exploração e produção de hidrocarbonetos, gás e energia;
  • refino e produtos químicos: operações industriais e petroquímica;
  • marketing e serviços: suprimento e comercialização de derivados de petróleo.

Com sede em La Défense, Paris, a empresa é listada na Euronext sob o ticker TTE.

7. ConocoPhillips (US$ 151,08 bilhões)

A ConocoPhillips é uma das maiores empresas independentes de exploração e produção (E&P) dos Estados Unidos, sem operações relevantes de refino. 

A companhia, que ocupa a sétima posição das maiores empresas de petróleo do mundo, concentra sua atuação em ativos de xisto (shale) na América do Norte, além de projetos de petróleo e gás natural em outras regiões do mundo. 

Suas ações são negociadas na NYSE sob o ticker COP.

8. CNOOC (US$ 145,12 bilhões)

A China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) é a principal operadora de exploração e produção de petróleo e gás offshore da China, subsidiária da estatal CNOOC Group. 

A empresa é responsável por boa parte da produção marítima chinesa e vem ampliando sua presença também fora do país. Suas ações são negociadas em Hong Kong (0883.HK).

9. Petrobras (US$ 115,83 bilhões)

A petrolífera brasileira está entre as dez maiores petrolíferas do mundo. Fundada em 1953, a Petrobras atua em Exploração e Produção (E&P) e em Refino, Transporte e Comercialização, com forte especialização em águas profundas e ultraprofundas — um dos diferenciais competitivos da companhia no cenário internacional.

É uma empresa de economia mista e capital aberto, controlada pelo Governo Federal. As ações da Petrobras são negociadas na B3 (PETR3 e PETR4) e, nos Estados Unidos, por meio das ADS PBR e PBRA.

10. Enbridge (US$ 112,43 bilhões)

Fechando o ranking, a canadense Enbridge é uma das maiores empresas de infraestrutura energética da América do Norte, com forte atuação em transporte (midstream) de petróleo e gás por meio de uma extensa rede de dutos. 

A companhia também tem investido na diversificação de seu portfólio com projetos de energia renovável. Suas ações são negociadas sob o ticker ENB.

Quais são os maiores mercados de petróleo do mundo?

O tamanho de um mercado de petróleo é definido, principalmente, pelo volume que ele produz e consome. Entre os países com maior peso nesse equilíbrio global, destacam-se:

  • Estados Unidos: um dos maiores produtores e consumidores de petróleo do planeta, com infraestrutura robusta de refino e distribuição, além de forte protagonismo na produção de xisto;
  • China: maior importador de petróleo do mundo, impulsionado por décadas de crescimento industrial acelerado;
  • União Europeia: bloco com produção limitada, mas consumo elevado de derivados de petróleo;
  • Índia: um dos mercados que mais crescem em consumo de energia, puxado pela expansão econômica;
  • Japão: praticamente sem produção própria relevante, mas entre os maiores compradores globais para abastecer sua indústria e transporte.

Rússia, Arábia Saudita, Brasil e Canadá também têm papel de destaque, tanto na produção quanto no consumo, influenciando diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.

Tipos de petróleo negociados no mercado

O petróleo não é uma commodity única — existem diferentes referências (benchmarks) usadas para precificação global, cada uma com características próprias:

  • Brent: extraído do Mar do Norte, é a principal referência de preço usada internacionalmente;
  • WTI (West Texas Intermediate): produzido nos Estados Unidos, principalmente no Texas, e usado como referência na América do Norte;
  • Dubai/Oman: originário do Oriente Médio, serve de parâmetro para o mercado asiático;
  • Cesta da OPEP: média ponderada dos preços de diferentes tipos de petróleo produzidos pelos países-membros da organização, como o Arab Light (Arábia Saudita) e o Bonny Light (Nigéria).

Cada tipo tem características físicas próprias, como densidade e teor de enxofre, que influenciam seu preço e sua utilização em diferentes regiões e processos de refino.

Panorama da indústria global de petróleo em 2026

O setor petrolífero entrou em 2026 sob forte influência de eventos geopolíticos. As tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota por onde passa parcela relevante da produção do Golfo Pérsico, geraram episódios de forte volatilidade ao longo do ano, levando o Brent a ultrapassar a casa dos US$ 88 por barril em agosto, bem acima da faixa mais estável observada no início do período.

A demanda mundial de petróleo, por sua vez, tem oscilado perto de 104 milhões de barris por dia, com a IEA revisando suas projeções diversas vezes ao longo do ano conforme o conflito no Oriente Médio evoluía. 

Do lado da oferta, o crescimento da produção fora da OPEP+, puxado por Estados Unidos, Brasil, Canadá, Guiana e Argentina, segue como um dos principais fatores de equilíbrio do mercado, ainda que interrupções pontuais no fornecimento do Golfo Pérsico tenham pressionado os preços em diversos momentos do ano.

Para as grandes petrolíferas, esse cenário de preços mais altos tende a sustentar geração de caixa robusta, ao mesmo tempo em que os investimentos seguem cada vez mais divididos entre projetos tradicionais de petróleo e gás e iniciativas de transição energética.

Tipos de empresas do setor petrolífero

O setor de óleo e gás reúne empresas com papéis bem distintos na cadeia de valor:

  • Integradas: atuam em toda a cadeia, da exploração ao refino e distribuição — casos de ExxonMobil e Chevron;
  • Exploração e Produção (E&P): focadas em descobrir e extrair petróleo e gás, geralmente sem operações de refino — como ConocoPhillips;
  • Refino e distribuição: especializadas em transformar petróleo bruto em produtos como gasolina e diesel, e em distribuí-los ao consumidor final;
  • Serviços petrolíferos: prestam suporte técnico e operacional a empresas de E&P, como perfuração, construção de plataformas e manutenção — exemplos incluem Schlumberger e Halliburton.

Maiores petrolíferas do Brasil

Petrobras (PETR3 / PETR4)

Maior petrolífera do país, a Petrobras é uma empresa de economia mista controlada pelo Governo Federal. Atua em todas as fases da cadeia produtiva — da exploração e produção ao refino e distribuição —, com destaque para o desenvolvimento de tecnologias de exploração offshore em águas profundas e ultraprofundas.

Brava Energia, antiga 3R (BRAV3)

Resultado da fusão entre 3R Petroleum e Enauta, a Brava Energia é especializada na aquisição e revitalização de campos maduros de petróleo e gás — ativos já em produção, porém em declínio — usando técnicas de recuperação secundária e terciária para maximizar o resultado desses campos.

Prio (PRIO3)

Antiga PetroRio, a Prio é hoje a maior petrolífera privada do Brasil. Sua atuação está concentrada na aquisição, revitalização e operação eficiente de campos já em produção, operando na produção e comercialização de óleo e gás natural.

PetroReconcavo (RECV3)

Concentrada em campos terrestres (onshore) nos estados da Bahia e no Rio Grande do Norte, a PetroReconcavo adquire campos maduros e aplica técnicas de recuperação para otimizar a produção, contribuindo para o suprimento nacional de petróleo e gás.

Perguntas frequentes

Qual é a maior petrolífera do mundo?

A Saudi Aramco é a maior petrolífera do mundo, com valor de mercado de aproximadamente US$ 1,713 trilhão. Está listada no mercado saudita sob o ticker 2222. No exterior, uma opção de exposição é o ETF iShares MSCI Saudi Arabia (KSA).

Quais são as maiores empresas de petróleo do mundo em produção?

Além da capitalização de mercado, é importante considerar o volume produzido. A Saudi Aramco lidera nesse critério, seguida por companhias estatais e semiestatais como PetroChina, Sinopec e a russa Rosneft, além das integradas ocidentais como Exxon Mobil e Chevron.

Como investir nas maiores petroleiras do mundo?

É possível comprar ações diretamente nas bolsas onde essas empresas estão listadas no exterior. No Brasil, uma alternativa mais acessível é investir por meio de BDRs disponíveis na B3.