Ibovespa fecha em alta acima de 197 mil pontos; dólar encosta nos R$ 5
Ibovespa B3 fecha em alta de +1,12% nesta sexta-feira, 10, e acumula ganho de +4,93% na semana
Sem grandes novidades relacionadas ao conflito no Oriente Médio e com novos impulsos do fluxo estrangeiro (com o dólar, inclusive, voltando a negociar próximo a R$ 5,00), a Bolsa brasileira fechou a semana em alta, com o Ibovespa subindo +1,12% e renovando, mais uma vez, seu recorde histórico, aos 197.323,87 pontos (+2.194,62 pontos).
No dia, o destaque positivo foi a alta de +13,05% das ações da Hapvida (HAPV3), enquanto o destaque negativo ficou por conta da baixa de -10,88% dos papéis do Azzas 2154 (AZZA3).
Nos EUA, as Bolsas americanas fecharam o pregão desta sexta-feira sem direção única, com o S&P 500 em leve queda de -0,11%, enquanto o Nasdaq registrou movimento positivo de +0,35%.
No mercado de câmbio, o dólar voltou a cair ante ao real, cotado aos R$ 5,01 (-0,91%).
Fechamento de mercado (10/04/2026)
| Indicador | Valor | Variação |
| Ibovespa | 197.323,87 | +1,12% |
| S&P 500 | 6.816,89 | -0,11% |
| Nasdaq | 22.902,89 | +0,35% |
| Dólar | R$ 5,01 | -0,91% |
Fonte: Bloomberg
Atualizações de mercado
Ibovespa sobe em meio ao alívio das tensões geopolíticas
Sem grandes novidades relacionadas à guerra no Oriente Médio e com o bom humor dos mercados globais, a Bolsa brasileira volta a subir no último pregão da semana, com novos impulsos do fluxo estrangeiro (dólar já se aproxima de R$ 5,00). Por volta das 13h34, o IBOV registrava alta de +0,83%, aos 196.748 pontos.
CPI: Inflação ao consumidor dos EUA sobe 0,9% em março
A inflação ao consumidor dos Estados Unidos, medida pelo CPI, foi de +0,87% em março, em linha com o esperado, após alta de +0,30% no mês anterior. Essa é a maior alta mensal desde junho de 2022, quando houve avanço de +1,26%. No acumulado em 12 meses, a alta é de +3,26%. Acesse a leitura completa.
IGP-M sobe 0,95% na 1ª prévia de abril
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou a 0,95% na primeira prévia de abril. Na primeira prévia de março, o indicador contraiu 0,19%. O movimento foi sustentado pela aceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (-0,36% para 1,07%). Também houve ganho de força no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) nesta leitura, de 0,10% em março para 0,68% em abril.
IPCA: inflação fica em 0,88% em março, acima das expectativas
A inflação ganhou força e foi de 0,88% em março, após alta de 0,7% em fevereiro. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,14%. A variação foi puxada pelos aumentos dos preços do óleo diesel (13,9%), da gasolina (4,59%) e do etanol (0,93%). As altas são motivadas pela disparada do preço do petróleo com bloqueio do Estreito de Ormuz. Acesse a leitura completa.
Direcional (DIRR3) reporta prévia do 1T26
Os lançamentos da Direcional no primeiro trimestre (1T26) alcançaram um valor geral de vendas (VGV) de R$ 1 bilhão, o que representa um crescimento de 12% em relação ao mesmo intervalo de 2025. No acumulado de 12 meses, as vendas somam aproximadamente R$ 6,4 bilhões, crescimento de 7% na base anual.
Hapvida (HAPV3) anuncia nova liderança e reorganiza diretoria
A Hapvida informou a nova composição da diretoria que vai propor ao conselho de administração. Luccas Adib, atual diretor financeiro e de relações com investidores da operadora de assistência médica, foi indicado para a cadeira de diretor-presidente, em substituição a Jorge Pinheiro, como já anunciado. O filho do fundador da empresa, por sua vez, foi designado para a presidência do conselho. Para substituir Adib, a administração propôs Lucas Garrido.
Privatização da Copasa pode ocorrer na próxima semana
Em meio a ruídos internos, o governo de Minas Gerais planeja lançar a privatização da Copasa na próxima semana, em uma tentativa de viabilizar o cronograma de fazer a precificação das ações no fim deste mês, no máximo no início de maio, apurou o Valor.
Oncoclínicas registra prejuízo de R$ 1,52 bi no 4T25
A Oncoclínicas registrou um prejuízo líquido de R$ 1,51 bilhão no 4T25, quase o dobro do registrado em igual período do ano anterior. A empresa de auditoria Deloitte destacou em seu parecer sobre o balanço de 2025 da Oncoclínicas que a rede de tratamento de câncer passa por “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional”.
Vendas líquidas da Cury sobem 9,5% no 1º trimestre, para R$ 2,3 bi
A Cury, que atua no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em São Paulo e no Rio, registrou no primeiro trimestre deste ano dez novos lançamentos, que somaram um valor geral de venda (VGV) de R$ 2,27 bilhões, ao se considerar apenas a participação da empresa nos projetos. É uma queda de 14,9% sobre o mesmo trimestre de 2025.
Petrobras (PETR4) recompra campos da Petronas em Tartaruga Verde e Espadarte
A Petrobras fechou na véspera contratos com a Petronas para a aquisição das participações remanescentes no campo de Tartaruga Verde e no Módulo II de Espadarte, ambos localizados na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões. O negócio foi anunciado pelas empresas inicialmente em meados de março. A conclusão da operação depende de aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP.
OPA da Neoenergia leva saída do novo mercado após oferta bilionária
A Neoenergia (NEOE3) deve deixar o Novo Mercado da B3 após a conclusão de uma oferta pública de aquisição (OPA) liderada por sua controladora, a espanhola Iberdrola. O preço pago foi de R$ 33,77 por ação, totalizando cerca de R$ 5,8 bilhões. O volume corresponde a aproximadamente 14,2% do capital social da companhia.
Após a liquidação da operação, prevista para 24 de abril, a Iberdrola passará a deter cerca de 1,19 bilhão de ações da Neoenergia. Esse montante representa aproximadamente 98% do capital total da empresa, consolidando ainda mais o controle da companhia espanhola.
Com a conclusão da OPA, o free float da Neoenergia será reduzido para cerca de 24,3 milhões de ações, o equivalente a aproximadamente 2% do capital social. Esse nível fica abaixo do mínimo exigido pelo Novo Mercado, o que leva à saída da empresa desse segmento.
Abertura de mercado (10/04/2026)
Com os mercados globais aguardando por novos capítulos do conflito no Oriente Médio, as commodities, os juros futuros e as Bolsas pelo mundo abriram o último pregão da semana próximos à estabilidade.
No Brasil, os contratos futuros do Ibovespa amanheceram levemente positivos, enquanto o dólar volta a operar em queda. Nos Estados Unidos, os índices futuros americanos registram movimentos semelhantes, com leve alta para o Nasdaq, enquanto o S&P 500 opera “de lado” neste momento.
Mercado futuro
| Indicador | Valor | Variação |
| Ibovespa futuro | 195.885 pts | +0,08% |
| S&P 500 Futuro | 6.864 pts | +0,01% |
| Nasdaq 100 Futuro | 25.269 pts | 0,07% |
| Dólar | R$ 5,06 | -0,04% |
Fonte: Bloomberg
Indicadores econômicos
No Brasil, o IGP-M será reportado às 8h, enquanto o IPCA de março será divulgado às 9h.
Nos EUA, o Índice de preços ao consumidor (IPC) será divulgado às 9h30.

