Intelbras (INTB3): lucro líquido sobe +149% no 1T26
Resultado é explicado pelo crescimento de receitas e melhora nas despesas operacionais e financeiras no período
A Intelbras (INTB3) registrou uma receita líquida de R$ 1,11 bilhão no 1T26, alta de +21% na comparação anual, enquanto o Ebitda foi de R$ 156 milhões, +93% maior. Já o lucro líquido foi de R$ 153 milhões, crescimento de +149% em relação ao 1T25.

Destaques operacionais e financeiros
A Intelbras registrou uma receita líquida de R$ 1,11 bilhão no 1T26, alta de +21% na comparação anual, em função dos incrementos de +31% na receita de segurança e de +22% na receita de tecnologia da informação e comunicação, que, juntas, mais do que compensaram a baixa de -11% na receita de energia.
Os custos dos produtos vendidos cresceram menos que a receita (+18%), resultando em uma alta maior para o lucro bruto, que atingiu R$ 341 milhões (+26%), com expansão de +1,3 p.p. na margem bruta, que foi de 30,7% no trimestre.
As despesas operacionais (vendas, administrativas e gerais) caindo -2,5% contribuíram para que o Ebitda tivesse uma alta expressiva de +93%, ficando em R$ 156 milhões.
Já o aumento na receita financeira (+41%) e queda na despesa financeira (-19%) mais do que compensaram a variação cambial líquida negativa no trimestre, levando a um crescimento ainda maior para o lucro líquido, que foi de R$ 153 milhões (+149%).
A Intelbras ainda elevou sua posição de caixa para R$ 1,3 bilhão no final de 2025 (o dobro em relação ao mesmo período de 2025), com forte contribuição para a atividade operacional e menores investimentos realizados no trimestre.
Dessa forma, com uma dívida bruta de R$ 960 milhões, a companhia fechou o primeiro quarto do ano com um caixa líquido (mais caixa do que dívida) de mais de R$ 300 milhões.
Por fim, a empresa ainda registrou um ROIC (retorno sobre capital investido) de 17,7%, o que representa uma alta de +3,9 p.p. em relação ao final do ano anterior.
Perspectivas futuras da Intelbras (INTB3)
Para 2026, o cenário tende a permanecer desafiador do ponto de vista de receita, ainda refletindo o ambiente macroeconômico e os efeitos de curto prazo dos ajustes e decisões tomadas em linhas específicas do portfólio.
Ao mesmo tempo, a expectativa é de que, ao longo do ano, grande parte desses ajustes esteja concluída, permitindo que os ganhos de eficiência e a maior disciplina de execução se traduzam em melhor desempenho operacional e em evolução de ROIC.
Vale a pena investir na Intelbras (INTB3)?
Apesar das altas recentes, os papéis da Intelbras negociam a múltiplos atrativos, com um Preço/Lucro de 9x e um EV/Ebitda de 8x (ambos abaixo da média da Bolsa). No momento, porém, não temos recomendação de compra ativa para INTB3 nas carteiras da Nord Investimentos.
Quem é a Intelbras (INTB3)?
Líder em Segurança Eletrônica no Brasil, com 43% de market share, a Intelbras também atua nos segmentos de Tecnologia da Informação e Comunicação (12%) e Energia (5%).
A empresa possui mais de 80 mil revendedores e 480 distribuidores. A proximidade com o canal e os programas de fidelização fortalecem barreiras de entrada. Atualmente, no Brasil, não há concorrentes que atuem nas três frentes com a mesma capilaridade.
Qual o dividend yield da Intelbras (INTB3)?
Considerando as distribuições realizadas nos últimos 12 meses, o dividend yield atual da Intelbras encontra-se em 7,35%.

