Muitos fundos imobiliários estão sendo negociados hoje abaixo do valor patrimonial, o que reacende o debate sobre se este é um bom momento para investir no setor. Em entrevista, o economista Charles Wickz explicou por que considera esse cenário uma oportunidade, e como montar uma estratégia consistente de longo prazo com fundos imobiliários.

Por que os fundos imobiliários estão baratos agora

O cenário atual de juros elevados fez com que diversos fundos imobiliários passassem a negociar abaixo do valor patrimonial. 

Historicamente, quando a taxa de juros recua, os fundos imobiliários tendem a se valorizar de forma expressiva, como ocorreu antes da pandemia de 2020, quando as cotas chegaram a ser negociadas bem acima do valor patrimonial. Por isso, o momento de preços descontados é visto como uma janela de entrada.

Fundos imobiliários ou criptomoedas: é preciso escolher um lado?

Wickz lembra que, no passado, existia uma rivalidade entre investidores de criptomoedas e de fundos imobiliários, como se fosse necessário escolher apenas um caminho. 

Com a maturidade do mercado, ficou claro que os dois ativos podem conviver na mesma carteira: enquanto os fundos imobiliários trazem previsibilidade e renda mensal, outros ativos de maior risco, como criptomoedas, podem compor uma fatia menor e mais especulativa do patrimônio.

Fundos imobiliários pagam renda mensal isenta de imposto de renda

Um dos principais atrativos citados é a possibilidade de receber dividendos mensais isentos de imposto de renda, algo raro mesmo entre os produtos de renda fixa. Para quem pensa em aposentadoria ou em construir uma renda extra recorrente, esse fluxo de caixa mensal é visto como um diferencial importante frente a outras classes de ativos.

Fundos imobiliários x crédito privado: qual é menos arriscado

Na comparação com o crédito privado, os fundos imobiliários de tijolo oferecem uma proteção adicional: mesmo que um inquilino deixe de pagar o aluguel, o fundo continua sendo dono de um imóvel físico, que tende a se valorizar com a inflação. 

Já em títulos de crédito privado, uma eventual recuperação judicial da empresa emissora pode significar perda total do valor investido, sem nenhum ativo real como garantia.

Os riscos dos fundos imobiliários de papel

Nem todo fundo imobiliário se comporta da mesma forma. Wickz alerta que quedas bruscas de valor geralmente estão associadas a fundos de papel concentrados em poucos ativos, escolhidos apenas pelo dividendo alto, sem análise mais aprofundada. 

Por isso, a recomendação é sempre estudar a composição da carteira do fundo antes de investir, em vez de olhar apenas a rentabilidade recente.

Como diversificar uma carteira de fundos imobiliários baratos

Para reduzir riscos, a sugestão é montar uma carteira diversificada, combinando fundos de shopping centers, logística e lajes corporativas, além de fundos de fundos (FOFs), mesmo que estes cobrem uma taxa adicional de administração. 

Com cerca de dez fundos bem selecionados, é possível buscar uma rentabilidade mensal entre 0,8% e 1%, reinvestindo os dividendos recebidos para gerar um efeito bola de neve no patrimônio ao longo do tempo.

Vale a pena investir em fundos imobiliários para o longo prazo

Wickz reforça que o erro mais comum entre investidores é buscar rentabilidades imediatas e agressivas, o que geralmente leva a ativos mais arriscados. 

A recomendação é priorizar aportes constantes e consistência ao longo dos anos, já que os fundos imobiliários tendem a compensar boas escolhas no longo prazo, mesmo passando por períodos de queda no curto prazo, como o que ocorreu durante o ciclo recente de alta da Selic.

Quer começar a investir em fundos imobiliários?

Se você quer aproveitar o momento de fundos imobiliários negociando abaixo do valor patrimonial, o primeiro passo é saber quais ativos têm mais potencial dentro do cenário atual.

Baixe gratuitamente o relatório com três fundos imobiliários para investir agora e descubra quais ativos podem fazer sentido para a sua estratégia.