A Copel (CPLE3) registrou uma receita líquida de R$ 6,9 bilhões no 1T26, alta de +19% na comparação anual, enquanto o Ebitda foi de R$ 1,8 bilhão, +17% maior. Já o lucro líquido foi de R$ 639 milhões, crescimento de +11% em relação ao 1T25.

 Destaques financeiros. Fonte: Copel RI

Destaques operacionais e financeiros

A Copel (CPLE3) reportou uma receita líquida de R$ 6,9 bilhões no 1T26, uma alta de +19% em relação ao mesmo período do ano anterior, em especial pelos reajustes tarifários e aumento no volume e preços de energia elétrica vendida.

Em relação aos custos e despesas operacionais, o crescimento foi de +20%, praticamente em linha com o da receita, com evolução da energia comprada para revenda. Enquanto os custos gerenciáveis de PMSO (pessoal, material, serviços de terceiros e outros) subiram +4%, devido, principalmente, às despesas com pessoal e material.

Assim, o Ebitda recorrente totalizou R$ 1,8 bilhão, alta de +17%, com margem Ebitda de 25,4%. Enquanto o lucro líquido da Copel, impactado por um resultado financeiro (negativo) +10% mais alto, além de maior incidência de impostos, registrou alta de +11%, totalizando R$ 639 milhões no trimestre.

 Alavancagem da Copel no 1T26. Fonte: Copel RI

Por fim, a Copel encerrou o trimestre com dívida bruta consolidada de R$ 23,3 bilhões e um caixa de R$ 5,9 bilhões, resultando em uma dívida líquida de R$ 17,5 bilhões. Com isso, o indicador de alavancagem (dívida líquida/Ebitda) ficou em 2,8x (vs. 2,7x em 2025).

Perspectivas futuras da Copel (CPLE3)

Em 2023, a Copel foi privatizada e tornou-se uma corporação, com o governo deixando de ser seu acionista controlador. Essa mudança abriu caminho para possíveis melhorias na gestão, e a companhia já demonstra avanços nesse sentido. 

Entre as ações implementadas, destacam-se o programa de desligamento voluntário, a alienação de ativos fora do seu core business (otimização de portfólio) e o aumento dos investimentos no segmento de distribuição, com o objetivo de aprimorar os seus índices de qualidade.

 Evolução do quadro de pessoal. Fonte: Copel RI

Além disso, houve a migração de suas ações para o Novo Mercado da B3, que exige melhores práticas de governança.

Assim, esperamos que a companhia continue o seu processo de evolução para entregar cada vez mais valor aos seus acionistas, focando em uma estrutura mais rentável e eficiente.

Apesar de considerarmos que a Copel está no caminho certo, acreditamos que ainda há espaço para avançar na melhoria de sua rentabilidade, que permanece em níveis baixos, com ROE de 12%.

Vale a pena investir na Copel (CPLE3)?

No momento, devido ao seu processo de reestruturação ainda em andamento e do contínuo crescimento da alavancagem financeira, além dos níveis de rentabilidade neutros, não temos recomendação de compra para CPLE3.

Qual o dividend yield da Copel (CPLE3)?

Considerando as distribuições realizadas nos últimos 12 meses, o dividend yield atual da Copel encontra-se em 5,2%.